Ministro defende PEC do Teto e diz que Brasil não pode virar Grécia ou Rio
“O Brasil não pode virar Grécia [que passou por recentes problemas econômicos], o Brasil não pode virar Rio de Janeiro”, disse hoje (23), o ministro da Educação, Mendonça Filho, em audiência pública na Comissão de Educação, na Câmara dos Deputados.
“Se virar, entra em calamidade, como estão em calamidade a saúde e a educação no Rio de Janeiro. Por isso, considero vital que se equilibre o orçamento público, até para preservarmos os recursos para a área de educação e saúde do nosso país”, explicou.
A audiência foi convocada para debater a reforma do ensino médio, proposta pelo governo por meio da Medida Provisória (MP) 746/2016. O financiamento do setor foi uma das principais questões levantadas pelos deputados. Alguns criticaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016, que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos à correção da inflação do ano anterior, a chamada PEC do Teto.
“A PEC retira recursos de forma significativa da educação brasileira. Como vamos ampliar o direito à educação e cumprir o PNE [Plano Nacional de Educação], com a redução de recursos orçamentários para a educação brasileira por 20 anos consecutivos?”, questionou a deputada Maria do Rosário (PT-RS).
O PNE estabelece metas da educação infantil à pós-graduação para serem cumpridas até 2024. Entre as metas, está a ampliação do investimento em educação dos atuais 5,3% para o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas produzidas pelo país).
Segundo relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), abordando o monitoramento das metas do PNE, o Brasil precisa investir R$ 225 bilhões a mais para atingir a meta do PNE.
“Há uma contradição em relação à PEC nas áreas econômicas e a sua apresentação de tempo integral. Temos diferença grande entre escolas de áreas centrais e periferias, que têm dificuldade de acesso, de materiais, de falta de professores, é um problema muito grave”, acrescentou o deputado Aliel Machado (Rede-PR).
Ampliação da jornada escolar
A MP do Ensino Médio estipula a ampliação da jornada escolar obrigatória do ensino médio das atuais quatro horas por dia, progressivamente, para sete horas diárias. A maior parte desses custos deverá recair sobre os estados, que atravessam dificuldades financeiras.
O ministro da Educação defendeu a PEC como necessária para equilibrar o Orçamento: “[Estamos na] maior recessão da história desde o início do século passado até hoje. Isso, sim, tira dinheiro da educação. Uma recessão desse tamanho, impondo a redução da receita para os estados, municípios e União, retira dinheiro da educação. [É] isso que a gente não pode aceitar, precisa fazer com que o Brasil volte a crescer”, afirmou.
Mendonça Filho ressaltou que a PEC estipula um teto global dos gastos do governo, mas permite que o Congresso aprove aumento do orçamento na educação e na saúde. “A PEC 241 (atual PEC 55/2016) não tira um centavo da educação. É questão de decisão política.”
“Se virar, entra em calamidade, como estão em calamidade a saúde e a educação no Rio de Janeiro. Por isso, considero vital que se equilibre o orçamento público, até para preservarmos os recursos para a área de educação e saúde do nosso país”, explicou.
A audiência foi convocada para debater a reforma do ensino médio, proposta pelo governo por meio da Medida Provisória (MP) 746/2016. O financiamento do setor foi uma das principais questões levantadas pelos deputados. Alguns criticaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016, que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos à correção da inflação do ano anterior, a chamada PEC do Teto.
“A PEC retira recursos de forma significativa da educação brasileira. Como vamos ampliar o direito à educação e cumprir o PNE [Plano Nacional de Educação], com a redução de recursos orçamentários para a educação brasileira por 20 anos consecutivos?”, questionou a deputada Maria do Rosário (PT-RS).
O PNE estabelece metas da educação infantil à pós-graduação para serem cumpridas até 2024. Entre as metas, está a ampliação do investimento em educação dos atuais 5,3% para o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas produzidas pelo país).
Segundo relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), abordando o monitoramento das metas do PNE, o Brasil precisa investir R$ 225 bilhões a mais para atingir a meta do PNE.
“Há uma contradição em relação à PEC nas áreas econômicas e a sua apresentação de tempo integral. Temos diferença grande entre escolas de áreas centrais e periferias, que têm dificuldade de acesso, de materiais, de falta de professores, é um problema muito grave”, acrescentou o deputado Aliel Machado (Rede-PR).
Ampliação da jornada escolar
A MP do Ensino Médio estipula a ampliação da jornada escolar obrigatória do ensino médio das atuais quatro horas por dia, progressivamente, para sete horas diárias. A maior parte desses custos deverá recair sobre os estados, que atravessam dificuldades financeiras.
O ministro da Educação defendeu a PEC como necessária para equilibrar o Orçamento: “[Estamos na] maior recessão da história desde o início do século passado até hoje. Isso, sim, tira dinheiro da educação. Uma recessão desse tamanho, impondo a redução da receita para os estados, municípios e União, retira dinheiro da educação. [É] isso que a gente não pode aceitar, precisa fazer com que o Brasil volte a crescer”, afirmou.
Mendonça Filho ressaltou que a PEC estipula um teto global dos gastos do governo, mas permite que o Congresso aprove aumento do orçamento na educação e na saúde. “A PEC 241 (atual PEC 55/2016) não tira um centavo da educação. É questão de decisão política.”
Últimas Notícias
Política em Pauta
Encontro com líderes evangélicos fortalece campanha de Rute Nezinho
Polícia
Suspeitos de homicídio e estupro de vulnerável são presos agentes da Ronda no Bairro, em Arapiraca
Polícia
Grave acidente envolvendo duas motos e um carro deixa três feridos em Maceió
Polícia
Ciclista morre ao ser atingido por carro de médico legista, na AL 220, em Arapiraca
Saúde
Arquiteto junqueirense, Vitor Lima morre aos 35 anos
Vídeos mais vistos
TV JÁ É
Ministro dos Transportes vistoria obras do VLT em Arapiraca
TV JÁ É
Julgamento de escultor, em Arapiraca
TV JÁ É
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
TV JÁ É
Prefeitura entrega óculos em Arapiraca
TV JÁ É

