Família contesta troca de tiros com PM que matou dois irmãos em Maceió
A família de um adolescente e um jovem de 18 anos, mortos na última sexta-feira (25) durante uma suposta troca de tiros com a Polícia Militar (PM), em Maceió, contestam a versão policial. A PM afirmou que eles reagiram a abordagem e dois militares ficaram feridos.
O caso aconteceu no Conjunto Village Campestre, localizado no bairro da Cidade Universitária. Durante a ação policial, além dos dois irmãos, identificados apenas como Josenildo, 16 anos, e Josivaldo, 18, Reinaldo Ferreira da Silva, 46, também morreu. Ele foi vítima de uma bala perdida que o atingiu no peito.
Segundo testemunhas, os irmãos teriam ido visitar uma tia e, ao descerem do ônibus, foram abordados pela PM.
“Eles [os policiais] estão dizendo que os meninos não aceitaram a abordagem deles. Isso é conversa. Os dois meninos eram especiais e não iam reagir contra eles. Eles vieram do lado das canas e quando viram os meninos lá [no ponto de ônibus], já chegaram atirando”, diz um homem que teve a identidade preservada.
A testemunha relata ainda que uma das vítimas morreu na hora, enquanto a outra foi levada mancado para a viatura policial.
“Por que eles levaram os meninos depois que mataram? Não deixou os meninos lá? Botou os meninos na mala e despareceu, quando viu a rua enchendo de gente. Pegaram todas as balas do chão e levaram. Não existiu arma de jeito nenhum por parte dos meninos. Não existiu bala”, relata.
O tio das vítimas, Cláudio Silva, diz que eles eram portadores de necessidades especiais e que estariam com a carteira da Associação Pestalozzi, que atende a portadores de necessidades especiais.
“As informações que circulam é que ela [a morte] teria sido por troca de tiros. Os meus sobrinhos nunca andaram com uma faca. Eles nunca andaram com um canivete. Fizeram isso covardemente, meus sobrinhos não mereciam isso. Eles [os policiais] acabaram com a vida da minha irmã”, desabafa o tio das vítimas.
por telefone, o coronel do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), Carlos Amorim, reafirmou a versão oficial dos policiais.
“A situação real que nós sabemos é que foram dois cidadãos armados. Através de denúncias foi que a guarnição chegou a eles, certo? Quando a guarnição aproximou-se para a abordagem e deu voz para eles pararem, que é o procedimento básico na abordagem, um dos elementos tentou pegar a arma do policial militar e o outro sacou uma arma e apontou para a guarnição”, diz o coronel.
O militar relata que um dos policias pode ser aposentado, pois teve um dos dedos da mão amputado durante a ação.
“Eu tô com dois policiais militares feridos. Tô com um que existe uma grande possibilidade de se aposentar porque [um suspeito] decepou um dos dedos da mão dele. Porém, nós só podemos confirmar toda a situação através da Polícia Civil que já está com o caso”, relata Amorim.
No último sábado (26), o Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) relatou que dois policiais ficaram feridos e que os jovens foram levados ao Hospital Geral do Estado (HGE), no Trapiche da Barra, para receber socorro médico, mas não resistiram ao ferimento.
O Ciosp afirma ainda que, com os suspeitos, a polícia apreendeu uma pistola calibre 380, um carregador e nove cartuchos da arma, além de uma espingarda calibre 36 de fabricação artesanal.
A reportagem tentou contato com o coordenador da Delegacia de Homicídios, Egivaldo Lopes de Messias, para saber se o inquérito do caso já foi instaurado, mas as ligações não foram atendidas.
O caso aconteceu no Conjunto Village Campestre, localizado no bairro da Cidade Universitária. Durante a ação policial, além dos dois irmãos, identificados apenas como Josenildo, 16 anos, e Josivaldo, 18, Reinaldo Ferreira da Silva, 46, também morreu. Ele foi vítima de uma bala perdida que o atingiu no peito.
Segundo testemunhas, os irmãos teriam ido visitar uma tia e, ao descerem do ônibus, foram abordados pela PM.
“Eles [os policiais] estão dizendo que os meninos não aceitaram a abordagem deles. Isso é conversa. Os dois meninos eram especiais e não iam reagir contra eles. Eles vieram do lado das canas e quando viram os meninos lá [no ponto de ônibus], já chegaram atirando”, diz um homem que teve a identidade preservada.
A testemunha relata ainda que uma das vítimas morreu na hora, enquanto a outra foi levada mancado para a viatura policial.
“Por que eles levaram os meninos depois que mataram? Não deixou os meninos lá? Botou os meninos na mala e despareceu, quando viu a rua enchendo de gente. Pegaram todas as balas do chão e levaram. Não existiu arma de jeito nenhum por parte dos meninos. Não existiu bala”, relata.
O tio das vítimas, Cláudio Silva, diz que eles eram portadores de necessidades especiais e que estariam com a carteira da Associação Pestalozzi, que atende a portadores de necessidades especiais.
“As informações que circulam é que ela [a morte] teria sido por troca de tiros. Os meus sobrinhos nunca andaram com uma faca. Eles nunca andaram com um canivete. Fizeram isso covardemente, meus sobrinhos não mereciam isso. Eles [os policiais] acabaram com a vida da minha irmã”, desabafa o tio das vítimas.
por telefone, o coronel do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), Carlos Amorim, reafirmou a versão oficial dos policiais.
“A situação real que nós sabemos é que foram dois cidadãos armados. Através de denúncias foi que a guarnição chegou a eles, certo? Quando a guarnição aproximou-se para a abordagem e deu voz para eles pararem, que é o procedimento básico na abordagem, um dos elementos tentou pegar a arma do policial militar e o outro sacou uma arma e apontou para a guarnição”, diz o coronel.
O militar relata que um dos policias pode ser aposentado, pois teve um dos dedos da mão amputado durante a ação.
“Eu tô com dois policiais militares feridos. Tô com um que existe uma grande possibilidade de se aposentar porque [um suspeito] decepou um dos dedos da mão dele. Porém, nós só podemos confirmar toda a situação através da Polícia Civil que já está com o caso”, relata Amorim.
No último sábado (26), o Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) relatou que dois policiais ficaram feridos e que os jovens foram levados ao Hospital Geral do Estado (HGE), no Trapiche da Barra, para receber socorro médico, mas não resistiram ao ferimento.
O Ciosp afirma ainda que, com os suspeitos, a polícia apreendeu uma pistola calibre 380, um carregador e nove cartuchos da arma, além de uma espingarda calibre 36 de fabricação artesanal.
A reportagem tentou contato com o coordenador da Delegacia de Homicídios, Egivaldo Lopes de Messias, para saber se o inquérito do caso já foi instaurado, mas as ligações não foram atendidas.
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