Insatisfeitos, 70 policiais civis pedem exoneração nesses últimos anos, em Alagoas
A Associação dos Servidores da Polícia Civil de Alagoas (ASPOL-AL) se pronunciou após o pedido de exoneração do delegado Lucimério Campos, na tarde desta quarta-feira (15). Segundo o presidente da entidade, Hebert Melanias, a ASPOL-AL lamentou a saída de seu colega de profissão e demonstrou insatisfação com a maneira como o Governo de Alagoas tem tratado a categoria.
"Infelizmente a saída do Lucimério é um reflexo do que tem acontecido constantemente na Polícia Civil de Alagoas. Nos últimos meses tivemos uma baixa de cerca de 70 policiais, entre eles, seis delegados. Todos esses companheiros que pediram exoneração por motivos de desvalorização e condições de trabalho, migrando todos para o serviço público federal" afirmou.
O presidente da ASPOL-AL ainda relatou em entrevista ao Cada Minuto que a categoria tem sentido um profundo descontentamento com os rumos que o governo do Estado tem tomado com relação a segurança pública.
"O que notamos é que para o governo a PM está acima de tudo. Os militares estão usurpando nossas funções e estão com um efetivo seis vezes maior que o nosso. Sem contar, que mesmo tendo curso superior, os policiais civis estão com salários menores. Isso não pode acontecer. Nossa categoria está sentindo raiva pela desvalorização do nosso trabalho" desabafou.
Hebert ainda disse que as condições físicas das delegacias não têm dado condições de trabalho para a Polícia Civil e que isso acaba refletindo na opinião pública, que segundo ele, tem acreditado cada vez menos na ação da PC.
"A sociedade tem visto a PM em evidência porque o governo faz questão de aparentar que Alagoas está mais segura. Nós pensamos que a segurança pública é feita com integação entre militares e civis. Mas, nossas delegacias têm estado sucateadas há muito tempo. Em algumas delas há apenas o escrivão e o delegado e é impossível se investigar assim. Não queremos greves, queremos uma atitude do governador Renan Filho" contou.
A ASPOL-AL também revelou a falta de estrutura física do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP).
"Só para se ter uma ideia, o CISP é uma falácia, basta ser servidor público e ver que não há lugares para dormir e PC, PM e os Bombeiros precisam dividir espaços para descansar. Isso é um absurdo. Queremos apenas fazer nosso trabalho e espero que a sociedade nos apoie, pois muitos estão nos julgando por preguiçosos, mas não sabem de nossa atual situação" completou.
"Infelizmente a saída do Lucimério é um reflexo do que tem acontecido constantemente na Polícia Civil de Alagoas. Nos últimos meses tivemos uma baixa de cerca de 70 policiais, entre eles, seis delegados. Todos esses companheiros que pediram exoneração por motivos de desvalorização e condições de trabalho, migrando todos para o serviço público federal" afirmou.
O presidente da ASPOL-AL ainda relatou em entrevista ao Cada Minuto que a categoria tem sentido um profundo descontentamento com os rumos que o governo do Estado tem tomado com relação a segurança pública.
"O que notamos é que para o governo a PM está acima de tudo. Os militares estão usurpando nossas funções e estão com um efetivo seis vezes maior que o nosso. Sem contar, que mesmo tendo curso superior, os policiais civis estão com salários menores. Isso não pode acontecer. Nossa categoria está sentindo raiva pela desvalorização do nosso trabalho" desabafou.
Hebert ainda disse que as condições físicas das delegacias não têm dado condições de trabalho para a Polícia Civil e que isso acaba refletindo na opinião pública, que segundo ele, tem acreditado cada vez menos na ação da PC.
"A sociedade tem visto a PM em evidência porque o governo faz questão de aparentar que Alagoas está mais segura. Nós pensamos que a segurança pública é feita com integação entre militares e civis. Mas, nossas delegacias têm estado sucateadas há muito tempo. Em algumas delas há apenas o escrivão e o delegado e é impossível se investigar assim. Não queremos greves, queremos uma atitude do governador Renan Filho" contou.
A ASPOL-AL também revelou a falta de estrutura física do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP).
"Só para se ter uma ideia, o CISP é uma falácia, basta ser servidor público e ver que não há lugares para dormir e PC, PM e os Bombeiros precisam dividir espaços para descansar. Isso é um absurdo. Queremos apenas fazer nosso trabalho e espero que a sociedade nos apoie, pois muitos estão nos julgando por preguiçosos, mas não sabem de nossa atual situação" completou.
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