Seca no Sertão alagoano faz produtores vender rebanhos
A seca no Sertão de Alagoas tem causado prejuízo aos criadores de gado da região. A falta de água faz com que os animais não se alimentem direito, diminuindo a produção do leite. Para não ver o gado morrer de fome e de sede, a saída encontrada por alguns deles é vender o rebanho.
O ex-produtor de leite Jorge Ferreira, que mora em Jaramataia, teve que vender as quatro vacas que tinha, pelo preço abaixo do que é proposto no mercado, após ver outros dois dos seus animais morrerem devido aos efeitos da estiagem prolongada.
“Meu coração ainda tá apertado, dá vontade de chorar. Porque a vontade [de continuar na criação de gado] a pessoa tem, mas as condições não já não davam mais para manter”, lamenta Ferreira.
No Povoado Mamoeiro, o produtor Cícero dos Santos também tenta resistir aos efeitos da seca, mas já vendeu mais de 30 animais, 10 deles em 2015.
Ele comprou 4 carradas de palma por R$ 2 mil, mas o que resta é pouco. O produtor conta que pagou 10 mil reais pela silagem de milho e R$ 150 reais pela água, para matar a sede das 40 cabeças de gado que tem. Entretanto, o preço do litro de leite não compensa os gastos.
Cada litro de leite hoje é vendido por R$ 0,90 ou R$ 0,95, mas o ideal seria vender a R$ 1,50 o litro para cobrir os custos. “Muitos produtores já desistiram, você vê muitas fazendas abandonadas, as casas caindo, porque ninguém mais está investindo na pecuária, não tá dando resultado”, afirma Santos.
Quem ainda insiste no negócio vê o gado emagrecendo cada vez mais. No barreiro onde os animais costumavam matar a sede, hoje tem apenas lama. No curral, o reflexo da seca também é evidente. A vaca dá seis litros de leite por dia, mas antes a produção era de 15 litros.
A Associação de Produtores de Leite de Cajá dos Negros, no município de Batalha, está em crise. A escassez de água e de comida provocou queda de 15% na produção de leite. “Ta difícil. Pelo que eu to vendo, se não tivermos ajuda, o rebanho vai se acabar e nós vamos passar fome”, diz o produtor Antônio Venâncio.
O ex-produtor de leite Jorge Ferreira, que mora em Jaramataia, teve que vender as quatro vacas que tinha, pelo preço abaixo do que é proposto no mercado, após ver outros dois dos seus animais morrerem devido aos efeitos da estiagem prolongada.
“Meu coração ainda tá apertado, dá vontade de chorar. Porque a vontade [de continuar na criação de gado] a pessoa tem, mas as condições não já não davam mais para manter”, lamenta Ferreira.
No Povoado Mamoeiro, o produtor Cícero dos Santos também tenta resistir aos efeitos da seca, mas já vendeu mais de 30 animais, 10 deles em 2015.
Ele comprou 4 carradas de palma por R$ 2 mil, mas o que resta é pouco. O produtor conta que pagou 10 mil reais pela silagem de milho e R$ 150 reais pela água, para matar a sede das 40 cabeças de gado que tem. Entretanto, o preço do litro de leite não compensa os gastos.
Cada litro de leite hoje é vendido por R$ 0,90 ou R$ 0,95, mas o ideal seria vender a R$ 1,50 o litro para cobrir os custos. “Muitos produtores já desistiram, você vê muitas fazendas abandonadas, as casas caindo, porque ninguém mais está investindo na pecuária, não tá dando resultado”, afirma Santos.
Quem ainda insiste no negócio vê o gado emagrecendo cada vez mais. No barreiro onde os animais costumavam matar a sede, hoje tem apenas lama. No curral, o reflexo da seca também é evidente. A vaca dá seis litros de leite por dia, mas antes a produção era de 15 litros.
A Associação de Produtores de Leite de Cajá dos Negros, no município de Batalha, está em crise. A escassez de água e de comida provocou queda de 15% na produção de leite. “Ta difícil. Pelo que eu to vendo, se não tivermos ajuda, o rebanho vai se acabar e nós vamos passar fome”, diz o produtor Antônio Venâncio.
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