PC divulga conversa de menor narrando como matou candidato em Teotônio Vilela
A cúpula da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP) apresentou, durante coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (23), o suspeito de ser o mandante do assassinato de David Silva Leandro, que era candidato a vereador de Teotônio Vilela.
Uma conversa em aúdio divulgado pela assessoria de imprensa da SSP mostra o diálogo entre o suspeito de ordenar o crime o o suposto executor, que é menor de idade. O homicídio aconteceu em 22 de agosto e de acordo com a investigação foi motivado por dívida da vítima com traficantes.
Conforme o delegado Guilherme Iusten, três pessoas foram responsáveis pelo crime Antônio Pedro dos Santos, de 22 anos, o "Tonho Bode", que morreu em confronto com a polícia em Penedo, Amaro José da Silva Júnior, apresentado como mentor da ação e comandante do tráfico na região, e D.F.S., o menor de 17, apontado como executor dos quatro disparos que vitimaram o candidato.
Confira a conversa entre eles, interceptada pela polícia com autorização da justiça:
Menor: 'vapor no ouvido que varou perto do olho dele, no outro lado'
Amaro: aí ele caiu no chão, foi?
M: Não, quando eu dei o primeiro [tiro] no ouvido, ele botou a mão no ouvido, aí ficou, uh!, uh!, com a mão no ouvido, em pé e eu disse: 'eita, fio do cranco duro.
A: com um tiro na cabeça ainda ficou em pé?
M: Foi. Aí quando terminou eu dei outro descendo assim do meio da cabeça pra baixo. Oush, aí ele não aguentou não. Caiu só o pacote. 'Bouwn!'. Aí eu disse, 'oia'. Ele ainda ficou 'oi, oi'. Eu disse 'oush, ainda tá gemendo? Aí eu dei outro e ele ficou todo mole. Aí eu dei mais um e saí. Eu disse: 'oush, já morreu. Tu se ligou na foto?
A: Me liguei?
M: Oush, a mão dele toda roxa, vei. Ele morreu com a mão toda roxa.
A: Aquilo é um pilantra. Aí eu vi o pai dele dando entrevista, tu viu?
M: Vi, assisti. Assisti também outra entrevista do delegado da Deic, que vai investigar o caso, que é um negócio de política.
A: É bom que investigue e pense que é crime político?
M: É por isso que o cara tem que ficar só nas 'armanhas'...
A: Não vá lá agora não, pow?
M: Tô ligeiro, pow, esperando somente a poeira baixar. Tô em contato aqui com a minha vó pra ver como é que tá o movimento lá todo instante. Só quem tá lá é o corajoso do 'Bracinho' mesmo...
Em entrevista à imprensa, Amaro nega a participação no assassinato e diz que a voz no áudio não é a dele.
Participaram da coletiva o Secretário de Segurança Pública, Coronel Paulo Domingos Lima Júnior e o delegado Guilherme Iusten, da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic).
Uma conversa em aúdio divulgado pela assessoria de imprensa da SSP mostra o diálogo entre o suspeito de ordenar o crime o o suposto executor, que é menor de idade. O homicídio aconteceu em 22 de agosto e de acordo com a investigação foi motivado por dívida da vítima com traficantes.
Conforme o delegado Guilherme Iusten, três pessoas foram responsáveis pelo crime Antônio Pedro dos Santos, de 22 anos, o "Tonho Bode", que morreu em confronto com a polícia em Penedo, Amaro José da Silva Júnior, apresentado como mentor da ação e comandante do tráfico na região, e D.F.S., o menor de 17, apontado como executor dos quatro disparos que vitimaram o candidato.
Confira a conversa entre eles, interceptada pela polícia com autorização da justiça:
Menor: 'vapor no ouvido que varou perto do olho dele, no outro lado'
Amaro: aí ele caiu no chão, foi?
M: Não, quando eu dei o primeiro [tiro] no ouvido, ele botou a mão no ouvido, aí ficou, uh!, uh!, com a mão no ouvido, em pé e eu disse: 'eita, fio do cranco duro.
A: com um tiro na cabeça ainda ficou em pé?
M: Foi. Aí quando terminou eu dei outro descendo assim do meio da cabeça pra baixo. Oush, aí ele não aguentou não. Caiu só o pacote. 'Bouwn!'. Aí eu disse, 'oia'. Ele ainda ficou 'oi, oi'. Eu disse 'oush, ainda tá gemendo? Aí eu dei outro e ele ficou todo mole. Aí eu dei mais um e saí. Eu disse: 'oush, já morreu. Tu se ligou na foto?
A: Me liguei?
M: Oush, a mão dele toda roxa, vei. Ele morreu com a mão toda roxa.
A: Aquilo é um pilantra. Aí eu vi o pai dele dando entrevista, tu viu?
M: Vi, assisti. Assisti também outra entrevista do delegado da Deic, que vai investigar o caso, que é um negócio de política.
A: É bom que investigue e pense que é crime político?
M: É por isso que o cara tem que ficar só nas 'armanhas'...
A: Não vá lá agora não, pow?
M: Tô ligeiro, pow, esperando somente a poeira baixar. Tô em contato aqui com a minha vó pra ver como é que tá o movimento lá todo instante. Só quem tá lá é o corajoso do 'Bracinho' mesmo...
Em entrevista à imprensa, Amaro nega a participação no assassinato e diz que a voz no áudio não é a dele.
Participaram da coletiva o Secretário de Segurança Pública, Coronel Paulo Domingos Lima Júnior e o delegado Guilherme Iusten, da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic).
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