Taxa de homicídio de mulheres em AL cresce 92,5% em 10 anos
Em 10 anos, a taxa de homicídio de mulheres por grupo de 100 mil habitantes cresceu 92,5% em Alagoas. É o que mostra o estudo 'Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres', divulgado nesta segunda-feira (09). O índice no estado passou de 4,5 mortes por 100 mil habitantes, em 2003, para 8,6, em 2013. Conforme o levantamento, Maceió aparece como a segunda capital onde mais se registrou este tipo crime (taxa de 10,7), provocados, em sua maioria, por familiares e parceiros ou ex-parceiros das vítimas.
O mapa informa que, em 2003, ocorreram 67 homicídios de mulheres em Alagoas – quase a metade foi registrada na capital (24 no total). Até 2007, os casos só aumentaram (chegando a 108 mortes). Em 2008, a quantidade caiu um pouco e voltou a subir no período seguinte até 2013, quando alcançou 142 mortes. Em Maceió, ocorreram 55 feminicídios em 2013.
Quanto ao ordenamento dos estados, segundo taxas de homicídios de mulheres por grupo de 100 mil habitantes, Alagoas ocupa a quarta posição nacional. O estado fica atrás apenas de Goiás (com taxa de 8,6 também), Espírito Santo (9,3) e Roraima (15,3). No Brasil, a taxa ficou em 4,8 homicídios de mulheres por 100 mil habitantes. Logo, Alagoas tem quase o dobro da média nacional.
Referindo-se ao percentual de crescimento das taxas entre 2003 e 2013, Alagoas está na oitava colocação. Na frente do estado, aparecem Pará (cujo aumento, em 10 anos, foi de 104,2%), Amazonas (128,3%), Ceará (140,8%), Rio Grande do Norte (146,1%), Bahia (159,3%), Paraíba (229,2%) e Roraima (343,9%). Os estados do Mato Grosso do Sul, Amapá, Rondônia, Pernambuco, Mato Grosso, Rio de Janeiro e São Paulo reduziram a quantidade de homicídios neste intervalo de tempo.
O levantamento ainda faz um comparativo da taxa a partir da implantação da Lei Maria da Penha no País. Em Alagoas, houve um crescimento de 27,3% entre 2006 e 2013 no número de homicídios de mulheres por cada grupo de 100 mil habitantes.
Municípios menores de Alagoas
O mapa detalhou que o município de Pilar, na região metropolitana de Maceió, ocupa a 8º posição no ranking das 100 cidades com mais de 10 mil habitantes do sexo feminino do Brasil com as maiores taxas médias de homicídio de mulheres (por 100 mil). Em 2013, foram registrados 6 crimes desta natureza na cidade e a taxa média ficou em 17,4 mortes por 100 mil habitantes. Santana do Ipanema, no Sertão, está na 15ª colocação, com taxa de 16,3. Marechal Deodoro (37º), Cajueiro (38º), Craíbas (63º), São José da Laje (64º), São Luís do Quitunde (85º) e Viçosa (92ª) também aparecem na lista.
O estudo é de autoria do sociólogo argentino Julio Jacobo Waiselfisz, radicado no Brasil, e analisa dados oficiais nacionais, estaduais e municipais sobre óbitos femininos no Brasil entre 1980 e 2013, passando ainda por registros de atendimentos médicos.
Clique aqui e confira a matéria original.
O mapa informa que, em 2003, ocorreram 67 homicídios de mulheres em Alagoas – quase a metade foi registrada na capital (24 no total). Até 2007, os casos só aumentaram (chegando a 108 mortes). Em 2008, a quantidade caiu um pouco e voltou a subir no período seguinte até 2013, quando alcançou 142 mortes. Em Maceió, ocorreram 55 feminicídios em 2013.
Quanto ao ordenamento dos estados, segundo taxas de homicídios de mulheres por grupo de 100 mil habitantes, Alagoas ocupa a quarta posição nacional. O estado fica atrás apenas de Goiás (com taxa de 8,6 também), Espírito Santo (9,3) e Roraima (15,3). No Brasil, a taxa ficou em 4,8 homicídios de mulheres por 100 mil habitantes. Logo, Alagoas tem quase o dobro da média nacional.
Referindo-se ao percentual de crescimento das taxas entre 2003 e 2013, Alagoas está na oitava colocação. Na frente do estado, aparecem Pará (cujo aumento, em 10 anos, foi de 104,2%), Amazonas (128,3%), Ceará (140,8%), Rio Grande do Norte (146,1%), Bahia (159,3%), Paraíba (229,2%) e Roraima (343,9%). Os estados do Mato Grosso do Sul, Amapá, Rondônia, Pernambuco, Mato Grosso, Rio de Janeiro e São Paulo reduziram a quantidade de homicídios neste intervalo de tempo.
O levantamento ainda faz um comparativo da taxa a partir da implantação da Lei Maria da Penha no País. Em Alagoas, houve um crescimento de 27,3% entre 2006 e 2013 no número de homicídios de mulheres por cada grupo de 100 mil habitantes.
Municípios menores de Alagoas
O mapa detalhou que o município de Pilar, na região metropolitana de Maceió, ocupa a 8º posição no ranking das 100 cidades com mais de 10 mil habitantes do sexo feminino do Brasil com as maiores taxas médias de homicídio de mulheres (por 100 mil). Em 2013, foram registrados 6 crimes desta natureza na cidade e a taxa média ficou em 17,4 mortes por 100 mil habitantes. Santana do Ipanema, no Sertão, está na 15ª colocação, com taxa de 16,3. Marechal Deodoro (37º), Cajueiro (38º), Craíbas (63º), São José da Laje (64º), São Luís do Quitunde (85º) e Viçosa (92ª) também aparecem na lista.
O estudo é de autoria do sociólogo argentino Julio Jacobo Waiselfisz, radicado no Brasil, e analisa dados oficiais nacionais, estaduais e municipais sobre óbitos femininos no Brasil entre 1980 e 2013, passando ainda por registros de atendimentos médicos.
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