Vaqueiros alagoanos fazem protesto em Maceió contra proibição da vaquejada
Vaqueiros de várias regiões de Alagoas fizeram uma cavalgada, na manhã desta terça-feira (11), contra a proibição das vaquejadas, decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Eles andaram do Dique Estrada até o Palácio República dos Palmares para entregar um estudo socioeconômico sobre o impacto da proibição para o estado.
Segundo a Associação Alagoana de Criadores de Quarto de Milha, a atividade gera 11 mil empregos diretos e movimenta R$ 5 milhões no Estado. São mais de 500 pistas distribuídas pelos 102 municípios. De acordo com a entidade, porém, a atividade não está proibida, já que o STF apenas considerou inconstitucional uma lei do Ceará.
Os vaqueiros ressaltam que o objetivo é mobilizar a classe política e a sociedade e demonstrar que não há maus tratos aos animais que são submetidos à vaquejada. De acordo com a associação, a população tem uma visão que não reflete a realidade, já que há critérios e protocolos a serem seguidos nas competições.
Um deles é a utilização do protetor de cauda, que evitaria fraturas, e outro é a colocação de uma faixa de areia na área de queda do boi, de 50 a 60 cm. A associação diz que bois com chifres não participam das competições e que todo equipamento de ferro é coberto com esparadrapo para evitar ferir o animal.
"A vaquejada passou por uma evolução ao longo dos anos e adotou uma série de regras que evitam agressões aos animais. Nosso objetivo é mostrar à sociedade que a atividade não causa danos e que tem um impacto socioeconômico significativo", disse Henrique Carvalho. "Na última vaquejada que participamos foram mais de 400 bois e nenhum deles ficou ferido".
Natural de Maravilha, no Sertão, Jamilio Lima Silva, de 29 anos, disse que compete há 15 anos e não participa de nenhum outro esporte. Para ele a proibição é um erro, porque vai afetar muitas famílias, que competem ou que dependem financeiramente da atividade.
Além da cavalgada em Maceió, eles também interditaram o km 40 da BR 423, em Inhapi. A pista foi totalmente fechada por cerca de 100 manifestantes que protestam contra a proibição.
A vaquejada é uma tradição cultural nordestina na qual um boi é solto em uma pista e dois vaqueiros montados a cavalo tentam derrubá-lo pelo rabo.
Decisão
O STF decidiu, na última semana, derrubar uma lei do Ceará que regulamentava a vaquejada. Por 6 votos a 5, os ministros consideraram que ela impõe sofrimento aos animais e fere princípios constitucionais de preservação do meio ambiente. O governo do Ceará dizia que a vaquejada faz parte da cultura e movimenta R$ 14 mi por ano.
Apesar de se referir ao Ceará, a decisão servirá de referência para todo o país, sujeitando os organizadores a punição por crime ambiental de maus tratos a animais. Caso algum outro estado tenha legalizado a prática, outras ações poderão ser apresentadas ao STF para derrubar a regulamentação.
Votaram contra a vaquejada o relator da ação, Marco Aurélio, e os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Celso de Mello, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski. A favor da prática votaram Edson Fachin, Gilmar Mendes, Teori Zavascki, Luiz Fux e Dias Toffoli.
Em seu voto, Marco Aurélio considerou que a proteção ao meio ambiente, neste caso, deveria se sobrepor ao valor cultural da prática. O ministro detalhou que, no evento, o boi é enclausurado, açoitado e instigado a correr, momento em que uma dupla tenta agarrá-lo pela cauda. O rabo do animal é torcido até que ele caia com as patas para cima.
Segundo a Associação Alagoana de Criadores de Quarto de Milha, a atividade gera 11 mil empregos diretos e movimenta R$ 5 milhões no Estado. São mais de 500 pistas distribuídas pelos 102 municípios. De acordo com a entidade, porém, a atividade não está proibida, já que o STF apenas considerou inconstitucional uma lei do Ceará.
Os vaqueiros ressaltam que o objetivo é mobilizar a classe política e a sociedade e demonstrar que não há maus tratos aos animais que são submetidos à vaquejada. De acordo com a associação, a população tem uma visão que não reflete a realidade, já que há critérios e protocolos a serem seguidos nas competições.
Um deles é a utilização do protetor de cauda, que evitaria fraturas, e outro é a colocação de uma faixa de areia na área de queda do boi, de 50 a 60 cm. A associação diz que bois com chifres não participam das competições e que todo equipamento de ferro é coberto com esparadrapo para evitar ferir o animal.
"A vaquejada passou por uma evolução ao longo dos anos e adotou uma série de regras que evitam agressões aos animais. Nosso objetivo é mostrar à sociedade que a atividade não causa danos e que tem um impacto socioeconômico significativo", disse Henrique Carvalho. "Na última vaquejada que participamos foram mais de 400 bois e nenhum deles ficou ferido".
Natural de Maravilha, no Sertão, Jamilio Lima Silva, de 29 anos, disse que compete há 15 anos e não participa de nenhum outro esporte. Para ele a proibição é um erro, porque vai afetar muitas famílias, que competem ou que dependem financeiramente da atividade.
Além da cavalgada em Maceió, eles também interditaram o km 40 da BR 423, em Inhapi. A pista foi totalmente fechada por cerca de 100 manifestantes que protestam contra a proibição.
A vaquejada é uma tradição cultural nordestina na qual um boi é solto em uma pista e dois vaqueiros montados a cavalo tentam derrubá-lo pelo rabo.
Decisão
O STF decidiu, na última semana, derrubar uma lei do Ceará que regulamentava a vaquejada. Por 6 votos a 5, os ministros consideraram que ela impõe sofrimento aos animais e fere princípios constitucionais de preservação do meio ambiente. O governo do Ceará dizia que a vaquejada faz parte da cultura e movimenta R$ 14 mi por ano.
Apesar de se referir ao Ceará, a decisão servirá de referência para todo o país, sujeitando os organizadores a punição por crime ambiental de maus tratos a animais. Caso algum outro estado tenha legalizado a prática, outras ações poderão ser apresentadas ao STF para derrubar a regulamentação.
Votaram contra a vaquejada o relator da ação, Marco Aurélio, e os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Celso de Mello, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski. A favor da prática votaram Edson Fachin, Gilmar Mendes, Teori Zavascki, Luiz Fux e Dias Toffoli.
Em seu voto, Marco Aurélio considerou que a proteção ao meio ambiente, neste caso, deveria se sobrepor ao valor cultural da prática. O ministro detalhou que, no evento, o boi é enclausurado, açoitado e instigado a correr, momento em que uma dupla tenta agarrá-lo pela cauda. O rabo do animal é torcido até que ele caia com as patas para cima.
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