PF divulga lista com os dez criminosos mais procurados pela Interpol no país

Por Redação com PF 21/07/2016 18h06 - Atualizado em 21/07/2016 21h09
Por Redação com PF 21/07/2016 18h06 Atualizado em 21/07/2016 21h09
PF divulga lista com os dez criminosos mais procurados pela Interpol no país
Foto: PF
A Polícia Federal divulgou no último final de semana a relação dos 10 criminosos mais procurados pela instituição e pela Interpol no Brasil. Entre os foragidos, estão Silvana Seidler, suspeita de matar a própria filha, de 7 anos, em dezembro de 2014, em Santa Catarina e Vilma Cristina de Oliveira, responsável pelo envio de centenas de mulheres brasileiras para a Espanha, para trabalharem como prostitutas.

A iniciativa coincide com a divulgação dos números de foragidos internacionais capturados pela Polícia Federal em 2015. No ano passado, a PF prendeu 56 criminosos procurados internacionalmente. Trata-se da melhor marca desde que o Brasil ingressou na Interpol em 1953.

Segundo a PF, dentre as medidas que possibilitaram bater o recorde histórico está a criação de um Grupo Especial de Capturas, além da utilização do Sistema API (Advanced Passenger Information), que fornece informações antecipadas dos passageiros que chegam ao Brasil por via aérea.

Conforme o Diretor-Executivo, Rogério Galloro, “Nada mais equivocado que pensar que o Brasil é um destino seguro para criminosos. A Polícia Federal vem aprimorando suas atividades de cooperação internacional e disponibiliza mais um canal direto com a sociedade brasileira no combate ao crime”.

Gilmar José Baseggio

 

Procurado por furtar uma caminhonete Toyota da garagem de uma residência, em 27/09/1989 e um caminhão com arma e chave falsa em uma chácara na zona rural de Colorado Do Oeste, em 20/10/1989; lesão corporal contra vítima mulher, por meio de golpes com uma bainha de um facão; associação para o tráfico de substâncias entorpecentes, sendo o principal fornecedor de cocaína para uma família que controlava o comércio de drogas no Estado e em outras unidades federativas; homicídio de um Agente de Polícia Federal e outras duas tentativas de homicídio de Agentes de Polícia Federal que combatiam o tráfico de drogas, em um sítio em Pimenteiras do Oeste, mediante emboscada/dissimulação; ocultação de cadáver do policial, bem como subtração de uma submetralhadora 9mm e um revólver Magnum.

Carlos Eduardo do Amaral Pinheiro

 

Trata-se de um dos principais integrantes de um organização criminosa incrustada no âmbito da administração pública municipal de COARI/AM, que atuou pelo período de 2004 a 2008, com o objetivo de fraudar licitações e desviar recursos públicos oriundos de convênios federais e de royalties pagos pela PETROBRAS, em decorrência da exploração de petróleo e gás em área daquele município. Os integrantes da organização criminosa foram denunciados por diversos crimes, tendo o CARLOS EDUARDO DO AMARAL PINHEIRO praticado as seguintes condutas:
 

1- Crimes contra a fé pública: na condição de integrante do núcleo da organização criminosa, exercia poder de mando, figurando, igualmente como autor intelectual dos diversos crimes engendrados pelo grupo. Em suas atividades, desempenhava, inclusive, o importante papel de arregimentar empresas interessadas em contratar com a Prefeitura de COARI/AM, a fim de se associarem às práticas delitivas do grupo criminoso. O procurado fomentava a falsificação de documentos com o fito de montar certames licitatórios, forjar dossiês para fiscalização da CGU e utilizá-los, posteriormente, para prestação de contas de verbas oriundas de convênios federais.

 

2- Crimes contra Licitações Públicas: CARLOS EDUARDO, valendo-se da posição privilegiada de irmão do ex-prefeito de COARI/AM, operava como um dos principais orquestradores das fraudes às licitações reiteradamente empreendidas pela Prefeitura do referido município.

 

3- Crimes de Responsabilidade: CARLOS EDUARDO desenvolveu relevante papel no esquema de compra de bens pela Prefeitura de Coari/AM, no qual empresas arregimentadas por ele para se associarem ao grupo forneciam seus dados e documentos para encobrir compras realizadas ilicitamente.

 

4- Crime de Lavagem de Dinheiro: o grupo se utilizava de interpostas pessoas para camuflar a verdadeira propriedade dos repasses ilegais de recursos públicos, decorrentes da execução de contratos firmados por meio de licitações fraudulentas, que, por vezes, ainda continham margens significativas de sobrepreços; bem como dos recursos recebidos em função do claro desvio de verbas públicas, ante à execução insatisfatória do objeto contratado (superfaturamento).

