PF mira 9 deputados e 1 ex-deputado de Alagoas na Operação Sururugate
Pelo menos nove deputados e um ex-deputado de Alagoas são investigados pela Polícia Federal por desvio de R$ 150 milhões da Assembleia Legislativa (ALE). A informação foi passada em entrevista coletiva após a Operação Sururugate, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), que apreendeu documentos no Parlamento alagoano.
Os nomes dos deputados investigados não foram divulgados pela PF, mas há a informação de que eram integrantes da Mesa Diretora entre 2010 e 2013, período em que foram realizados os pagamentos que estão sob investigação.
No final da tarde, a ALE divulgou uma nota pedindo "prudência em relação às informações extraídas de contexto", sem dar grandes explicações sobre as irregularidades apontadas na investigação.
O superintendente da PF, Bernardo Gonçalves, informou que investigações conjuntas chegaram a um esquema instalado na Assembleia envolvendo fraude na folha de pagamento dos servidores para desviar recursos públicos. Foi descoberto que parte da folha de pagamento era paga para pessoas que não estão cadastradas no Ministério do Trabalho.
"Salários foram ou ainda podem estar sendo pagos a pessoas que sequer possuem registros funcionais no setor de Recursos Humanos da Assembleia. A Casa de Tavares Bastos não forneceu informações de onde esses servidores seriam lotados e um dos objetivos da busca é verificar também como esse servidores são pagos e sequer sabiam que recebiam da Assembleia Legislativa", afirma o superintendente.
A PF afirma que muitos funcionários são fantasmas, que nem sabem que têm o nome na folha de pagamento, e outros têm alguma relação com a ALE, mas recebem apenas parte do salário. Quase todos, entretanto, têm cadastro em programas sociais do governo federal, e isso foi o que levou ao início das investigações.
"Um dos parlamentares chegou a afirmar que deu o cargo para o sogro que era doente e fez para ajudar. A nora de um deputado admitiu que recebia R$ 6,5 mil sem ir trabalhar, uma agricultura que não consta nos registros funcionais conta que recebia R$ 24 mil, mas ganhava R$ 700, outra situação era de um funcionário com salário de R$ 1,4 mil e chegou a receber R$ 50 mil de salário às vésperas da eleição", detalha Gonçalves.
O superintendente da CGU, José Wilian Gomes, disse que foram usados 11 bancos de dados para obter informações que ajudassem nas investigações. Ele informou que o valor que foi registrado pela Caixa Econômica de pagamento era bem maior do que o do número de servidores que consta no Ministério do Trabalho.
"Tem servidores que receberam Seguro-defeso e do Bolsa Família. Encontramos uma variedade de benefícios da Previdência Social que eram pagos a servidores que exerciam cargos como de assessores parlamentares. Também da reforma agrária e de óbitos. Quase vinte pessoas falecidas recebiam salário pela Assembleia Legislativa", explica Gomes.
Oitenta destes funcionários com pagamentos suspeitos eram beneficiários do Bolsa Famíllia, e juntos receberam cerca de R$ 15 milhões. Segundo a CGU, 41 deles desconheciam que eram servidores da Assembleia e sequer sabiam que possuíam conta na Caixa. Os outros sabiam do recebimento do dinheiro, mas a maior parte do valor era repassada para terceiros.
O delegado de crime organizado da PF, Daniel Silveira, disse que foram expedidos mandados para o setor financeiro e de recurso humanos da ALE. As buscas foram feitas com efetivo de 15 policiais federais e cinco auditores da CGU.
"As equipes estão selecionando documentos e dados. Foram instaurados dezenas de inquéritos policiais para apurar inicialmente o suposto recebimento indevido de programas sociais. A partir da coleta de dados da CGU, confirmou-se a suspeita de que se tratava de um suposto esquema para desvio de recurso", afirma Silveira.
Os documentos recolhidos serão encaminhado à Sede da PF em Alagoas, para posteriores análises em conjunto com a CGU/AL.
Os nomes dos deputados investigados não foram divulgados pela PF, mas há a informação de que eram integrantes da Mesa Diretora entre 2010 e 2013, período em que foram realizados os pagamentos que estão sob investigação.
No final da tarde, a ALE divulgou uma nota pedindo "prudência em relação às informações extraídas de contexto", sem dar grandes explicações sobre as irregularidades apontadas na investigação.
O superintendente da PF, Bernardo Gonçalves, informou que investigações conjuntas chegaram a um esquema instalado na Assembleia envolvendo fraude na folha de pagamento dos servidores para desviar recursos públicos. Foi descoberto que parte da folha de pagamento era paga para pessoas que não estão cadastradas no Ministério do Trabalho.
"Salários foram ou ainda podem estar sendo pagos a pessoas que sequer possuem registros funcionais no setor de Recursos Humanos da Assembleia. A Casa de Tavares Bastos não forneceu informações de onde esses servidores seriam lotados e um dos objetivos da busca é verificar também como esse servidores são pagos e sequer sabiam que recebiam da Assembleia Legislativa", afirma o superintendente.
A PF afirma que muitos funcionários são fantasmas, que nem sabem que têm o nome na folha de pagamento, e outros têm alguma relação com a ALE, mas recebem apenas parte do salário. Quase todos, entretanto, têm cadastro em programas sociais do governo federal, e isso foi o que levou ao início das investigações.
"Um dos parlamentares chegou a afirmar que deu o cargo para o sogro que era doente e fez para ajudar. A nora de um deputado admitiu que recebia R$ 6,5 mil sem ir trabalhar, uma agricultura que não consta nos registros funcionais conta que recebia R$ 24 mil, mas ganhava R$ 700, outra situação era de um funcionário com salário de R$ 1,4 mil e chegou a receber R$ 50 mil de salário às vésperas da eleição", detalha Gonçalves.
O superintendente da CGU, José Wilian Gomes, disse que foram usados 11 bancos de dados para obter informações que ajudassem nas investigações. Ele informou que o valor que foi registrado pela Caixa Econômica de pagamento era bem maior do que o do número de servidores que consta no Ministério do Trabalho.
"Tem servidores que receberam Seguro-defeso e do Bolsa Família. Encontramos uma variedade de benefícios da Previdência Social que eram pagos a servidores que exerciam cargos como de assessores parlamentares. Também da reforma agrária e de óbitos. Quase vinte pessoas falecidas recebiam salário pela Assembleia Legislativa", explica Gomes.
Oitenta destes funcionários com pagamentos suspeitos eram beneficiários do Bolsa Famíllia, e juntos receberam cerca de R$ 15 milhões. Segundo a CGU, 41 deles desconheciam que eram servidores da Assembleia e sequer sabiam que possuíam conta na Caixa. Os outros sabiam do recebimento do dinheiro, mas a maior parte do valor era repassada para terceiros.
O delegado de crime organizado da PF, Daniel Silveira, disse que foram expedidos mandados para o setor financeiro e de recurso humanos da ALE. As buscas foram feitas com efetivo de 15 policiais federais e cinco auditores da CGU.
"As equipes estão selecionando documentos e dados. Foram instaurados dezenas de inquéritos policiais para apurar inicialmente o suposto recebimento indevido de programas sociais. A partir da coleta de dados da CGU, confirmou-se a suspeita de que se tratava de um suposto esquema para desvio de recurso", afirma Silveira.
Os documentos recolhidos serão encaminhado à Sede da PF em Alagoas, para posteriores análises em conjunto com a CGU/AL.
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