MST presta solidariedade à Igreja Batista por liberar batismo de homossexuais
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lançou nesta segunda-feira (14) uma nota pública prestando solidariedade à comunidade Igreja Batista do Pinheiro, em Maceió. O movimento manisfestou apoio aos Pastores Wellington e Odja Barros, que vem recebendo ataques e ameaças pela aceitação de homossexuais como membros da igreja.
Em nota, o movimento destacou o respeito e confiança na história dos pastores que sempre estiveram lado a lado das organizações populares de Alagoas, na luta contra toda forma de injustiça e exploração.
A decisão inédita entra a igrejas evangélicas, que permitiu que homossexuais sejam batizados, foi tomada em assembleia extraordinária realizada no último dia 28 de fevereiro e teve maioria absoluta de votos dos presentes: 129 se posicionaram a favor, três foram contrários e 15 se abstiveram. Comandada pelo pastor Wellington Santos, a congregação já vinha trabalhando o tema há dez anos - desde 2005 a abertura para gays é discutida no templo do Pinheiro.
"A trajetória dos pastores frente à comunidade reforça a necessidade do movimento afirmar seu apoio e solidariedade", destaca um trecho da nota do MST.
Segundo o ministro Wellington Santos, o início foi mais conturbado, mas aos poucos o tema foi sendo aceito. Depois da abertura da comunidade evangélica para essa nova realidade, ele vem recebendo ameaças em uma rede social e até atender uma simples ligação se tornou algo complexo.
"Tais posições, colocam-nos na responsabilidade e compromisso de externar nossa solidariedade ao companheiro Pastor Wellington e a companheira Pastora Odja, bem como nosso repúdio aos ataques por diversos meios, de caráter intolerante, homofóbico e excludente, que se diferenciam dos valores dos e das que querem construir outro tipo de sociedade, guiada pelo respeito, justiça e igualdade", afirma.
Confira a nota:
NOTA EM SOLIDARIEDADE A COMUNIDADE BATISTA DO PINHEIRO
"Malditas sejam todas as cercas que nos privam de viver e de amar!"
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vem à público manifestar apoio e solidariedade ao Pastor Wellington Santos e Pastora Odja Barros, diante dos recentes ataques e ofensas que vêm sofrendo em virtude da formalização da aceitação de pessoas homoafetivas como membros da Igreja Batista do Pinheiro em Maceió, Alagoas.
Reconhecemos que foi uma decisão histórica e corajosa tomada pelos membros dessa comunidade cristã. Compartilhamos de um profundo respeito, admiração e confiança à trajetória da Comunidade Batista do Pinheiro, em que, historicamente, se coloca como aguerrida defensora dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e contra todas as formas de injustiça social em nosso estado.
Essa Igreja, atualmente liderada pelo pastor Wellington Santos e pela pastora Odja Barros, vêm caminhando lado a lado com o povo, sendo protagonistas na defesa da igualdade social, contra a intolerância, o preconceito e toda forma de violência ao povo alagoano, jamais se furtando do acolhimento e da solidariedade aos movimentos sociais.
É importante lembrar que a intolerância mata todos os dias dezenas de pessoas, posicionando Alagoas como o estado mais perigoso para jovens negros, o terceiro mais perigoso para as mulheres e o quinto estado no Brasil mais perigoso para homossexuais viverem. No Nordeste, lidera o ranking de assassinatos por homofobia, colocando esta como uma questão urgente para a reflexão e ação das organizações sociais e populares, do Estado e também da Igreja.
Diante desses índices, o Pastor Wellington e a Pastora Odja, com o apoio da membresia da Igreja Batista do Pinheiro, têm assumido uma importante postura no conjunto da sociedade alagoana, em que podemos citar, por exemplo, o recente fato de a Igreja ter publicizado uma nota contra os ataques de intolerância religiosa dirigidos aos grupos de matriz africana por segmentos evangélicos.
Tais posições, colocam-nos na responsabilidade e compromisso de externar nossa solidariedade ao companheiro Pastor Wellington e a companheira Pastora Odja e a toda comunidade da Igreja Batista do Pinheiro, e afirmar nosso repúdio aos ataques dirigidos à eles, por diversos meios, de caráter intolerante, homofóbico e excludente, que diferenciam-se dos valores do respeito, justiça e igualdade, fundamentais entre aqueles e aquelas que almejam construir um outro tipo de sociedade, pautada nos ensinamentos paulinos de permanecermos "na fé, na esperança e no amor".
Somos testemunhas que a Igreja Batista do Pinheiro é guiada pelo amor ao próximo, respeito, humildade, inclusão, sensibilidade e o cuidado com todas as vidas sem qualquer discriminação, que nos fazem permanentemente recobrar o verdadeiro sentido da vida e da fé.
Seguiremos ao lado e à disposição daqueles e daquelas que se colocam nas mesmas fileiras em busca da justiça e do respeito à humanidade em toda a sua diversidade e que tem a coragem - atributo de poucos - de amar e acolher verdadeiramente ao próximo.
Continuamos nossa caminhada contra todas as cercas, visíveis e não visíveis, que nos impedem de viver de maneira digna e livre de toda e quaisquer amarras de ódio, raiva e segregação que sustentam os valores da sociedade capitalista, que oprime, exclui, explora e mata homens e mulheres por serem negros e negras, pobres, gays, lésbicas, transexuais e travestis.
