Cunha se recusa a comentar sobre suas contas na Suíça
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se recusou nesta quinta-feira (8) comentar as revelações em relação às contas bancárias que ele possui na Suíça, segundo o Ministério Público daquele país. Uma reportagem publicada pelo jornal "Folha de S. Paulo" nesta quinta-feira mostrou que o banco suíço Julius Baer informo às autoridades suíças que Cunha e membros de sua família eram os beneficiários finais de contas secretas na instituição. Pelo menos US$ 2,4 milhões foram bloqueados. Há suspeitas de que a quantia seja fruto de lavagem de dinheiro.
Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira, Cunha voltou a dizer que só irá se manifestar sobre o assunto por meio de seus advogados. "O que eu tinha para falar, eu já expressei por nota. O assunto, pra mim, é exatamente o mesmo. A cada hora sai uma coisa diferente. Variações sobre o mesmo tema, contraditórias uma com a outra", afirmou Cunha.
No último dia 30, foram reveladas informações sobre investigações realizadas pelo Ministério Público da Suíça em relação às contas de Cunha no país europeu. As investigações foram repassadas ao governo brasileiro. Segundo as autoridades suíças, foram encontradas pelo menos quatro contas bancárias ligadas a Cunha e sua família.
A revelação contradiz o depoimento dado pelo peemedebista à CPI da Petrobras, em março deste ano, quando ele negou ter contas fora do país e que não tivessem sido declaradas ao fisco. As contas descobertas pelas autoridades suíças não constam da declaração de bens de Eduardo Cunha informada à Justiça Eleitoral.
Em nota divulgada no início do mês, Cunha reiterou o conteúdo de seu depoimento à CPI da Petrobras e negou ter contas no exterior.
Na última quarta-feira (7), deputados de seis partidos fizeram uma representação formal à Corregedoria da Câmara para que se abra uma sindicância e investigue o presidente da Casa por conta das revelações sobre suas supostas contas na Suíça.
Em agosto, a PGR (Procuradoria Geral da República) denunciou Cunha por lavagem de dinheiro e crime de corrupção. Ele é investigado por seu suposto envolvimento no esquema de desvio de recursos da Petrobras.
Cunha também foi apontado por pelo menos dois delatores da Lava Jato como receptor de propina do esquema. Em julho, o lobista Júlio Camargo afirmou ter pago US$ 5 milhões em propinas a Cunha. Em setembro, o também lobista João Henriques admitiu ter feito repasses a Cunha em uma conta no exterior.
Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira, Cunha voltou a dizer que só irá se manifestar sobre o assunto por meio de seus advogados. "O que eu tinha para falar, eu já expressei por nota. O assunto, pra mim, é exatamente o mesmo. A cada hora sai uma coisa diferente. Variações sobre o mesmo tema, contraditórias uma com a outra", afirmou Cunha.
No último dia 30, foram reveladas informações sobre investigações realizadas pelo Ministério Público da Suíça em relação às contas de Cunha no país europeu. As investigações foram repassadas ao governo brasileiro. Segundo as autoridades suíças, foram encontradas pelo menos quatro contas bancárias ligadas a Cunha e sua família.
A revelação contradiz o depoimento dado pelo peemedebista à CPI da Petrobras, em março deste ano, quando ele negou ter contas fora do país e que não tivessem sido declaradas ao fisco. As contas descobertas pelas autoridades suíças não constam da declaração de bens de Eduardo Cunha informada à Justiça Eleitoral.
Em nota divulgada no início do mês, Cunha reiterou o conteúdo de seu depoimento à CPI da Petrobras e negou ter contas no exterior.
Na última quarta-feira (7), deputados de seis partidos fizeram uma representação formal à Corregedoria da Câmara para que se abra uma sindicância e investigue o presidente da Casa por conta das revelações sobre suas supostas contas na Suíça.
Em agosto, a PGR (Procuradoria Geral da República) denunciou Cunha por lavagem de dinheiro e crime de corrupção. Ele é investigado por seu suposto envolvimento no esquema de desvio de recursos da Petrobras.
Cunha também foi apontado por pelo menos dois delatores da Lava Jato como receptor de propina do esquema. Em julho, o lobista Júlio Camargo afirmou ter pago US$ 5 milhões em propinas a Cunha. Em setembro, o também lobista João Henriques admitiu ter feito repasses a Cunha em uma conta no exterior.
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