Suspeito de matar capitão da PM-AL participa da reconstituição do crime

Por G1 Alagoas 01/09/2016 07h07 - Atualizado em 01/09/2016 10h10
Por G1 Alagoas 01/09/2016 07h07 Atualizado em 01/09/2016 10h10
Suspeito de matar capitão da PM-AL participa da reconstituição do crime
Foto: Arquivo Pessoal
Mesmo sem ter obrigação de comparecer ao local onde aconteceu a reconstituição do crime que vitimou no dia 9 de abril deste ano o capitão Rodrigo Rodrigues, da Polícia Militar de Alagoas (PM), o proprietário do imóvel, Agnaldo Vasconcelos, que é suspeito de ter atirado e matado o militar participou, acompanhado do advogado de defesa, da reprodução simulada dos fatos.

A reconstituição do crime, que foi solicitada à Justiça pelo Ministério Público com finalidade responder algumas perguntas que estão, segundo os investigadores, abertas no inquérito, aconteceu na noite desta quarta-feira (31), no imóvel que fica no condomínio Jardim Petrópolis, na Santa Amélia, em Maceió.
A reconstituição desta noite foi pedida por conta das divergências entre as testemunhas, o depoimento do réu e algumas provas técnicas dos autos. Espero que depois da simulação, seja possível tirar todas essas dúvidas", explicou o promotor de Justiça, José Antônio Malta Marques.

Defesa
Ao falar sobre a importância da simulação dos fatos, o advogado de defesa de Agnaldo Vasconcelos, Joanísio Pita de Omena reforçou a versão de legítima defesa apresentada pelo suspeito em depoimentos.

"Agnaldo jamais praticou crime doloso contra o policial. Ele agiu em legítima defesa, pois achava que ia ser assaltado dentro de sua própria residência. Essa reconstituição vai servir para tirar as dúvidas sobre a posição de cada indivíduo durante o acontecido. Pois as que as testemunhas falaram não são compatíveis com o laudo do IML", disse.

Acusação
Já o advogado da família do Capitão Rodrigues, Welton Roberto, disse que a simulação deve descartar a versão de legítima defesa apresentada. "Agnaldo não pode ter agido em legítima defesa. Ele havia sido avisado que a polícia estava na casa dele. Ele sabia que estava atirando em um policial militar", reforçou.

Reconstituição
Ao reproduzir cada versão apresentada pelos envolvidos em depoimentos, o perito-geral Manoel Melo Filho, responsável pelos trabalhos na simulação dos fatos, disse que a equipe deve refazer 7 versões.

"Como vamos trabalhar 7 versões dos fatos a previsão é que o trabalho só seja encerrado após às 3 da madrugada desta quinta-feira (01). Após esse trabalho teremos 10 dias para concluir o laudo pericial. No entanto, diante da quantidade de detalhes que precisam ser avaliados, vamos solicitar prorrogação deste prazo", falou.

Manifestação
Na ocasião, familiares e amigos do capitão Rodrigues acompanharam a reconstituição e levaram uma faixa pedindo justiça e alegando que o crime “não foi legítima defesa”.

"Essa noite é de muita expectativa para nós, familiares e amigos. Nós temos a convicção de que a conduta policial do capitão Rodrigues foi correta. Viemos para dar apoio e acompanhar a reconstituição", disse James Alves da Rocha, que era amigo do militar.

Crime
Segundo a assessoria de comunicação da Segurança Pública, o capitão, que conduzia uma guarnição da Radiopatrulha no sábado (09), foi baleado no pescoço durante uma ocorrência. Na ocasião, o militar tentava abordar um suspeito que estava em uma casa no bairro da Santa Amélia.

Ferido pelo disparo no pescoço, o militar ainda foi socorrido pela guarnição para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu ao ferimento.

Suspeito
O autor do disparo, um homem identificado como Agnaldo Vasconcelos foi preso por uma guarnição da Radiopatrulha e levado para a Divisao Especial de Investigação e Capturas (Deic). Ele foi ouvido na manhã do dia seguinte ao crime pelo delegado Ronilson Medeiros e encaminhado para Casa de Custódia, no Jacintinho. A arma do crime foi apreendida.