Indústria perde espaço na economia de 22 estados e do DF em três anos, diz CNI
A perda de competitividade provocada por problemas como falta de infraestrutura, burocracia e baixa produtividade está trazendo consequências drásticas para um dos principais setores da economia brasileira. O peso da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) de 22 estados e do Distrito Federal diminuiu de 2010 a 2013. No mesmo período, o peso da indústria no PIB nacional caiu 2,5 pontos percentuais, de 27,4% para 24,9%.
A queda na participação econômica em quase todas as unidades da Federação consta do estudo Perfil da Indústria nos Estados, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ao comparar o valor produzido pela indústria local com a soma de todos os bens e serviços produzidos em cada estado e no DF, o levantamento comprovou a redução da importância do setor.
O maior recuo ocorreu na Bahia, onde a participação da indústria na economia do estado caiu 6,6 pontos percentuais, de 27,1% em 2010 para 20,5% em 2013. Em seguida, vêm Amazonas, com retração de 5,7 pontos (de 42,7% para 37%) e Tocantins, com queda de 4,3 pontos (de 21% para 16,7%).
Responsável pelo maior parque industrial do país, São Paulo está em quarto lugar, com retração de 4,2 pontos percentuais, de 27,1% para 22,9%. A perda de espaço refletiu-se na queda da participação do estado na composição nacional da produção industrial. Em 2010, São Paulo concentrava 32,1% de todos os produtos industrializados fabricados no país. A proporção caiu para 28,6% em 2013.
“Em tese, o fenômeno observado em São Paulo até poderia significar que a indústria transferiu-se para outros estados, mas como a queda ocorre em quase todo o país, o problema é generalizado e decorre da baixa competitividade da indústria brasileira”, diz o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.
Apenas em quatro estados, a participação da indústria aumentou no período pesquisado: Amapá (de 7,7% para 13,2%), Maranhão (de 16,8% para 19%), Rio de Janeiro (29,8% para 30,5%) e Espírito Santo (38,6% para 40,5%). Fonseca, no entanto, adverte que os resultados do Rio e do Espírito Santo foram influenciados pela indústria de extração de petróleo, que registrava crescimento até 2013. “A Operação Lava Jato e a queda do petróleo no mercado internacional certamente mudaram esse quadro de lá para cá”, explica.
Ações para reverter perdas
O gerente executivo da CNI atribui o desempenho da indústria à baixa competitividade, que impede o setor de exportar mais e de concorrer em pé de igualdade com os produtos importados. Ele sugere quatro eixos de ações para reverter o problema: redução da burocracia, aceleração do programa de concessões de infraestrutura, política agressiva de abertura de mercados externos e reforma tributária que unifique as alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e elimine os tributos cumulativos (cobrados repetidamente em cada etapa da produção).
Para Fonseca, as empresas também precisam contribuir, melhorando a qualificação dos funcionários, revisando processos de produção e investindo em pesquisa e inovação para aumentar a produtividade. Os governos estaduais, ressalta, devem investir em obras locais de infraestrutura e melhorar o ensino médio e a segurança, tarefas de competência das unidades da Federação. “Um governador tem mais sucesso em atrair fábricas por meio de ações estruturantes do que por meio da guerra fiscal", disse.
A queda na participação econômica em quase todas as unidades da Federação consta do estudo Perfil da Indústria nos Estados, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ao comparar o valor produzido pela indústria local com a soma de todos os bens e serviços produzidos em cada estado e no DF, o levantamento comprovou a redução da importância do setor.
O maior recuo ocorreu na Bahia, onde a participação da indústria na economia do estado caiu 6,6 pontos percentuais, de 27,1% em 2010 para 20,5% em 2013. Em seguida, vêm Amazonas, com retração de 5,7 pontos (de 42,7% para 37%) e Tocantins, com queda de 4,3 pontos (de 21% para 16,7%).
Responsável pelo maior parque industrial do país, São Paulo está em quarto lugar, com retração de 4,2 pontos percentuais, de 27,1% para 22,9%. A perda de espaço refletiu-se na queda da participação do estado na composição nacional da produção industrial. Em 2010, São Paulo concentrava 32,1% de todos os produtos industrializados fabricados no país. A proporção caiu para 28,6% em 2013.
“Em tese, o fenômeno observado em São Paulo até poderia significar que a indústria transferiu-se para outros estados, mas como a queda ocorre em quase todo o país, o problema é generalizado e decorre da baixa competitividade da indústria brasileira”, diz o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.
Apenas em quatro estados, a participação da indústria aumentou no período pesquisado: Amapá (de 7,7% para 13,2%), Maranhão (de 16,8% para 19%), Rio de Janeiro (29,8% para 30,5%) e Espírito Santo (38,6% para 40,5%). Fonseca, no entanto, adverte que os resultados do Rio e do Espírito Santo foram influenciados pela indústria de extração de petróleo, que registrava crescimento até 2013. “A Operação Lava Jato e a queda do petróleo no mercado internacional certamente mudaram esse quadro de lá para cá”, explica.
Ações para reverter perdas
O gerente executivo da CNI atribui o desempenho da indústria à baixa competitividade, que impede o setor de exportar mais e de concorrer em pé de igualdade com os produtos importados. Ele sugere quatro eixos de ações para reverter o problema: redução da burocracia, aceleração do programa de concessões de infraestrutura, política agressiva de abertura de mercados externos e reforma tributária que unifique as alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e elimine os tributos cumulativos (cobrados repetidamente em cada etapa da produção).
Para Fonseca, as empresas também precisam contribuir, melhorando a qualificação dos funcionários, revisando processos de produção e investindo em pesquisa e inovação para aumentar a produtividade. Os governos estaduais, ressalta, devem investir em obras locais de infraestrutura e melhorar o ensino médio e a segurança, tarefas de competência das unidades da Federação. “Um governador tem mais sucesso em atrair fábricas por meio de ações estruturantes do que por meio da guerra fiscal", disse.

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