 

5- Crime de Quadrilha: a forma como restaram consumados os crimes de falso, de fraude à licitação e de desvio de verbas públicas demonstra o sofisticado planejamento prévio da organização criminosa e sua estabilidade.

Marcelo Gomes de Oliveira

 

Marcelo Gomes de Oliveira comandava uma Organização Criminosa dedicada ao tráfico ilícito de substâncias entorpecentes, notadamente, a pasta base de cocaína. Sob seu comando agiam José Carlos Moreira da Cunha, que atuava como seu “braço direito”; Wender Cambraia de Souza; Erly de Rezende; Joaquim Viana Costa e Vando Célio Pereira dos Santos.

 

Nos anos de 2012 e 2013, a Organização Criminosa foi responsável pelo transporte de 9.825 kg de cocaína e movimentou mais de oitenta e três milhões de reais.

 

A Organização Criminosa praticou ainda, no Distrito Federal e em Goiás, o crime de lavagem de dinheiro quando, de forma livre e consciente, ocultou e dissimulou a origem de bens e valores oriundos do tráfico de cocaína, bem como utilizou o lucro para a aquisição de vários bens móveis e imóveis – realizando a conversão do dinheiro ilícito em ativos lícitos, em compra de fazendas, cabeças de gado, veículos de luxo, arrendamento de postos de gasolina, dentre outros, mediante operações envolvendo nomes falsos e “laranjas”.

Marco Rodolfo Rodrigues Ortega

 

 

Marco Rodolfo Rodrigues Ortega (ou Carlos Renato Quiroz) participou do sequestro de Washington Luiz Olivetto, com o fim de obter a vantagem patrimonial indevida de U$ 10.000.000,00, a partir de seu resgate. A vítima foi submetida a constrangimentos e intenso sofrimento físico e moral, mediante violência e grave ameaça.

Oswaldo Paz de Almeida Junior

 

 

É acusado de assédio sexual contra duas de suas filhas menores – sendo uma portadora de deficiência física. O procurado constrangeu-as à prática de atos libidinosos mediante violência e grave ameaça de cunho moral. Além disso, o procurado praticou atos violentos contra seu filho, também menor, com episódios de agressões físicas que puseram em risco sua saúde.

Roger Ulrich

 

Procurado por ter agredido sua companheira, Ana Júlia de Sousa Rebelo, em um bar, em março de 2004, ameaçando-a de morte e sendo impedido por populares. Ato contínuo, ao chegar em casa, após tentar manter relações sexuais com a vítima, agrediu-a com um banco de madeira na cabeça, deixando-a desmaiada. Na sequência, arrastou seu corpo até a janela da casa, jogou-a de uma altura de aproximadamente 3 metros e a deixou na rua sem prestar qualquer tipo de ajuda. Como consequência dessas agressões, Ana Júlia teve uma grave lesão irreversível na coluna vertebral, que a tornou paraplégica.

Santo Martinello

 

Santo Martinello é procurado por abuso sexual e homicídio de uma criança de 6 anos de idade. O acusado era empregado da família da vítima em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso.

Silvana Seidler

 

Silvana Seidler é procurada pelo assassinato de sua filha, de 07 (sete) anos. A menina foi encontrada sem vida em um dos cômodos do imóvel onde residia com a mãe e o irmão, no interior de uma caixa coberta com roupas.

William Gaona Becerra

 

Willian Gaona Becerra (ou Frederico Antonio Aribas) participou do sequestro de Washington Luiz Olivetto, com o fim de obter a vantagem patrimonial indevida de U$ 10.000.000,00, a partir de seu resgate. A vítima foi submetida a constrangimentos e intenso sofrimento físico e moral, mediante violência e grave ameaça.

Vilma Cristina de Oliveira

 

Vilma Cristina de Oliveira é integrante de uma Organização Criminosa voltada ao tráfico internacional de pessoas, com atuação desde 1999. Foi responsável pelo envio de centenas de mulheres brasileiras para a Espanha, para trabalharem como prostitutas em uma rede de casas de prostituição mantida pelo grupo organizado conhecido como “Rede Cacique”.

Como ajudar

Segundo a PF, o cidadão pode auxiliar na localização do foragido. Basta utilizar o aplicativo CheckPol, que já está disponível em português, inglês, francês e espanhol para aparelhos de celular Android. Informações também podem ser encaminhadas para o e-mail [email protected] ou ainda pelo whatsapp através do número 61 99262-8532. O sigilo da comunicação é garantido.