Chefe do Ministério da Transparência em Alagoas entrega o cargo
O chefe do Ministério da Transparência em Alagoas, órgão que absorveu a Controladoria-Geral da União (CGU), entregou o cargo nesta segunda-feira (30). José William Gomes da Silva afirmou que tomou a medida em protesto contra o ministro Fabiano Silveira.
Reportagem do “Fantástico”, da TV Globo, de domingo (29) revelou gravações entre o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e o ministro, em que ele orienta o presidente do Senado, Renan Calheiros, a não antecipar informações à Procuradoria-Geral da República na Operação Lava-Jato. Chefes do ministério em outros estados do país também tomaram a mesma atitude.
Em Brasília, servidores da pasta organizaram uma manifestação nesta segunda para pedir a saída de Silveira do comando do Ministério da Transparência. No ato, os funcionários da extinta CGU lavaram as escadas do prédio que abriga o órgão de combate à corrupção no governo federal.
José William Gomes da Silva, agora ex-chefe do órgão, é servidor de carreira. Antes de ser chefe do Ministério da Transparência em Alagoas, ele era auditor de controle interno, e assumiu o cargo de chefia em 2013. Ele classificou a fala do ministro como inaceitável.
"É insustentável alguém estar no órgão que combate a corrupção, dando conselhos a pessoas investigadas sobre como se desvincular da Operação Lava Jato, tentando atrapalhar o trabalho da CGU".
Quem também assinou documento entregando o cargo foi o chefe substituto da CGU, Francisco César Belarmino. "As gravações que vieram a público atentam à postura de uma pessoa a respeito de uma matéria que interessa a tantas pessoas. Essa postura não tem nada de republicana", afirma Belarmino.
Além deles, os chefes dos Núcleos de Ação e Controle (NAC) 1 e 2, que atuam na averiguação e análise de alguns ministérios, e os substitutos deles também entregaram os cargos.
O presidente do Sindicato dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle Regional Alagoas (Unacom Sindical-AL), Marcos Antônio Ferreira Calixto, informou à reportagem do G1 que funcionários da CGU estadual assinaram um abaixo-assinado, se comprometendo a não aceitar nenhum outro cargo.
"Agora que os cargos de chefia foram colocados à disposição, vai depender do órgão central [a União], aceitar ou não esse ato. Se aceitar, todas as regionais ficam sem chefia, já que esse é um movimento nacional. Enquanto o governo não aceitar, eles permanecem onde estão", explica Calixto.
Sobre as gravações
Nas gravações reveladas pelo "Fantástico", Fabiano Silveira, além criticar a PGR, dá conselhos a Renan Calheiros e ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado – ambos investigados no esquema de corrupção que atuava na Petrobras. A conversa foi gravada por Machado, novo delator da Lava Jato, em 24 de fevereiro.
No encontro de domingo com o ministro da Transparência, Temer avaliou que o caso de Fabiano Silveira é “menos grave” que o do senador Romero Jucá (PMDB-RR), flagrado em gravações de Sérgio Machado sugerindo um "pacto" para barrar a Operação Lava Jato. Em razão da repercussão negativa dos áudios, Jucá teve de deixar o comando do Ministério do Planejamento.
A exemplo do que fez no episódio que envolveu o ex-ministro do Planejamento, Temer pretende avaliar a repercussão política da conversa entreRenan Calheiros e o ministro da Transparência para decidir o futuro de Fabiano Silveira.
Na manhã desta segunda, o Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon Sindical) – entidade que representa os servidores da extinta Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tesoureiro Nacional – cobrou, por meio de nota, a "exoneração imediata" do ministro da Transparência.
Reportagem do “Fantástico”, da TV Globo, de domingo (29) revelou gravações entre o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e o ministro, em que ele orienta o presidente do Senado, Renan Calheiros, a não antecipar informações à Procuradoria-Geral da República na Operação Lava-Jato. Chefes do ministério em outros estados do país também tomaram a mesma atitude.
Em Brasília, servidores da pasta organizaram uma manifestação nesta segunda para pedir a saída de Silveira do comando do Ministério da Transparência. No ato, os funcionários da extinta CGU lavaram as escadas do prédio que abriga o órgão de combate à corrupção no governo federal.
José William Gomes da Silva, agora ex-chefe do órgão, é servidor de carreira. Antes de ser chefe do Ministério da Transparência em Alagoas, ele era auditor de controle interno, e assumiu o cargo de chefia em 2013. Ele classificou a fala do ministro como inaceitável.
"É insustentável alguém estar no órgão que combate a corrupção, dando conselhos a pessoas investigadas sobre como se desvincular da Operação Lava Jato, tentando atrapalhar o trabalho da CGU".
Quem também assinou documento entregando o cargo foi o chefe substituto da CGU, Francisco César Belarmino. "As gravações que vieram a público atentam à postura de uma pessoa a respeito de uma matéria que interessa a tantas pessoas. Essa postura não tem nada de republicana", afirma Belarmino.
Além deles, os chefes dos Núcleos de Ação e Controle (NAC) 1 e 2, que atuam na averiguação e análise de alguns ministérios, e os substitutos deles também entregaram os cargos.
O presidente do Sindicato dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle Regional Alagoas (Unacom Sindical-AL), Marcos Antônio Ferreira Calixto, informou à reportagem do G1 que funcionários da CGU estadual assinaram um abaixo-assinado, se comprometendo a não aceitar nenhum outro cargo.
"Agora que os cargos de chefia foram colocados à disposição, vai depender do órgão central [a União], aceitar ou não esse ato. Se aceitar, todas as regionais ficam sem chefia, já que esse é um movimento nacional. Enquanto o governo não aceitar, eles permanecem onde estão", explica Calixto.
Sobre as gravações
Nas gravações reveladas pelo "Fantástico", Fabiano Silveira, além criticar a PGR, dá conselhos a Renan Calheiros e ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado – ambos investigados no esquema de corrupção que atuava na Petrobras. A conversa foi gravada por Machado, novo delator da Lava Jato, em 24 de fevereiro.
No encontro de domingo com o ministro da Transparência, Temer avaliou que o caso de Fabiano Silveira é “menos grave” que o do senador Romero Jucá (PMDB-RR), flagrado em gravações de Sérgio Machado sugerindo um "pacto" para barrar a Operação Lava Jato. Em razão da repercussão negativa dos áudios, Jucá teve de deixar o comando do Ministério do Planejamento.
A exemplo do que fez no episódio que envolveu o ex-ministro do Planejamento, Temer pretende avaliar a repercussão política da conversa entreRenan Calheiros e o ministro da Transparência para decidir o futuro de Fabiano Silveira.
Na manhã desta segunda, o Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon Sindical) – entidade que representa os servidores da extinta Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tesoureiro Nacional – cobrou, por meio de nota, a "exoneração imediata" do ministro da Transparência.
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