Professores e alunos da Ufal contrários à PEC 241 bloqueiam a AL 115, em Arapiraca

Por Redação 11/11/2016 11h11 - Atualizado em 11/11/2016 14h02
Por Redação 11/11/2016 11h11 Atualizado em 11/11/2016 14h02
Professores e alunos da Ufal contrários à PEC 241 bloqueiam a AL 115, em Arapiraca
Foto: Júnior Silva (Já é Notícia)
Na manhã desta sexta-feira (11), Cerca de 40 manifestantes, compostos por professores e alunos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), realizaram um ato contrário à Proposta de Emenda Constitucional (PEC), conhecida também como PEC do congelamento dos gastos, que tramita no Senado como PEC 55. O protesto ocorreu na AL 115, nas imediações da universidade.

Durante o ato, os manifestantes bloquearam a rodovia e o trânsito ficou lento na região. De acordo com o professor dos cursos de Agronomia e Zootecnia, Cícero Adriano, a reivindicação marca o Dia Nacional de Luta contra as Perdas de Direito.

“Essa PEC retira direitos e congela o investimento público nos próximos 20 anos. Hoje, a gente sabe que o investimento em Saúde e Educação não é suficiente para cumprir a demanda da universidade, das escolas. Imagine você congelar esse investimento durante 20 anos! A gente não reconhece o governo Temer por causa do golpe constitucional”, ratificou o professor.

O grupo protestante acredita que com a aprovação da PEC 241, a qualidade e o alcance dos serviços públicos cairão, levando ao sucateamento e privatizações, não havendo construção de novos hospitais, tampouco a realização de concursos públicos durante os 20 anos.

Cícero Adriano destacou ainda as dificuldades que a Ufal de Arapiraca irá enfrentar caso esse novo projeto seja aprovado no Congresso Nacional.

“Na Universidade de Arapiraca, que está com 10 anos, o investimento ainda é muito pequeno. Aqui a gente tem problema de laboratório, de sala de aula, com a falta de professores. A população brasileira não cresce como a inflação, o número é maior. Recompor o investimento da Saúde e da Educação pela inflação é um grande erro, enquanto a maior parte do dinheiro público, do PIB, é investida para pagamento da dívida pública. 45% do que a gente produz são colocados para pagamento da dívida pública”, completa o professor.

As ocupações têm sido organizadas com aulões, palestras, debates e atividades culturais. Para a estudante do curso de enfermagem, Márcia Gleica, a PEC 55 é também chamada de "PEC da Morte".

“Ela pretende congelar os investimentos em Saúde, Educação, Segurança e outros serviços públicos, por, no mínimo, 20 anos. Isso significa o risco de privatização das universidades, assim como o risco do fim do SUS. Esse movimento de ocupação surgiu como uma forma de chamar a atenção da sociedade e do governo para a insatisfação com as leis que estão sendo propostas. É uma luta movida pelos próprios estudantes por uma educação de qualidade.