“Não há falhas nas fiscalizações de explosivos”, diz capitão do Exército

Por Redação com Gazeta Web 07/07/2016 16h04 - Atualizado em 07/07/2016 19h07
Por Redação com Gazeta Web 07/07/2016 16h04 Atualizado em 07/07/2016 19h07
“Não há falhas nas fiscalizações de explosivos”, diz capitão do Exército
Foto: G1
O governador Renan Filho (PMDB) cobrou medidas efetivas para melhorar a fiscalização na venda de explosivos, como tentativa de diminuição nas explosões de banco no Estado.

De acordo com o capitão Daniel Muller, chefe do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC) do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado (59º BIMtz), a equipe de fiscalização é formada por 15 homens, que são divididos por funções. São cinco militares que desenvolvem as funções operacionais e administrativas. E mais dez homens preparados para trabalhar diretamente nas vistorias.

“Nosso efetivo é composto por militares preparados. Nós, do Exército, possuímos uma equipe suficiente e preparada, que cumpre os prazos das operações e do plano anual de fiscalização. Realizamos de três a quatro vistorias por ano a cada empresa que, no Estado, são oito”, disse o capitão Daniel Muller.



“Acreditamos que os explosivos utilizados nos assaltos são comercializados de forma ilegal. São contrabandeados. As empresas de Alagoas só são autorizadas a utilizar os explosivos. Normalmente, os explosivos são utilizados em pedreiras, que são acompanhadas pelo Exército. Não existe, em Alagoas, empresa que possa vender dinamites ou qualquer outro tipo de explosivos”, salientou.


No mês de junho o Exército realizou a Operação Dínamo, com o objetivo de fiscalizar as empresas que utilizam explosivos. Além são realizadas fiscalizações intensivas com o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), polícias Federal (PF) e Militar (PM), Corpo de Bombeiros (CB) e Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

“Nós realizamos uma força-tarefa para monitorar a utilização e compra dos explosivos. Utilizamos vídeo monitoramento e acompanhamos através da Sefaz a compra desses produtos.

Capitão Daniel Muller, disse que único registro de desvio de explosivos, no estado, foi em 2014, em uma fabrica de cimento em São Miguel dos Campos.

“Fora esse episódio, desconhecemos qualquer desvio. E a empresa cadastrada teve, como consequência, o cancelamento da autorização e respondeu a um processo administrativo”, acrescentou o capitão.