Morre, aos 58 anos, ator Guilherme Karan

Por Redação com R7 07/07/2016 15h03 - Atualizado em 07/07/2016 19h07
Por Redação com R7 07/07/2016 15h03 Atualizado em 07/07/2016 19h07
Morre, aos 58 anos, ator Guilherme Karan
Foto: Reprodução
Morreu na manhã desta quinta-feira, 7, o ator Guilherme Karan, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por familiares do ator, que sofria com a síndrome degenerativa de Machado-Joseph, que apresenta um quadro progressivo de incoordenação e não tem cura.

Karan tinha 58 anos e estava internado há dois no Hospital Naval Marcílio Dias, na zona Norte do Rio de Janeiro. Ele ficou debilitado ainda jovem e, por isso, preferiu não receber visitas. Seu pai, Alfredo Karan, almirante e Ministro da Marinha durante a Ditadura Militar, foi quem cuidou do ator, que estava sem conseguir andar, falar, nem se alimentar pela boca.

A mãe e dois irmãos do artista também morreram por conta da doença, que começou a se manifestar em Karan no início dos anos 2000.

Carioca, nascido em 8 de outubro de 1957, Guilherme Karan se destacou por fazer parte do grupo ousado e pioneiro do TV Pirata, que inovou na forma de fazer humor na televisão. Um de seus personagens mais marcantes era o machão Zeca Bordoada, que detestava frescuras. Trabalhou com artistas como Ney Latorraca, Diogo Vilela, Cristina Pereira e Luiz Fernando Guimarães.

Sua primeira novela foi Partido Alto (1984) e fez parte do elenco de grandes folhetins como Dona Beija, Meu Bem, Meu Mal, Explode Coração, Pecado Capital e O Clone. Sua última novela foi América, exibida em 2005.

Também fez sua história no cinema. O primeiro trabalho nas telonas foi em 1982, em Luz del Fuego, que tinha Lucélia Santos no papel que dava nome ao longa. As novas gerações conhecem o artista por sua participação no filme infantil Super Xuxa Contra o Baixo Astral (1988), em que interpretava o vilão da trama.

Há dez anos, a doença tirou o ator de cena. Em entrevista ao R7 em junho do ano passado, o pai de Guilherme Karan falou sobre o drama do filho.

“O caso é muito triste. Guilherme está com uma doença que só progride e, até o momento, não tem cura. Ele não fala, não anda e perdeu a capacidade de comer pela boca, pois não consegue deglutir os alimentos. Ele correria risco de engasgar e morrer. A doença já matou dois filhos meus. Guilherme e a irmã estão sofrendo. Minha filha está na casa dela. Ela não precisou ficar internada. Está com toda a assistência possível. Apesar da doença, ela é uma moça que vive sorrindo, mesmo numa cadeira de rodas. Ela está menos mal que o Guilherme”, disse.