Reeducandos filmam situação de doentes dentro do Complexo Penitenciário
Detentos do Complexo Penenitenciário de Maceió registraram a situação de doentes na unidade prisional. Uma onda de protestos foi desencadeada na capital por familiares, que denunciam má qualidade dos alimentos distribuídos aos reedducandos.
A Secretaria de Defesa Social e Ressocialização (Sedres) informou, na manhã desta sexta-feira (19), que mais de 20 pessoas são suspeitas de participar dos ataques a ônibus em Maceió. Em menos de duas semanas, três coletivos foram incendiados.
A assessoria de comunicação da Sedres informou que as forças policiais já identificaram e prenderam vários suspeitos de provocar ataque a ônibus na quinta-feira (18). A ação criminosa, segundo as investigações, foi articulada de dentro do sistema prisional alagoano.
De acordo com o Centro Integrado de Operações da Defesa Social (Ciods), dois suspeitos foram presos e um adolescente de 17 anos apreendido em fuga minutos após o incêndio. Foram presos Alexandre Rodrigues da Silva, 20, e Neilton Santos de Oliveira, 18. Segundo o sargento Tarcísio, Oliveira foi preso após invadir uma residência na região durante a fuga.
Além disso, segundo a assessoria, a ação criminosa começou com um protesto de familiares dos detentos do lado de fora do Sistema Prisional, na parte alta da capital. Eles denunciavam a má qualidade dos alimentos distribuídos aos reeducandos. A Sedres informou que a manifestação foi planejada para desviar a atenção das polícias enquanto os ônibus eram atacados. Confira vídeos produzidos por reeducandos, dentro do Complexo Penienciário de Maceió:
Ataques
Os ataques aos coletivos urbanos aconteceram nos bairros do Mutange, Ponta Grossa e Benedito Bentes, nas periferias de Maceió. Em menos de 12 horas, dois ônibus foram incendiados e ficaram destruídos. Outro, que foi depredado, conseguiu escapar da ação criminosa.
Na tarde de quinta (18), no Mutange, um coletivo foi incendiado. A viatura da Radiopatrulha (RP) foi a primeira a chegar ao local, no início da ocorrência. De acordo com os militares, a guarnição foi recebida a tiros por um grupo de cerca de 25 pessoas.
Em outro ponto da cidade, na Rua Cabo Reis, no bairro do Trapiche, criminosos tentaram incendiar um outro ônibus. Houve um princípio de incêndio, mas o motorista e os passageiros do veículo conseguiram conter as chamas ainda no início. Ninguém ficou ferido e também não houve prisões.
Já no fim da noite da quinta, outro coletivo foi incendiado. Desta vez, no terminal do conjunto Frei Damião, no Benedito Bentes. O veículo estava parado no terminal quando grupo colocou fogo no veículo.

Ônibus incendiado no Benedito Bentes, em Maceió (Foto: Cortesia do Leitor).
Outro caso
No início do mês, um ônibus da empresa São Francisco foi incendiado na Avenida Leste-Oeste, no bairro do Jacintinho. Duas pessoas ficaram feridas com estilhaços de vidros do coletivo. Ninguém foi preso pelo crime.
Pouco depois da ação criminosa, o secretário de Defesa Social e Ressocialização, Alfredo Gaspar de Mendonça, determinou a ocupação policial do Conjunto José da Silva Peixoto e da Grota do Moreira.
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