Assim, manifestamos todo apoio aos pastores Wellington, Odja e toda a comunidade Batista do Pinheiro por terem a coragem de amar e acolher à todos e todas.
Um fraterno abraço,
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
Alagoas, 14 de Março de 2016.
Em nota, o movimento destacou o respeito e confiança na história dos pastores que sempre estiveram lado a lado das organizações populares de Alagoas, na luta contra toda forma de injustiça e exploração.
A decisão inédita entra a igrejas evangélicas, que permitiu que homossexuais sejam batizados, foi tomada em assembleia extraordinária realizada no último dia 28 de fevereiro e teve maioria absoluta de votos dos presentes: 129 se posicionaram a favor, três foram contrários e 15 se abstiveram. Comandada pelo pastor Wellington Santos, a congregação já vinha trabalhando o tema há dez anos - desde 2005 a abertura para gays é discutida no templo do Pinheiro.
"A trajetória dos pastores frente à comunidade reforça a necessidade do movimento afirmar seu apoio e solidariedade", destaca um trecho da nota do MST.
Segundo o ministro Wellington Santos, o início foi mais conturbado, mas aos poucos o tema foi sendo aceito. Depois da abertura da comunidade evangélica para essa nova realidade, ele vem recebendo ameaças em uma rede social e até atender uma simples ligação se tornou algo complexo.
"Tais posições, colocam-nos na responsabilidade e compromisso de externar nossa solidariedade ao companheiro Pastor Wellington e a companheira Pastora Odja, bem como nosso repúdio aos ataques por diversos meios, de caráter intolerante, homofóbico e excludente, que se diferenciam dos valores dos e das que querem construir outro tipo de sociedade, guiada pelo respeito, justiça e igualdade", afirma.
Confira a nota:
NOTA EM SOLIDARIEDADE A COMUNIDADE BATISTA DO PINHEIRO
"Malditas sejam todas as cercas que nos privam de viver e de amar!"
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vem à público manifestar apoio e solidariedade ao Pastor Wellington Santos e Pastora Odja Barros, diante dos recentes ataques e ofensas que vêm sofrendo em virtude da formalização da aceitação de pessoas homoafetivas como membros da Igreja Batista do Pinheiro em Maceió, Alagoas.
Reconhecemos que foi uma decisão histórica e corajosa tomada pelos membros dessa comunidade cristã. Compartilhamos de um profundo respeito, admiração e confiança à trajetória da Comunidade Batista do Pinheiro, em que, historicamente, se coloca como aguerrida defensora dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e contra todas as formas de injustiça social em nosso estado.
Essa Igreja, atualmente liderada pelo pastor Wellington Santos e pela pastora Odja Barros, vêm caminhando lado a lado com o povo, sendo protagonistas na defesa da igualdade social, contra a intolerância, o preconceito e toda forma de violência ao povo alagoano, jamais se furtando do acolhimento e da solidariedade aos movimentos sociais.
É importante lembrar que a intolerância mata todos os dias dezenas de pessoas, posicionando Alagoas como o estado mais perigoso para jovens negros, o terceiro mais perigoso para as mulheres e o quinto estado no Brasil mais perigoso para homossexuais viverem. No Nordeste, lidera o ranking de assassinatos por homofobia, colocando esta como uma questão urgente para a reflexão e ação das organizações sociais e populares, do Estado e também da Igreja.
Diante desses índices, o Pastor Wellington e a Pastora Odja, com o apoio da membresia da Igreja Batista do Pinheiro, têm assumido uma importante postura no conjunto da sociedade alagoana, em que podemos citar, por exemplo, o recente fato de a Igreja ter publicizado uma nota contra os ataques de intolerância religiosa dirigidos aos grupos de matriz africana por segmentos evangélicos.
Tais posições, colocam-nos na responsabilidade e compromisso de externar nossa solidariedade ao companheiro Pastor Wellington e a companheira Pastora Odja e a toda comunidade da Igreja Batista do Pinheiro, e afirmar nosso repúdio aos ataques dirigidos à eles, por diversos meios, de caráter intolerante, homofóbico e excludente, que diferenciam-se dos valores do respeito, justiça e igualdade, fundamentais entre aqueles e aquelas que almejam construir um outro tipo de sociedade, pautada nos ensinamentos paulinos de permanecermos "na fé, na esperança e no amor".
Somos testemunhas que a Igreja Batista do Pinheiro é guiada pelo amor ao próximo, respeito, humildade, inclusão, sensibilidade e o cuidado com todas as vidas sem qualquer discriminação, que nos fazem permanentemente recobrar o verdadeiro sentido da vida e da fé.
Seguiremos ao lado e à disposição daqueles e daquelas que se colocam nas mesmas fileiras em busca da justiça e do respeito à humanidade em toda a sua diversidade e que tem a coragem - atributo de poucos - de amar e acolher verdadeiramente ao próximo.
Continuamos nossa caminhada contra todas as cercas, visíveis e não visíveis, que nos impedem de viver de maneira digna e livre de toda e quaisquer amarras de ódio, raiva e segregação que sustentam os valores da sociedade capitalista, que oprime, exclui, explora e mata homens e mulheres por serem negros e negras, pobres, gays, lésbicas, transexuais e travestis.
Assim, manifestamos todo apoio aos pastores Wellington, Odja e toda a comunidade Batista do Pinheiro por terem a coragem de amar e acolher à todos e todas.
Um fraterno abraço,
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
Alagoas, 14 de Março de 2016.
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