Câmara do Rio tem as primeiras assessoras transgêneros
As eleições de 2016 para a Câmara dos Vereadores do Rio trouxeram rostos novos para o Palácio Pedro Ernesto, na Cinelândia, sede do Legislativo carioca. Dos 51 integrantes da Casa, 18 - incluindo dois suplentes porque os eleitos ocupam secretarias da prefeitura - vão exercer seu primeiro mandato. Com esses novos parlamentares também vieram algumas dezenas de novos assessores. Incluindo as duas primeiras assessoras transgêneros da história da Câmara. São elas: Lana de Hollanda de 26 anos, que cursa serviço social na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e Bárbara Aires, de 30 anos, estudante de Comunicação Social da Facha. As duas estão lotadas em gabinetes de vereadores do Psol, que tem entre suas bandeiras a defesa de minorias, incluindo o público LGBT.
Lana e Bárbara não revelam os nomes de batismo. No entanto, nesse item foram derrotadas pela burocracia estatal. Os nomes masculinos dados pela família tiveram que ser informados na Diretoria de Pessoal da Câmara e publicados na publicação das nomeações das assessoras no Diário Oficial. Mas no dia a dia, a situação é diferente:
— O que as pessoas têm que entender é o meu nome de batismo não me representa. Eu sou a Bárbara. E cheguei ao Legislativo pelo meu histórico: uma militante da causa LGBT — disse.
Bárbara já integrou os conselhos estadual e municipal LGBT. E já presidiu a Associação de Travestis e Transexuais do Rio (Astra-Rio).
Também trabalhou prestando consultoria de gênero para programas de TV por assinatura e aberta, como "Amor & sexo", da TV Globo. A assessora é lotada no gabinete do vereador David Miranda, casado com o jornalista americano Glenn Greenwald, que em 2013, denunciou no jornal “The Guardian” o caso de espionagem internacional da Agência de Segurança Nacional Americana, que fazia interceptações telefônicas ilegais em todo mundo, inclusive no Brasil. Miranda também é o primeiro vereador gay assumido da Câmara do Rio.
Nesta quarta-feira, ela deu sua colaboração para o Legislativo discutir causas LGBT. Bárbara ajudou a redigir propostas de leis apresentadas por Miranda nesta quarta-feira ao plenário. Duas delas, por exemplo, tratam do direito de travestis, mulheres transexuais e homens transgêneros a utilizarem sanitários tanto da Câmara do Rio quanto em outros órgãos públicos. O terceiro texto visa justamente a mudar a burocracia dos atos oficiais. O nome social seria adotado em atos que tenham que ser publicados no Diário Oficial.
Contratada por Marielle Franco, Lana de Holanda foi a primeira transgênero a ser nomeada. Ela conheceu a vereadora quando visitou a ONG Anistia Internacional, onde trabalhava em temas sobre a causa LGBT.
Trabalhando desde janeiro, Lana acabou sofrendo alguns constrangimentos justamente por causa disso. Ao se apresentar no departamento de Pessoal pediu para que seu crachá viesse com o nome social. Ao receber o documento, surpresa: veio o nome masculino.
Ingerindo hormônios desde o ano passado para que seu corpo ganhe formas femininas, ela está na fase - que no mundo LGBT - é conhecida como processo de “passabilidade”, transição para o tipo de corpo desejado. Teve que usar por alguns dias o crachá até que a alteração do outro fosse feita.
Lana e Bárbara não revelam os nomes de batismo. No entanto, nesse item foram derrotadas pela burocracia estatal. Os nomes masculinos dados pela família tiveram que ser informados na Diretoria de Pessoal da Câmara e publicados na publicação das nomeações das assessoras no Diário Oficial. Mas no dia a dia, a situação é diferente:
— O que as pessoas têm que entender é o meu nome de batismo não me representa. Eu sou a Bárbara. E cheguei ao Legislativo pelo meu histórico: uma militante da causa LGBT — disse.
Bárbara já integrou os conselhos estadual e municipal LGBT. E já presidiu a Associação de Travestis e Transexuais do Rio (Astra-Rio).
Também trabalhou prestando consultoria de gênero para programas de TV por assinatura e aberta, como "Amor & sexo", da TV Globo. A assessora é lotada no gabinete do vereador David Miranda, casado com o jornalista americano Glenn Greenwald, que em 2013, denunciou no jornal “The Guardian” o caso de espionagem internacional da Agência de Segurança Nacional Americana, que fazia interceptações telefônicas ilegais em todo mundo, inclusive no Brasil. Miranda também é o primeiro vereador gay assumido da Câmara do Rio.
Nesta quarta-feira, ela deu sua colaboração para o Legislativo discutir causas LGBT. Bárbara ajudou a redigir propostas de leis apresentadas por Miranda nesta quarta-feira ao plenário. Duas delas, por exemplo, tratam do direito de travestis, mulheres transexuais e homens transgêneros a utilizarem sanitários tanto da Câmara do Rio quanto em outros órgãos públicos. O terceiro texto visa justamente a mudar a burocracia dos atos oficiais. O nome social seria adotado em atos que tenham que ser publicados no Diário Oficial.
Contratada por Marielle Franco, Lana de Holanda foi a primeira transgênero a ser nomeada. Ela conheceu a vereadora quando visitou a ONG Anistia Internacional, onde trabalhava em temas sobre a causa LGBT.
Trabalhando desde janeiro, Lana acabou sofrendo alguns constrangimentos justamente por causa disso. Ao se apresentar no departamento de Pessoal pediu para que seu crachá viesse com o nome social. Ao receber o documento, surpresa: veio o nome masculino.
Ingerindo hormônios desde o ano passado para que seu corpo ganhe formas femininas, ela está na fase - que no mundo LGBT - é conhecida como processo de “passabilidade”, transição para o tipo de corpo desejado. Teve que usar por alguns dias o crachá até que a alteração do outro fosse feita.
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