Facebook reúne relatos de empregadas domésticas
“Joyce, você foi contratada pra cozinhar pra minha família e não pra vc. Por favor, traga marmita e um par de talheres e se possível coma antes de nós, na mesa da cozinha; Não é por nada tá filha, só pra a gente manter a ordem da casa” (sic). Esse foi o primeiro relato publicado na página Eu, Empregada Doméstica, criada na noite de ontem pela ex-empregada doméstica Joyce Fernandes e já seguida por quase 11 mil pessoas.
“No dia 19/07 comecei a relatar alguns casos que aconteceu comigo quando eu era empregada doméstica, e logo veio à ideia de expor não só a minha história, mas dividir isso com os meus seguidores aqui no Facebook e incentivar as pessoas contarem os seus relatos ou relatos das mulheres de suas famílias que já foram ou são empregada doméstica”, conta Joyce, que começou a receber outros depoimentos e decidiu criar a página para dar visibilidade aos relatos. “Quem sabe juntos podemos mudar a situação dessas mulheres que a patroa dizem que são como se fossem da família, porém não são tratadas como seus entes queridos”, disse a ex-doméstica, que hoje é professora.
Usando a hashtag #EuEmpregadaDoméstica várias outras pessoas começaram a publicar suas experiências, que aos poucos estão sendo postadas na página, como o depoimento enviado por M.P. Gonçalves, que era assediada pelo patrão. “Quando a patroa saía o patrão ficava andando de cueca pela casa.
E ficava se tocando e olhando pra mim, dizendo que eu tinha mô cara de vagabundinha mulher de bandido", desabafou.
Além de revelar episódios de hostilidade e a falta de condições dignas de trabalho, a página abriga boas experiências também, embora mais raras. Em um dos textos, por exemplo, Joyce lembra uma patroa que a incentivou a estudar.
“No dia 19/07 comecei a relatar alguns casos que aconteceu comigo quando eu era empregada doméstica, e logo veio à ideia de expor não só a minha história, mas dividir isso com os meus seguidores aqui no Facebook e incentivar as pessoas contarem os seus relatos ou relatos das mulheres de suas famílias que já foram ou são empregada doméstica”, conta Joyce, que começou a receber outros depoimentos e decidiu criar a página para dar visibilidade aos relatos. “Quem sabe juntos podemos mudar a situação dessas mulheres que a patroa dizem que são como se fossem da família, porém não são tratadas como seus entes queridos”, disse a ex-doméstica, que hoje é professora.
Usando a hashtag #EuEmpregadaDoméstica várias outras pessoas começaram a publicar suas experiências, que aos poucos estão sendo postadas na página, como o depoimento enviado por M.P. Gonçalves, que era assediada pelo patrão. “Quando a patroa saía o patrão ficava andando de cueca pela casa.
E ficava se tocando e olhando pra mim, dizendo que eu tinha mô cara de vagabundinha mulher de bandido", desabafou.
Além de revelar episódios de hostilidade e a falta de condições dignas de trabalho, a página abriga boas experiências também, embora mais raras. Em um dos textos, por exemplo, Joyce lembra uma patroa que a incentivou a estudar.
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