Governador de Alagoas admite atraso em entrega de presídio

Por Redação com Gazetaweb 12/12/2014 13h01
Por Redação com Gazetaweb 12/12/2014 13h01
Governador de Alagoas admite atraso em entrega de presídio
Foto: Divulgação
A vinte dias do fim de sua gestão e em meio a uma maratona de inaugurações de obras, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) revive um verdadeiro ‘inferno astral’ de dezembro na segurança pública. No ano passado, foi a operação padrão dos militares que lhe tirou o sossego, com direito a um protesto histórico e pânico com boatos de arrastão poucos dias antes do Natal em frente ao Palácio República dos Palmares. Desta vez, o desafio é resolver o estouro da população carcerária em todas as unidades prisionais.

A Casa de Custódia vive a situação mais grave com quase o dobro da capacidade de presos e risco iminente de uma rebelião, a Central de Flagrantes também está superlotada e as três unidades do sistema prisional também estão no limite estourado de detentos. Para completar, a Unidade de Internação Masculina (UIM) foi interditada pelo juiz da 1ª Vara Criminal da Infância e da Juventude após a fuga de dez menores infratores.

A situação é de uma bomba-relógio, onde colocar esse imenso excedente de presos que, pelas condições em que estão, tornaram-se agressivos e ameaçando motim a cada novo detento que chega; para onde a polícia vai levar quem acaba de receber voz de prisão e como evitar uma greve de agentes penitenciários, que já sinalizam para uma paralisação por causa da situação de risco?

Ontem de manhã, enquanto ia para mais uma maratona de eventos pelo interior do estado, o governador reconheceu que a crise do sistema prisional só será resolvida com a inauguração do presídio masculino, que vai abrir quase 700 vagas, mas que não conseguirá inaugurar a unidade este ano. “Vamos conseguir entregar o presídio militar e o feminino. O masculino só em janeiro”, afirma Vilela.