Em AL: fraude na ALE teve a participação de 9 deputados e um ex-parlamentar
A Polícia Federal (PF) concedeu uma entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (30), na sede da Superintendência, no bairro do Jaraguá, para falar sobre um suposto esquema fraudulento na Assembleia Legislativa (ALE) de Alagoas, que resultou em um desvio milionário na folha de pagamento. Deputados e funcionários admitiram a inclusão de nomes de servidores "fantasmas" em troca de valores que variavam entre R$ 100 e R$ 300. Ao todo, nove parlamentares e um ex-deputado estão envolvidos no esquema criminoso, que, inclusive, é semelhante ao da Taturana, segundo confirmou a PF.
De acordo com informações do superintendente, delegado Bernardo Gonçalves, um deputado estadual admitiu ter incluído o próprio sogro na folha de pagamento sob o argumento de que ele estava debilitado. Outro caso envolve a nora de outro parlamentar que assumiu, em depoimento prestado à Polícia Federal, estar recebendo R$ 6 mil mensalmente para ajudar no sustento de casa, sem nunca ter pisado na Assembleia.
Além disso, o chefe da PF informou que uma suposta servidora, que, na verdade, exerce a função de agricultora, chegou a receber R$ 24 mil da ALE. Ela mesma confessou que ficava com R$ 700 e devolvia o restante ao deputado que a incluiu na lista.
Na fase de depoimentos, os servidores da Casa Legislativa admitiram que "emprestaram" os nomes em troca de valores que variavam entre R$ 100 e R$ 300. As denúncias foram feitas pelo deputado João Henrique Caldas (JHC).
"Os mandados de busca e apreensão na Assembleia têm como objetivo apurar divergências entre a quantidade de servidores informada ao Ministério do Trabalho e a quantidade de servidores que efetivamente receberam dinheiro", disse o superintendente ao destacar que estão envolvidos no suposto esquema nove deputados e um ex-deputado estadual. Os nomes, porém, não serão divulgados para não atrapalhar o andamento das investigações.
Além do valor milionário pago a usuários do Bolsa Família, as investigações apontam que R$ 150 milhões foram pagos a servidores que não constavam na relação informada ao Ministério do Trabalho. Havia, pelo menos, 80 funcionários "fantasmas".
"Pelo que apuramos, constatou-se que a Assembleia informava o pagamento de sete mil reais por mês para servidores, mas a Caixa declarava quantias de até vinte e quatro mil", informou o superintendente, acrescentando que, durante os depoimentos, 41 supostos servidores argumentaram não saber que seu nome constava na folha e que alguns, sequer, tinham conta junto à Caixa Econômica Federal (CEF).
O chefe da CGU, José William Gomes da Silva, informou que o órgão passou a investigar o caso porque há recursos federais pagos por meio de programas sociais. A PF busca saber, agora, se esses servidores trabalhavam ou não no órgão que representa o Poder Legislativo do Estado.
TATURANA
Ainda durante a coletiva, o superintendente da PF confirmou que este esquema fraudulento é semelhante ao da Taturana, cuja operação foi deflagrada ainda em 2007, descobrindo um rombo milionário nos cofres da Assembleia.
De acordo com informações do superintendente, delegado Bernardo Gonçalves, um deputado estadual admitiu ter incluído o próprio sogro na folha de pagamento sob o argumento de que ele estava debilitado. Outro caso envolve a nora de outro parlamentar que assumiu, em depoimento prestado à Polícia Federal, estar recebendo R$ 6 mil mensalmente para ajudar no sustento de casa, sem nunca ter pisado na Assembleia.
Além disso, o chefe da PF informou que uma suposta servidora, que, na verdade, exerce a função de agricultora, chegou a receber R$ 24 mil da ALE. Ela mesma confessou que ficava com R$ 700 e devolvia o restante ao deputado que a incluiu na lista.
Na fase de depoimentos, os servidores da Casa Legislativa admitiram que "emprestaram" os nomes em troca de valores que variavam entre R$ 100 e R$ 300. As denúncias foram feitas pelo deputado João Henrique Caldas (JHC).
"Os mandados de busca e apreensão na Assembleia têm como objetivo apurar divergências entre a quantidade de servidores informada ao Ministério do Trabalho e a quantidade de servidores que efetivamente receberam dinheiro", disse o superintendente ao destacar que estão envolvidos no suposto esquema nove deputados e um ex-deputado estadual. Os nomes, porém, não serão divulgados para não atrapalhar o andamento das investigações.
Além do valor milionário pago a usuários do Bolsa Família, as investigações apontam que R$ 150 milhões foram pagos a servidores que não constavam na relação informada ao Ministério do Trabalho. Havia, pelo menos, 80 funcionários "fantasmas".
"Pelo que apuramos, constatou-se que a Assembleia informava o pagamento de sete mil reais por mês para servidores, mas a Caixa declarava quantias de até vinte e quatro mil", informou o superintendente, acrescentando que, durante os depoimentos, 41 supostos servidores argumentaram não saber que seu nome constava na folha e que alguns, sequer, tinham conta junto à Caixa Econômica Federal (CEF).
O chefe da CGU, José William Gomes da Silva, informou que o órgão passou a investigar o caso porque há recursos federais pagos por meio de programas sociais. A PF busca saber, agora, se esses servidores trabalhavam ou não no órgão que representa o Poder Legislativo do Estado.
TATURANA
Ainda durante a coletiva, o superintendente da PF confirmou que este esquema fraudulento é semelhante ao da Taturana, cuja operação foi deflagrada ainda em 2007, descobrindo um rombo milionário nos cofres da Assembleia.
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