Oito pessoas são presas por crime de boca de urna no interior de AL

Por Redação com Gazetaweb 02/10/2016 13h01 - Atualizado em 02/10/2016 16h04
Por Redação com Gazetaweb 02/10/2016 13h01 Atualizado em 02/10/2016 16h04
Oito pessoas são presas por crime de boca de urna no interior de AL
Foto: Carlos Rosa / GA
Oito pessoas foram presas na manhã deste domingo (2), acusadas da prática do crime eleitoral conhecido como “boca de urna”. Seis delas foram detidas em Porto Calvo, uma em Matriz de Camaragibe e outra em São Luís do Quitunde.
Em todos os casos, os acusados distribuíam “santinhos”, panfleto com foto e número do candidato. O material foi apreendido.

“Essas pessoas serão conduzidas à delegacia de Polícia Civil onde será feito TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência)”, explicou o promotor da 14ª Zona Eleitoral, Adriano Jorge Barros, ao se referir às prisões realizadas em Porto Calvo.
Ele informou que, no sábado (1), uma mulher também foi presa em Porto Calvo com cestas básicas dentro de um ônibus. Conforme a denúncia que está sendo apurada, ela teria recebido os alimentos de um candidato a prefeito, em troca de voto.

Nos demais municípios da região Norte, a votação transcorre em clima de aparente normalidade. Como já era de se esperar, grande parte dos eleitores preferiu votar durante a manhã, o que acabou gerando lentidão e filas, a exemplo do que ocorreu em Passo de Camaragibe, na 12ª Zona Eleitoral, e em Maragogi e Japaratinga, na 25ª.

“Em São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras, tudo também está transcorrendo bem. Apesar da rivalidade natural entre as candidaturas, o clima é de paz e o eleitor está conseguindo manifestar seu voto de forma livre e tranquila”, afirmou o promotor da 12ª Zona Eleitoral, Thiago Chacon.

Durante uma ronda, juntamente com a polícia, o promotor identificou estabelecimentos comerciais abertos e vendendo bebidas alcoólicas, desrespeitando a Lei Seca, em Passo de Camaragibe. Os pontos foram fechados.

Em Maragogi e Japaratinga, na 25ª Zona Eleitoral, 60 soldados do Exército Brasileiro atuam para manter a ordem pública durante a votação. As polícias Civil, Militar e Federal também reforçam a segurança. De acordo com o juiz eleitoral, Diogo de Mendonça Furtado, nenhuma ocorrência relacionada a crimes eleitorais foi registrada durante a manhã.