Vigilância Sanitária alerta sobre risco sanitário na Central de Polícia de Arapiraca

Por Redação com Alagoas24horas 07/07/2016 17h05 - Atualizado em 07/07/2016 20h08
Por Redação com Alagoas24horas 07/07/2016 17h05 Atualizado em 07/07/2016 20h08
Vigilância Sanitária alerta sobre risco sanitário na Central de Polícia de Arapiraca
Foto: Sindpol
A Vigilância Sanitária de Arapiraca concluiu que o local, em que funciona a Central de Polícia Civil de Arapiraca possui alto risco sanitário. No prédio funcionam seis delegacias.

A realização do parecer técnico de inspeção da Vigilância Sanitária é resultado da visita do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) ao local de trabalho dos policiais civis de Arapiraca. Na ocasião, o sindicato realizou pedidos de fiscalização das estruturas das delegacias à Vigilância Sanitária, ao Corpo de Bombeiros Militar e à Secretaria de Infraestrutura do município.

“Não há uma recepção para o público. O sanitário não indica separação de sexo, há ausência de porta, e iluminação artificial inadequada. Foi observado que há, somente, uma funcionária de serviços gerais para manter toda a estrutura de limpeza das distritais, regional e especializada. Não existe espaço adequado para os materiais de apreensão. O local não passou por dedetização. A carceragem se encontra suja e com acúmulo de lixo. No pátio, dezenas de automóveis e motocicletas foram entulhadas que estão oxidando e servindo como reservatório de água parada para criatórios de mosquitos”, revela o relatório.

“Os ambientes fiscalizados demonstram um risco sanitário, relativamente, alto, pois o pátio da Central é um verdadeiro reservatório para água parada e, consequentemente, um criatório para mosquitos transmissores da Dengue, Zica Vírus e Chikungunya”, conclui a Vigilância Sanitária.

O Sindpol também solicitou a interdição do local, em 14 de junho, à Promotoria de Justiça da cidade, devido às precárias condições estruturais e de insalubridade do ambiente.

Na visita realizada pelo Sindpol, também foram constatadas as infiltrações e vazamento de águas das chuvas pelas paredes e teto. A regional está empestada de cupins nas portas e nas janelas. Na carceragem da Central de Polícia, os detentos jogam fezes e urinas em saco de plásticos em frente ao local que está cheio de lixo. Há entupimento da rede sanitária e falta de água. Muitas portas estão quebradas, e as cadeiras são velhas com almofadas rasgadas e impróprias para ergonomia dos trabalhadores da segurança pública.

O presidente do Sindpol, Josimar Melo, informa que o sindicato está encaminhando o relatório técnico da Vigilância Sanitária à Promotoria de Justiça de Arapiraca para que as medidas cabíveis sejam tomadas.

“Essa precariedade comprova o descaso do Governo do Estado com os policiais civis e a população. As precárias condições de trabalho prejudicam o trabalho da Polícia Civil e à saúde da categoria e da população”, alerta o Josimar Melo.