Delegados soltarão presos em Operação Padrão em Alagoas
O governador Renan Filho (PMDB) deve ter contas a acertar com delegados da Polícia Civil ao voltar de suas férias, em 16 de novembro. Dezenas de delegados se reuniram em um hotel da Ponta Verde nessa segunda-feira (7) e decidiram elaborar uma pauta de negociação para apresentar ao governador. Eles implantarão operação padrão e definiram o dia 28 como limite para avaliar a data de início da greve.
Os delegados estão insatisfeitos com a falta de iniciativa do Estado em efetivar o cumprimento da emenda constitucional que criou, em 2014, a carreira jurídica para delegados alagoanos, que garantiria a equiparação de seus vencimentos aos polpudos salários de desembargadores, de mais de R$ 30 mil.
Além disso, os delegados alagoanos têm visto desequilíbrio na militarização da Segurança Pública de Alagoas, com a nomeação de um coronel, Lima Júnior para o comando da pasta. O enfraquecimento da categoria teria sido agravado, na visão dos chefes de delegacias de polícia de Alagoas, pela convocação de novos militares concursados e o anúncio de um novo concurso para a Polícia Militar.
Assim como os delegados, policiais civis têm evitado deflagrar greve, para não correr riscos de decretação de ilegalidade e cortes salariais. Como alternativa, vêm fazendo paralisações esporádicas.
Soltura de presos
Para eles, o governo quer passar a imagem de que delegados trabalham pouco e ganham muito. Mas querem mostrar, por meio da operação padrão, a real necessidade de suas presenças nas delegacias, cumprindo muitas vezes tarefas não previstas na legislação.
"No que diz respeito a recebimento de presos, cumpriremos a legislação. Não receberemos mais de 24 presos na Central de Polícia. Os presos serão soltos. Na Central de Polícia não entram mais do que esses. Com relação a plantões, cada delegado no Estado só vai dar oito plantões. Tem delegado que tira 12 plantões por mês. E quem quiser que se vire para botar um delegado lá, para responder. Faremos só o que está na legislação. E isso já será o caos, porque o que existe hoje é a ausência total do governo com relação à Polícia Civil. Está tudo jogado, com delegados trabalhando em condições insalubres, correndo riscos, porque há chances de ocorrer rebeliões dentro de delegacias e casas de custódias", disse um delegado, que preferiu não se identificar.
Antes da emenda constitucional da carreira jurídica, os delegados sempre obtiveram a equiparação salarial com as carreiras de procurador e de fiscal de tributos do Estado, que detém os maiores salários do Poder Executivo.
Mais de 70 delegados teriam participado da reunião, que foi conduzida pelo presidente da Associação dos Delegados de Alagoas (Adepol/AL), Mario Jorge Barros. Entre os delegados presentes, estavam o presidente da Câmara de Vereadores de Maceió, Kelmann Vieira (PSDB), e o deputado estadual Francisco Tenório (PMN), que discursou afirmando que o governo só entende a linguagem do enfrentamento.
Os delegados estão insatisfeitos com a falta de iniciativa do Estado em efetivar o cumprimento da emenda constitucional que criou, em 2014, a carreira jurídica para delegados alagoanos, que garantiria a equiparação de seus vencimentos aos polpudos salários de desembargadores, de mais de R$ 30 mil.
Além disso, os delegados alagoanos têm visto desequilíbrio na militarização da Segurança Pública de Alagoas, com a nomeação de um coronel, Lima Júnior para o comando da pasta. O enfraquecimento da categoria teria sido agravado, na visão dos chefes de delegacias de polícia de Alagoas, pela convocação de novos militares concursados e o anúncio de um novo concurso para a Polícia Militar.
Assim como os delegados, policiais civis têm evitado deflagrar greve, para não correr riscos de decretação de ilegalidade e cortes salariais. Como alternativa, vêm fazendo paralisações esporádicas.
Soltura de presos
Para eles, o governo quer passar a imagem de que delegados trabalham pouco e ganham muito. Mas querem mostrar, por meio da operação padrão, a real necessidade de suas presenças nas delegacias, cumprindo muitas vezes tarefas não previstas na legislação.
"No que diz respeito a recebimento de presos, cumpriremos a legislação. Não receberemos mais de 24 presos na Central de Polícia. Os presos serão soltos. Na Central de Polícia não entram mais do que esses. Com relação a plantões, cada delegado no Estado só vai dar oito plantões. Tem delegado que tira 12 plantões por mês. E quem quiser que se vire para botar um delegado lá, para responder. Faremos só o que está na legislação. E isso já será o caos, porque o que existe hoje é a ausência total do governo com relação à Polícia Civil. Está tudo jogado, com delegados trabalhando em condições insalubres, correndo riscos, porque há chances de ocorrer rebeliões dentro de delegacias e casas de custódias", disse um delegado, que preferiu não se identificar.
Antes da emenda constitucional da carreira jurídica, os delegados sempre obtiveram a equiparação salarial com as carreiras de procurador e de fiscal de tributos do Estado, que detém os maiores salários do Poder Executivo.
Mais de 70 delegados teriam participado da reunião, que foi conduzida pelo presidente da Associação dos Delegados de Alagoas (Adepol/AL), Mario Jorge Barros. Entre os delegados presentes, estavam o presidente da Câmara de Vereadores de Maceió, Kelmann Vieira (PSDB), e o deputado estadual Francisco Tenório (PMN), que discursou afirmando que o governo só entende a linguagem do enfrentamento.
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