Joaquim Barbosa apoia posição do governo federal contra a redução da maioridade penal
Desde que se aposentou do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa tem utilizado com frequência as redes sociais para se posicionar sobre temas políticos e jurídicos. Em sua conta oficial do Twitter, o ex-ministro do STF já se revelou um crítico assíduo do governo da presidente Dilma Rousseff (PT).
No entanto, quando veio à baila a questão da redução da maioridade penal, Barbosa se declarou alinhado ao governo federal. Em uma série de tuítes nesta terça-feira, o relator do mensalão contrariou vários seguidores com as mensagens que publicou.
“Maioridade penal: eu apoio integralmente a posição do governo federal, contrária à redução da maioridade penal. Estão brincando com fogo!”, escreveu Barbosa às 21:16.
No entanto, quando veio à baila a questão da redução da maioridade penal, Barbosa se declarou alinhado ao governo federal. Em uma série de tuítes nesta terça-feira, o relator do mensalão contrariou vários seguidores com as mensagens que publicou.
“Maioridade penal: eu apoio integralmente a posição do governo federal, contrária à redução da maioridade penal. Estão brincando com fogo!”, escreveu Barbosa às 21:16.

Horas depois, na madrugada desta quarta-feira, após uma sessão que durou mais de sete horas, a PEC da redução da maioridade penal seria rejeitada no Congresso. Ao lerem as mensagens, seguidores do ex-ministro, que supostamente o admiravam, passaram a escrever-lhe mensagens agressivas. “Cala a boca”, “comunista” e “Bolsonaro presidente” foram algumas das mensagens enviadas. Alguns internautas sugeriram ainda que a conta de de Barbosa no twitter havia sido ‘hackeada’.
A redução da maioridade penal é questão praticamente fechada entre os atuais ministros do STF: quase todos já vieram a público rechaçar a medida.
Rejeição da redução para crimes hediondos
Em uma sessão tensa que durou mais de sete horas, o plenário da Câmara rejeitou o texto substitutivo que previa a redução da maioridade penal para crimes graves e/ou hediondos. O substitutivo foi colocado em votação no lugar do original porque Eduardo Cunha (PMDB-RJ) considerou que seria mais fácil aprová-lo.
O substitutivo teve 303 votos a favor e 184 contra. Mas, por se tratar de uma emenda constitucional, a matéria precisaria de pelo menos 308 votos a favor. Sendo assim, a maioridade penal no Brasil ainda se mantém, por enquanto, nos 18 anos de idade. Eduardo Cunha já anunciou que tentará votar o texto original ou um outro substitutivo nos próximos dias.
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