Cheque de R$ 1 mi de empreiteira para campanha em 2014 foi nominal a Temer

Por Estadão Conteúdo 10/11/2016 16h04 - Atualizado em 10/11/2016 19h07
Por Estadão Conteúdo 10/11/2016 16h04 Atualizado em 10/11/2016 19h07
Cheque de R$ 1 mi de empreiteira para campanha em 2014 foi nominal a Temer
Foto: Divulgação
Um cheque de doação no valor de R$ 1 milhão do diretório nacional do PMDB nominal à campanha do então candidato a vice-presidente Michel Temer em 10 de julho de 2014 diverge, segundo a defesa da ex-presidente Dilma Rousseff, da versão do empreiteiro Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez.

O PMDB reafirmou, em nota, que ‘sempre arrecadou recursos seguindo os parâmetros legais em vigência no país’. “Doações de empresas eram permitidas e perfeitamente de acordo com as normas da Justiça Eleitoral nas eleições citadas.”

O partido destacou que todas as suas contas eleitorais ’em todos esses anos’ foram aprovadas.

Em seu depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral, na ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, em setembro deste ano, Otávio Azevedo declarou que o valor foi doado ao diretório nacional do PT.

As doações de empresas para os diretórios dos partidos era uma prática comum até o Supremo Tribunal Federal vetar repasses de pessoas jurídicas nas eleições, nova regra que entrou em vigor neste ano. Os diretórios é que decidiam, então, os candidatos destinatários dos valores doados e registrados na Justiça Eleitoral.

Em seu relato ao TSE, Otávio Azevedo – um dos delatores da Operação Lava Jato – afirmou que a Andrade Gutierrez doou em março de 2014, R$ 1 milhão ao diretório nacional do PT que, posteriormente, teria repassado à campanha em 14 de julho.

Esse valor, segundo o empresário, teria sido pago como parte de um acerto de propina de 1% dos contratos da Andrade com o governo Dilma.