Sindicatos e trabalhadores rurais voltam às ruas contra reformas do governo
Em comemoração ao Dia do Trabalhador, integrantes de centrais sindicais e movimentos de trabalhadores rurais fazem, na manhã desta segunda (1º), um ato público na orla de Maceió. Os trabalhadores se concentraram no Posto 7, no bairro de Jatiúca, e seguem em direção ao antigo Alagoinhas, na Ponta Verde.
A principal bandeira de luta dos trabalhadores é o combate às Reformas Trabalhista e da Previdência propostas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB). Os atos desta segunda se concentram em Maceió e recebem pessoas de todo o estado. Outro manifesto aconteceu na última sexta (28), durante a Greve Geral que levou cerca de 12 mil pessoas às ruas da capital.
De acordo com a presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rilda Alves, a mobilização tem como proposta mostrar a rejeição de classe trabalhadora não só em relação às reformas, mas à terceirização, já aprovada pela Câmara dos Deputados.
"Nós estamos nas ruas para mostrar que não aceitamos nenhum direito a menos. Demos uma grande demonstração na última sexta-feira, quando saímos às ruas, e vamos mostrar novamente à classe política que os trabalhadores rejeitam essas reformas", ressaltou Rilda.
O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura, Genivaldo Oliveira, criticou a possibilidade de alteração no regime especial para aposentadoria de trabalhadores rurais e classificou as reformas como um retrocesso.
"Hoje, seria um dia para estarmos comemorando, mas, com esse pacote que o governo federal enviou para o Congresso, nós não poderíamos deixar de sair às ruas para pedir o apoio da população", afirmou Genivaldo Oliveira.
GREVE GERAL
Milhares de pessoas se concentraram, na tarde de sexta, na Praça Centenário, bairro do Farol, em Maceió, para o protesto. Com faixas, bandeiras, cartazes e muitos gritos de ordem, sindicalistas e membros da sociedade civil pediram respeito aos trabalhadores brasileiros.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar, a concentração do ato reuniu 5 mil pessoas na capital alagoana. Depois, essa estimativa subiu para 10 mil. Já de acordo com os líderes sindicais, esse número chegou a 20 mil.
Da Praça Centenário, os manifestantes saíram em caminhada pela cidade em direção à Praça dos Martírios, no Centro de Maceió.
CONTEXTO HISTÓRICO
Prestes a completar 100 anos da primeira greve geral do país, em 1917, a Central Única dos Trabalhadores de Alagoas enxerga no contexto atual que o Brasil enfrenta uma "quadra de luto e de nada para se comemorar". As entidades de classe que representam os trabalhadores brasileiros apontam o presidente Michel Temer (PMDB) como o ''coveiro de direitos trabalhistas". Os sindicalistas se referem aos projetos enviados do Planalto para o Congresso Nacional que versam sobre reformas.
PROJETOS NO CONGRESSO
O texto aprovado pela Câmara prevê, ainda, que a negociação entre empresas e trabalhadores prevalecerá sobre a lei em pontos como parcelamento das férias, flexibilização da jornada, participação nos lucros e resultados, intervalo, plano de cargos e salários, banco de horas, remuneração por produtividade e trabalho remoto. A proposta segue para análise no Senado Federal.
A principal bandeira de luta dos trabalhadores é o combate às Reformas Trabalhista e da Previdência propostas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB). Os atos desta segunda se concentram em Maceió e recebem pessoas de todo o estado. Outro manifesto aconteceu na última sexta (28), durante a Greve Geral que levou cerca de 12 mil pessoas às ruas da capital.
De acordo com a presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rilda Alves, a mobilização tem como proposta mostrar a rejeição de classe trabalhadora não só em relação às reformas, mas à terceirização, já aprovada pela Câmara dos Deputados.
"Nós estamos nas ruas para mostrar que não aceitamos nenhum direito a menos. Demos uma grande demonstração na última sexta-feira, quando saímos às ruas, e vamos mostrar novamente à classe política que os trabalhadores rejeitam essas reformas", ressaltou Rilda.
O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura, Genivaldo Oliveira, criticou a possibilidade de alteração no regime especial para aposentadoria de trabalhadores rurais e classificou as reformas como um retrocesso.
"Hoje, seria um dia para estarmos comemorando, mas, com esse pacote que o governo federal enviou para o Congresso, nós não poderíamos deixar de sair às ruas para pedir o apoio da população", afirmou Genivaldo Oliveira.
GREVE GERAL
Milhares de pessoas se concentraram, na tarde de sexta, na Praça Centenário, bairro do Farol, em Maceió, para o protesto. Com faixas, bandeiras, cartazes e muitos gritos de ordem, sindicalistas e membros da sociedade civil pediram respeito aos trabalhadores brasileiros.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar, a concentração do ato reuniu 5 mil pessoas na capital alagoana. Depois, essa estimativa subiu para 10 mil. Já de acordo com os líderes sindicais, esse número chegou a 20 mil.
Da Praça Centenário, os manifestantes saíram em caminhada pela cidade em direção à Praça dos Martírios, no Centro de Maceió.
CONTEXTO HISTÓRICO
Prestes a completar 100 anos da primeira greve geral do país, em 1917, a Central Única dos Trabalhadores de Alagoas enxerga no contexto atual que o Brasil enfrenta uma "quadra de luto e de nada para se comemorar". As entidades de classe que representam os trabalhadores brasileiros apontam o presidente Michel Temer (PMDB) como o ''coveiro de direitos trabalhistas". Os sindicalistas se referem aos projetos enviados do Planalto para o Congresso Nacional que versam sobre reformas.
PROJETOS NO CONGRESSO
O texto aprovado pela Câmara prevê, ainda, que a negociação entre empresas e trabalhadores prevalecerá sobre a lei em pontos como parcelamento das férias, flexibilização da jornada, participação nos lucros e resultados, intervalo, plano de cargos e salários, banco de horas, remuneração por produtividade e trabalho remoto. A proposta segue para análise no Senado Federal.
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