77 municípios de AL pedem decreto de emergência por conta da seca
77 municípios alagoanos solicitaram ao governo do estado o decreto de situação de emergência por conta da seca. Destes, 43 já tiveram o pedido reconhecido. Esse número é quase o dobro em relação as solicitações feitas no ano passado.
Em Viçosa, a 96 km da capital, os rios estão quase secos e alguns moradores não veem água na torneira há meses. Os moradores caminham por quilômetros com latas na cabeça para buscar água nas poças que ainda restam dos leitos praticamente secos.
O pouco de água é disputado pelas lavadeiras. Os moradores fazem plantão na porta de casa esperando o único carro-pipa do município passar e fazem fila quando ele para. O barbeiro Edson da Silva chegou atrasado e encontrou o carro-pipa vazio. "Vai faltar água para cozinhar e beber. A gente bebe dessa água. Quem tem condições compra água mineral, quem não, bebe dessa mesmo. Falta água para o banho e para todo o consumo dentro de casa", reclama.
Com as barragens secas e assoreadas a estação de tratamento do município de Viçosa trabalha com apenas 10% da capacidade.
O diretor-geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Viçosa, José Maria Loureiro, conta que a estação leva 8 dias para juntar água suficiente para abastecer a cidade por apenas 4 horas. "Não tem uma solução. Só esperar o todo poderoso que mande chuva para que a gente tenha uma melhora", diz.
O município decretou situação de emergência e já solicitou verba ao governo federal para a compra de carros-pipa e a perfuração de novos poços. Mas a dificuldade está em convencer a população a economizar água. O coordenador da Defesa Civil de Viçosa, Alan Peixoto, explica que os moradores continuam lavando calçadas e usando bombas de água. "Fazemos um apelo para que a população não use bombas domésticas, porque isso atrapalha o fornecimento em partes mais altas. Também fazemos um apelo para que o pessoal não desperdice água, no sentido de lavar calçada ou lavar a casa", pede o coordenador.
Seca
Já são seis anos com chuvas abaixo da média em Alagoas e a situação só se agrava. A Defesa Civil do estado fez um estudo pluviométrico e das perdas agrícolas e constatou 77 municípios com cenário hídrico considerado muito crítico. No ano passado, foram 40. "A Defesa Civil está atenta e está decretando agora situação de emergência para que os benefícios possam chegar, tanto os recursos do governo do estado como do governo federal", explica o coordenador estadual da Defesa Civil, major Moisés Melo.
Em Viçosa, a 96 km da capital, os rios estão quase secos e alguns moradores não veem água na torneira há meses. Os moradores caminham por quilômetros com latas na cabeça para buscar água nas poças que ainda restam dos leitos praticamente secos.
O pouco de água é disputado pelas lavadeiras. Os moradores fazem plantão na porta de casa esperando o único carro-pipa do município passar e fazem fila quando ele para. O barbeiro Edson da Silva chegou atrasado e encontrou o carro-pipa vazio. "Vai faltar água para cozinhar e beber. A gente bebe dessa água. Quem tem condições compra água mineral, quem não, bebe dessa mesmo. Falta água para o banho e para todo o consumo dentro de casa", reclama.
Com as barragens secas e assoreadas a estação de tratamento do município de Viçosa trabalha com apenas 10% da capacidade.
O diretor-geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Viçosa, José Maria Loureiro, conta que a estação leva 8 dias para juntar água suficiente para abastecer a cidade por apenas 4 horas. "Não tem uma solução. Só esperar o todo poderoso que mande chuva para que a gente tenha uma melhora", diz.
O município decretou situação de emergência e já solicitou verba ao governo federal para a compra de carros-pipa e a perfuração de novos poços. Mas a dificuldade está em convencer a população a economizar água. O coordenador da Defesa Civil de Viçosa, Alan Peixoto, explica que os moradores continuam lavando calçadas e usando bombas de água. "Fazemos um apelo para que a população não use bombas domésticas, porque isso atrapalha o fornecimento em partes mais altas. Também fazemos um apelo para que o pessoal não desperdice água, no sentido de lavar calçada ou lavar a casa", pede o coordenador.
Seca
Já são seis anos com chuvas abaixo da média em Alagoas e a situação só se agrava. A Defesa Civil do estado fez um estudo pluviométrico e das perdas agrícolas e constatou 77 municípios com cenário hídrico considerado muito crítico. No ano passado, foram 40. "A Defesa Civil está atenta e está decretando agora situação de emergência para que os benefícios possam chegar, tanto os recursos do governo do estado como do governo federal", explica o coordenador estadual da Defesa Civil, major Moisés Melo.
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