Deputados alagoanos derrubam veto do governo e passam a receber salários de R$ 25 mil
Os deputados estadual de Alagoas derrubaram, durante a sessão desta quinta-feira (23), o veto do governador que impedia o reajuste de seus próprios salários. Com isso, os parlamentares passam a receber mensalmente R$ 25 mil. Os deputados comparecem a Casa de Tavares Bastos, apenas três dias por semana. O veto foi derrubado com 14 votos favoráveis.
Do total de 16 deputados presentes à sessão, apenas Jó Pereira e Thaíse Guedes, ambas do PMDB, defenderam a manutenção do veto do governador Renan Filho (PMDB). Na oportunidade, Jó Pereira pediu a palavra para solicitar que os colegas mantivessem o salário dos parlamentares, de R$ 20 mil.
Para ela, o Poder Legislativo não deveria conceder tal reajuste, "no momento em que o país segue em crise econômica", o que resulta em um quadro de "arroxo" para os servidores públicos também de Alagoas.
"Queria que vocês concordassem comigo, mas sei que não posso convencê-los. Sou contrária ao reajuste por razões políticas, econômicas e pessoais. Passamos por uma crise muita grave. O Estado não reajusta os vencimentos dos seus servidores. Além disso, esta Casa, em 2016, precisou de suplemento para fechar as contas. Diante de tudo isso, não acredito que este seja o momento", discursou.
O deputado Chico Tenório (PMN) foi designado relator especial do veto. Durante a sessão ordinária, eles expôs seus argumentos pela derrubada do veto. Segundo Chico, apesar da situação de penúria já observada em alguns outros estados, Alagoas "não parece enfrentar dificuldade econômica". "Em 2016, nosso estado fechou com superávit fiscal, tamanho o compromisso do governador para com os alagoanos", ressaltou.
Em aparte, o deputado Dudu Hollanda (PSD), por sua vez, disse concordar com o argumento do colega. De acordo com Dudu, o parlamento "vem trabalhando todos os anos para atender às demandas das categorias". "Por que não debater e conceder o reajuste? É um ato legal, previsto em lei. Trata-se de uma prerrogativa desta Casa", afirmou.
Os servidores estaduais não vêm os deputados alegarem que a correção dos salários do fucionalismo público também é "um ato legal e previsto em lei". Prova disso são os secretários escolar que há 11 anos não tiveram reajuste. Policiais Civis que entram em greve nesta sexta-feira (24) por reajuste em seus vencimentos e o governo não cumpriu o acordo com a Polícia Militar de conceder o IPCA da categoria prometido para dezembro do ano passado.
Fica a pergunta: Já que o "estado não enfrenta dificuldade econômica", como disse o deputado Chico Tenório em sua fala, por que esses mesmos parlamentares não cobram do governo o reajuste para os demais servidores?
Do total de 16 deputados presentes à sessão, apenas Jó Pereira e Thaíse Guedes, ambas do PMDB, defenderam a manutenção do veto do governador Renan Filho (PMDB). Na oportunidade, Jó Pereira pediu a palavra para solicitar que os colegas mantivessem o salário dos parlamentares, de R$ 20 mil.
Para ela, o Poder Legislativo não deveria conceder tal reajuste, "no momento em que o país segue em crise econômica", o que resulta em um quadro de "arroxo" para os servidores públicos também de Alagoas.
"Queria que vocês concordassem comigo, mas sei que não posso convencê-los. Sou contrária ao reajuste por razões políticas, econômicas e pessoais. Passamos por uma crise muita grave. O Estado não reajusta os vencimentos dos seus servidores. Além disso, esta Casa, em 2016, precisou de suplemento para fechar as contas. Diante de tudo isso, não acredito que este seja o momento", discursou.
O deputado Chico Tenório (PMN) foi designado relator especial do veto. Durante a sessão ordinária, eles expôs seus argumentos pela derrubada do veto. Segundo Chico, apesar da situação de penúria já observada em alguns outros estados, Alagoas "não parece enfrentar dificuldade econômica". "Em 2016, nosso estado fechou com superávit fiscal, tamanho o compromisso do governador para com os alagoanos", ressaltou.
Em aparte, o deputado Dudu Hollanda (PSD), por sua vez, disse concordar com o argumento do colega. De acordo com Dudu, o parlamento "vem trabalhando todos os anos para atender às demandas das categorias". "Por que não debater e conceder o reajuste? É um ato legal, previsto em lei. Trata-se de uma prerrogativa desta Casa", afirmou.
Os servidores estaduais não vêm os deputados alegarem que a correção dos salários do fucionalismo público também é "um ato legal e previsto em lei". Prova disso são os secretários escolar que há 11 anos não tiveram reajuste. Policiais Civis que entram em greve nesta sexta-feira (24) por reajuste em seus vencimentos e o governo não cumpriu o acordo com a Polícia Militar de conceder o IPCA da categoria prometido para dezembro do ano passado.
Fica a pergunta: Já que o "estado não enfrenta dificuldade econômica", como disse o deputado Chico Tenório em sua fala, por que esses mesmos parlamentares não cobram do governo o reajuste para os demais servidores?
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