Cunha recebeu propina de empresa de Eike Batista, diz delator
O ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto relevou, em sua delação premiada, que uma empresa de Eike Batista pagou propina a ele e ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). As informações são da edição desta quarta-feira (29/06) do jornal Folha de S.Paulo. O objetivo dos pagamentos seria conseguir para a empresa de Eike recursos do fundo de investimentos do FGTS.
À época, Cleto opinava nas liberações dos recursos, já que era membro do conselho do FI-FGTS. Segundo o jornal, o depoimento dele foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal há duas semanas, mas está sob sigilo. Os citados negam o conteúdo da delação.
A reportagem diz que Fábio Cleto relatou o pagamento de propina para uma aquisição de debêntures de R$ 750 milhões da LLX ? braço de logística do grupo de Eike. As debêntures foram adquiridas pelo fundo de investimentos do FGTS em 2012. E, em seguida, o FI-FGTS liberou recursos para a construção de um porto, que seria um dos grandes projetos de Eike.
Na delação, Cleto, que era afilhado político de Eduardo Cunha em uma das vice-presidências da Caixa, afirma que a liberação dos recursos envolveu propina, mas não disse ter tratado diretamente com Eike Batista. O executivo teria detalhado ainda o recebimento de ao menos R$ 240 mil da LLX.
Ele falou que Cunha também recebeu dinheiro ? embora não saiba o valor, por não ter participado daqueles pagamentos. No entanto, relata que quem fazia a cobrança de propina era o próprio Cunha e que os pagamentos ocorriam por meio de contas no exterior, como no Uruguai.
Segundo a Folha, a defesa de Eike diz que ele "repele categoricamente" as acusações, enquanto a assessoria de Cunha afirma que "desconhece a delação". "Desminto a afirmação e o desafio a provar".
À época, Cleto opinava nas liberações dos recursos, já que era membro do conselho do FI-FGTS. Segundo o jornal, o depoimento dele foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal há duas semanas, mas está sob sigilo. Os citados negam o conteúdo da delação.
A reportagem diz que Fábio Cleto relatou o pagamento de propina para uma aquisição de debêntures de R$ 750 milhões da LLX ? braço de logística do grupo de Eike. As debêntures foram adquiridas pelo fundo de investimentos do FGTS em 2012. E, em seguida, o FI-FGTS liberou recursos para a construção de um porto, que seria um dos grandes projetos de Eike.
Na delação, Cleto, que era afilhado político de Eduardo Cunha em uma das vice-presidências da Caixa, afirma que a liberação dos recursos envolveu propina, mas não disse ter tratado diretamente com Eike Batista. O executivo teria detalhado ainda o recebimento de ao menos R$ 240 mil da LLX.
Ele falou que Cunha também recebeu dinheiro ? embora não saiba o valor, por não ter participado daqueles pagamentos. No entanto, relata que quem fazia a cobrança de propina era o próprio Cunha e que os pagamentos ocorriam por meio de contas no exterior, como no Uruguai.
Segundo a Folha, a defesa de Eike diz que ele "repele categoricamente" as acusações, enquanto a assessoria de Cunha afirma que "desconhece a delação". "Desminto a afirmação e o desafio a provar".
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