Fabricante da Dolly é alvo de operação por inadimplência e fraude no ICMS
A Secretaria da Fazenda de São Paulo deflagrou nesta quintafeira a Operação Clone, contra a empresa Ragi Refrigerantes, fabricante de bebidas da marca Dolly.
A empresa tem dívida de R$ 2 bilhões em ICMS com o Estado de São Paulo. Entre as suspeitas que motivaram a operação está a de que, após ter a Inscrição Estadual cassada em dezembro do ano passado, a companhia teria retomado as atividades de m,odo irregular a partir da criação de novas empresas.
A ação tem como objetivo reunir provas das operações ilegais e, caso sejam comprovadas, suspender as atividades da companhia, segundo Marcelo Bergamasco, diretor executivo da Administração Tributária da Secretaria da Fazenda de São Paulo. São alvo da investigação seis instalações: três em Diadema, uma em Tatuí e duas na capital paulista.
Bergamasco diz que, durante a operação, foram identificados insumos industriais e produtos acabados, o que indica que a situação irregular estava em curso. Também foram apreendidos documentos fiscais, equipamentos e arquivos digitais. Em Diadema, três inscrições estaduais foram suspensas.
Os dois escritórios situados na Lapa, na capital paulista, estavam fechados e sem funcionários. A Fazenda bloqueou as inscrições destas empresas, impedindo a emissão de notas fiscais, pois não foram constatados indícios de atividade operacional nos locais diligenciados.
Na fábrica de Tatuí, os fiscais localizaram diversas notas fiscais de produtos cuja operação de saída estaria vinculada aos escritórios da capital paulista. Não foram identificados, até o fechamento do dia, documentos fiscais emitidos pela fábrica de Tatuí.
Questões relacionadas à blindagem patrimonial e ocultação do quadro societário, a partir do uso de empresas de participação e de offshores, são alguns dos desafios que estão sendo enfrentados pelas equipes envolvidas nos trabalhos, diz a Fazenda.
Participam da investigação 24 agentes de três Delegacias Regionais Tributárias e procuradores do Estado, com reforço da Polícia Militar.
OUTRO LADO
Em nota enviada à reportagem, a Dolly disse que não praticou, tampouco compactua com qualquer tipo de sonegação fiscal.
A Dolly disse ter sido vítima de seu escritório contábil, que durante anos, omitiu do Fisco dados importantes, provocando um desfalque milionário com falsificação de sentenças, fraude de guias e documentos.
A companhia afirma que um dos sócios do escritório contábil prestou depoimento a favor da Dolly ao Ministério Público e Polícia Federal em processo de negociação através do instrumento de delação, assumindo o desvio do dinheiro que seria destinado ao pagamento dos impostos.
A empresa afirma ainda que quer esclarecer o mais rápido todos esses fatos, contribuir com as investigações e provar sua inocência.
A empresa tem dívida de R$ 2 bilhões em ICMS com o Estado de São Paulo. Entre as suspeitas que motivaram a operação está a de que, após ter a Inscrição Estadual cassada em dezembro do ano passado, a companhia teria retomado as atividades de m,odo irregular a partir da criação de novas empresas.
A ação tem como objetivo reunir provas das operações ilegais e, caso sejam comprovadas, suspender as atividades da companhia, segundo Marcelo Bergamasco, diretor executivo da Administração Tributária da Secretaria da Fazenda de São Paulo. São alvo da investigação seis instalações: três em Diadema, uma em Tatuí e duas na capital paulista.
Bergamasco diz que, durante a operação, foram identificados insumos industriais e produtos acabados, o que indica que a situação irregular estava em curso. Também foram apreendidos documentos fiscais, equipamentos e arquivos digitais. Em Diadema, três inscrições estaduais foram suspensas.
Os dois escritórios situados na Lapa, na capital paulista, estavam fechados e sem funcionários. A Fazenda bloqueou as inscrições destas empresas, impedindo a emissão de notas fiscais, pois não foram constatados indícios de atividade operacional nos locais diligenciados.
Na fábrica de Tatuí, os fiscais localizaram diversas notas fiscais de produtos cuja operação de saída estaria vinculada aos escritórios da capital paulista. Não foram identificados, até o fechamento do dia, documentos fiscais emitidos pela fábrica de Tatuí.
Questões relacionadas à blindagem patrimonial e ocultação do quadro societário, a partir do uso de empresas de participação e de offshores, são alguns dos desafios que estão sendo enfrentados pelas equipes envolvidas nos trabalhos, diz a Fazenda.
Participam da investigação 24 agentes de três Delegacias Regionais Tributárias e procuradores do Estado, com reforço da Polícia Militar.
OUTRO LADO
Em nota enviada à reportagem, a Dolly disse que não praticou, tampouco compactua com qualquer tipo de sonegação fiscal.
A Dolly disse ter sido vítima de seu escritório contábil, que durante anos, omitiu do Fisco dados importantes, provocando um desfalque milionário com falsificação de sentenças, fraude de guias e documentos.
A companhia afirma que um dos sócios do escritório contábil prestou depoimento a favor da Dolly ao Ministério Público e Polícia Federal em processo de negociação através do instrumento de delação, assumindo o desvio do dinheiro que seria destinado ao pagamento dos impostos.
A empresa afirma ainda que quer esclarecer o mais rápido todos esses fatos, contribuir com as investigações e provar sua inocência.
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