Ressaca: especialistas ensinam como se livrar dela

Por Redação com Diário de Pernambuco 01/01/2016 08h08
Por Redação com Diário de Pernambuco 01/01/2016 08h08
Ressaca: especialistas ensinam como se livrar dela
Foto: Arquivo/Já é Notícia
Enjoo, ânsia de vômito, irritação, indisposição e sede. Muita sede. Os sintomas da ressaca são velhos conhecidos, especialmente em época de confraternizações. O termo, inclusive, teve buscas recorde para um mês de dezembro, desde 2011, segundo o Google.

Os domingos e o dia 25, logo após a ceia, foram os dias em que os brasileiros mais tentaram descobrir o que fazer para conter a sensação. Não há receitas milagrosas, mas, com a instrução de especialistas e entendendo o que acontece com seu corpo depois daqueles goles a mais, é possível evitá-la.

A ressaca é o resultado da ação do álcool principalmente em três órgãos do corpo humano: cérebro, fígado e estômago. O fígado o metaboliza, quebra e transforma em substâncias menores, como o acetaldeíldo, responsável pela sensação de indisposição do dia seguinte e pelos “apagões”.

Isso porque, para ser eliminado, ele ocupa as vias do fígado que transformam a gordura em glicose, fonte imediata de energia para o corpo. Além disso, ele também está ligado àquela sede insaciável, porque elimina a glutationa, que regula a produção do hormônio antidiurético (ADH) – o mesmo que te faz ir ao banheiro com tanta frequência. Para cada 250ml de bebida alcoólica ingerida, o corpo elimina até um litro de água e é essa desidratação que causa dores de cabeça, já que ela aumenta a pressão nos vasos sanguíneos.

“O álcool ainda age no cérebro competindo com o neurotransmissor GABA, imprescindível para que você não fique irritado ou deprimido. E é por isso que você se sente exatamente assim no dia seguinte”, explica o médico clínico geral do Hospital Memorial de Jaboatão, José Aírton de Araújo.

Outra ação prejudicial do álcool acontece ao ser metabolizado no tecido do estômago, criando os enjoos e as ânsias de vômito. Eles acontecem porque a substância tóxica agride a mucosa gástrica, o que eleva a produção de ácido clorídrico no organismo.