Esquema de adoção ilegal em Maceió: bebê será encaminhado a abrigo

Por Redação com Gazeta Web 13/09/2016 09h09 - Atualizado em 13/09/2016 12h12
Por Redação com Gazeta Web 13/09/2016 09h09 Atualizado em 13/09/2016 12h12
Esquema de adoção ilegal em Maceió: bebê será encaminhado a abrigo
Foto: José Feitosa/Gazeta de Alagoas
Nessa segunda feira (12), a Justiça determinou que o bebê que seria adotado através de um esquema ilegal seja levado a um abrigo. A suspeita Rosineide dos Santos, 40 anos, teria se passado pela gestante Cristiane dos Santos, 28, que deu à luz dias atrás, na Maternidade Senhora da Guia, no bairro Poço, na capital alagoana.

Cristiane, acusada de participar da trama, alega não ter condições de criar o filho. Parentes também informaram que não têm como cuidar da criança, que será entregue ao Lar do Amparo a Crianças para Adoção (Laca), situado no bairro do Feitosa, por determinação do juiz Ygor Figueiredo, da 28ª Vara da Infância e Juventude.

Rosilene e Cristiane vão responder por falsidade ideológica, podendo pegar até cinco anos de prisão. O marido de Rosineide também será responsabilizado porque havia registrado o bebê como filho do casal.

O caso

Duas mulheres foram encaminhadas por guarnições da Polícia Militar (PM-AL) à Central de Flagrantes, em Maceió, na tarde desta quinta-feira (8), suspeitas de participar de um esquema, com o intuito de regularizar a adoção ilegal de um recém-nascido.

Informações dão conta de que Rosineide dos Santos estaria se passando pela gestante Cristiane dos Santos, que deu à luz há poucos dias, na maternidade Nossa Senhora da Guia, no bairro Poço, na capital alagoana.

Testemunhas informaram que os funcionários da unidade estranharam o fato de Rosineide ter se apresentado como Cristiane, inclusive assinando documentos e formulários referentes à gestação e parto da verdadeira mãe.

No momento em que entrou na unidade hospitalar, Cristiane teria apresentado uma carteira de identidade com o nome de Rosineide dos Santos, o que, segundo a polícia, demonstra a intenção do crime.

Rosineide ingressou na maternidade como acompanhante da gestante, ainda de acordo com testemunhas. A polícia suspeita, porém, que toda a trama tinha como objetivo conferir legalidade à adoção por Rosineide, a fim de que esta não levantasse suspeita das autoridades.

As envolvidas no suposto esquema devem responder pelo crime de falsidade ideológica. Equipes do Conselho Tutelar, que devem acolher o recém-nascido, também foram acionadas à maternidade.