Professores de Traipu denunciam irregularidades a órgãos federais

Por Redação com Gazeta 03/03/2016 08h08 - Atualizado em 03/03/2016 11h11
Por Redação com Gazeta 03/03/2016 08h08 Atualizado em 03/03/2016 11h11
Professores de Traipu denunciam irregularidades a órgãos federais
Foto: Cortesia
Uma comissão de professores do municípios de Traipu se deslocou até a capital Maceio, onde protocolou na Polícia Federal, Tribunal de Contas, Controladoria Geral da União, Ministério Público de Contas e no Fórum de Combate a Corrupção em Alagoas(Focco) denúncias de irregularidades na aplicação de recursos da educação.

Em todos os órgãos, os professores protocolaram ofício no sentido de pedir fiscalização de recurso na ordem de R$ 45.000.000.00(Quarenta e cinco milhões de reais), liberados pelo governo federal para o município a título de precatória. Segundo a classe 60% do recurso deveria por lei ser rateado entre a categoria e 40 por% aplicados na melhoria da educação do município.

O que a classe tem contemplado no município é algo contrário ao previsto, assim procuram os órgãos competentes no sentido de garantir a correta aplicação dos recursos.

O que tem gerado desconfiança e bastante repercussão na cidade ribeirinha, foi o fato de uma empresa contratada pela prefeitura receber R$ 835.000.00(Oitocentos e trinta e cinco mil reais) para realizar capacitação de professores com a inexigibilidade de litação, informação divulgada no ultimo dia 26 no diário oficial, fato que segundos os educadores contrariam a legislação.

Os professores questionam o uso de quase um milhão de reais em um curso de capacitação, também acerca da falta de transparência, visto que segundo os educadores, só tomaram conhecimento da data de realização do curso um dia antes do início.

Os educadores relataram que pelo montante divulgado esperavam o mínimo de tecnologia que justificasse tais gastos, como o uso de notebooks ou tablet , mas o Kit que nos ofereceram foi um bloco de notas, uma camiseta e uma caneta.

Aguardamos a realização de diligências no sentido de apurar tais fatos, alegou a comissão.