Servidores protestam contra possibilidade de privatização do HGE
Os servidores do Hospital Geral do Estado (HGE) fizeram um protesto, na manhã desta sexta-feira (12), em frente à unidade de saúde, situada no Trapiche da Barra, em Maceió. A categoria quer chamar a atenção quanto à privatização do hospital, levando em conta o anúncio do governador Renan Filho (PMDB) um projeto para mudar a forma de gestão na unidade, que seria administrada por Organizações Sociais (OSs).
De acordo com a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde em Previdência Social em Alagoas (Sindprev/AL), Olga Chagas Costa, também funcionária do HGE, é preciso que a sociedade seja alertada sobre as consequências da privatização a partir do novo modelo de gestão.
"Queremos chamar a atenção da sociedade. Somos servidores públicos e queremos a universalidade do atendimento. Nosso objetivo é chamar a atenção da sociedade e, também, da Assembleia Legislativa, que votou essa lei por unanimidade", disse Olga.
Segundo a diretora, o projeto de lei foi aprovado pelo Legislativo "na calada da noite". "Enquanto sindicato, que está inserido na CUT [Central Única dos Trabalhadores], tentamos reverter, mas a votação foi por unanimidade. Não teve um único parlamentar que tenha se colocado contra essa situação, que é absurda", explicou Chagas.
A sindicalista comentou que, mesmo que o governador afirme que ainda estuda a possibilidade de colocar as OSs, "não dá pra acreditar nele". "O que Renan Filho diz não se escreve. Quando menos esperamos, somos surpreendidos com as determinações dele, que acontecem do dia para a noite. Não dá para esperar".
Questionada sobre as consequências do novo modelo de gestão, Olga destaca que as OSs mudariam a dinâmica de atendimento no HGE. "A implantação de uma Organização Social muda sobretudo o atendimento, principalmente nos serviços secundários e específicos. As políticas públicas não chegam na população mais carente e essas pessoas não vão ter dinheiro para pagar pelo atendimento, que vai ter cobrança de pequenos serviços".
Projeto antigo
Em entrevista no início desta semana, o governador disse que a discussão sobre a Organização Socialé antiga, pois o governo se debruça sobre o projeto desde o primeiro dia da gestão. É um modelo do Brasil, conforme ressaltou. "O estados com os melhores serviços de saúde funcionam assim e, aqui em Alagoas, os equipamentos que têm os melhores serviços são organizações sociais".
Renan Filho ainda destacou que as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), que já funcionam com OSs, são exemplos e que o caminho é esse porque o Estado não pode mais contratar servidores.
Na ALE
Após mais de 1 hora de debate entre os deputados estaduais, foi aprovado por maioria dos votos o Projeto de Lei que autoriza o Governo de Alagoas a contratar Organizações Sociais (Os) a desempenharem os serviços públicos no Estado. Emendas que limitavam a atuação das empresas foram apresentados em plenário, mas acabaram sendo rejeitados pelos parlamentares.
Segundo a deputada Jó Pereira (DEM), que apresentou duas emendas, uma que excluía a educação dos serviços públicos que poderia receber uma OS, como também a execução de processo seletivo para a contratação de servidores.
De acordo com a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde em Previdência Social em Alagoas (Sindprev/AL), Olga Chagas Costa, também funcionária do HGE, é preciso que a sociedade seja alertada sobre as consequências da privatização a partir do novo modelo de gestão.
"Queremos chamar a atenção da sociedade. Somos servidores públicos e queremos a universalidade do atendimento. Nosso objetivo é chamar a atenção da sociedade e, também, da Assembleia Legislativa, que votou essa lei por unanimidade", disse Olga.
Segundo a diretora, o projeto de lei foi aprovado pelo Legislativo "na calada da noite". "Enquanto sindicato, que está inserido na CUT [Central Única dos Trabalhadores], tentamos reverter, mas a votação foi por unanimidade. Não teve um único parlamentar que tenha se colocado contra essa situação, que é absurda", explicou Chagas.
A sindicalista comentou que, mesmo que o governador afirme que ainda estuda a possibilidade de colocar as OSs, "não dá pra acreditar nele". "O que Renan Filho diz não se escreve. Quando menos esperamos, somos surpreendidos com as determinações dele, que acontecem do dia para a noite. Não dá para esperar".
Questionada sobre as consequências do novo modelo de gestão, Olga destaca que as OSs mudariam a dinâmica de atendimento no HGE. "A implantação de uma Organização Social muda sobretudo o atendimento, principalmente nos serviços secundários e específicos. As políticas públicas não chegam na população mais carente e essas pessoas não vão ter dinheiro para pagar pelo atendimento, que vai ter cobrança de pequenos serviços".
Projeto antigo
Em entrevista no início desta semana, o governador disse que a discussão sobre a Organização Socialé antiga, pois o governo se debruça sobre o projeto desde o primeiro dia da gestão. É um modelo do Brasil, conforme ressaltou. "O estados com os melhores serviços de saúde funcionam assim e, aqui em Alagoas, os equipamentos que têm os melhores serviços são organizações sociais".
Renan Filho ainda destacou que as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), que já funcionam com OSs, são exemplos e que o caminho é esse porque o Estado não pode mais contratar servidores.
Na ALE
Após mais de 1 hora de debate entre os deputados estaduais, foi aprovado por maioria dos votos o Projeto de Lei que autoriza o Governo de Alagoas a contratar Organizações Sociais (Os) a desempenharem os serviços públicos no Estado. Emendas que limitavam a atuação das empresas foram apresentados em plenário, mas acabaram sendo rejeitados pelos parlamentares.
Segundo a deputada Jó Pereira (DEM), que apresentou duas emendas, uma que excluía a educação dos serviços públicos que poderia receber uma OS, como também a execução de processo seletivo para a contratação de servidores.
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