Um terço dos pacientes com HIV no Brasil rejeita tratamento
Cerca de um terço das pessoas que sabem estar infectadas com o HIV no Brasil não fazem tratamento. O Ministério da Saúde registrou aumento de 29% no número de pacientes que tomam antirretrovirais no Sistema Único de Saúde (SUS) de janeiro a outubro, mas ainda há cerca de 190 mil soropositivos que não lutam contra a enfermidade.
Hoje, estima-se que 734 mil pessoas vivem com HIV e Aids (quando o vírus destroi o sistema imunológico dando início ao surgimento das doenças oportunistas no país. Desse total, 589 mil têm diagnóstico, 398 mil tratam a infecção e 145 mil desconhecem a própria condição. Ou seja, um em cada cinco infectados simplesmente não sabe que têm o vírus. Jovens de 15 a 24 anos formam a parcela da população mais vulnerável, entre a qual o a infecção cresceu 32% de 2004 a 2013.
Os dados foram apresentados ontem, no Dia Mundial de Luta contra a Aids, e fazem parte do Boletim Epidemiológico HIV-Aids 2014. O aumento no número de pessoas que se tratam, segundo o Ministério da Saúde, é resultado da mudança no protocolo clínico, em dezembro de 2013, que determinou a oferta de antirretrovirais a pessoas soropositivas, mas que ainda não manifestaram a Aids. Antes, os medicamentos eram oferecidos somente a quem estava com o sistema imunológico comprometido.
De janeiro a outubro, 61.221 pacientes iniciaram o tratamento, contra 47.506 pessoas, no mesmo período de 2013. Com o novo método, em seis meses de tratamento, a carga viral pode ficar indetectável, ou seja, não transmitem a doença, além de minimizar os efeitos negativos da infecção. Hoje, 331 mil pessoas em tratamento têm a carga viral indetectável.
“São dois desafios para interromper a cadeia de transmissão: trabalhar com os 150 mil que têm HIV e não sabem e que, portanto, precisam fazer o teste, e trazer para tratamento esses 200 mil que são HIV positivos e sabem”, avaliou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. De acordo com ele, o aumento de pacientes incluídos no tratamento não foi maior porque, entre outros fatores, o protocolo é recente. Membro da organização não governamental Gestos, de apoio a pacientes com Aids, e integrante de um comitê sobre a doença no governo, Jair Brandão diz que as pessoas ainda têm medo de começar o tratamento antes. “Mas há também situações em que a pessoa é diagnosticada, mas só consegue marcar a consulta para meses depois”, completa.
Hoje, estima-se que 734 mil pessoas vivem com HIV e Aids (quando o vírus destroi o sistema imunológico dando início ao surgimento das doenças oportunistas no país. Desse total, 589 mil têm diagnóstico, 398 mil tratam a infecção e 145 mil desconhecem a própria condição. Ou seja, um em cada cinco infectados simplesmente não sabe que têm o vírus. Jovens de 15 a 24 anos formam a parcela da população mais vulnerável, entre a qual o a infecção cresceu 32% de 2004 a 2013.
Os dados foram apresentados ontem, no Dia Mundial de Luta contra a Aids, e fazem parte do Boletim Epidemiológico HIV-Aids 2014. O aumento no número de pessoas que se tratam, segundo o Ministério da Saúde, é resultado da mudança no protocolo clínico, em dezembro de 2013, que determinou a oferta de antirretrovirais a pessoas soropositivas, mas que ainda não manifestaram a Aids. Antes, os medicamentos eram oferecidos somente a quem estava com o sistema imunológico comprometido.
De janeiro a outubro, 61.221 pacientes iniciaram o tratamento, contra 47.506 pessoas, no mesmo período de 2013. Com o novo método, em seis meses de tratamento, a carga viral pode ficar indetectável, ou seja, não transmitem a doença, além de minimizar os efeitos negativos da infecção. Hoje, 331 mil pessoas em tratamento têm a carga viral indetectável.
“São dois desafios para interromper a cadeia de transmissão: trabalhar com os 150 mil que têm HIV e não sabem e que, portanto, precisam fazer o teste, e trazer para tratamento esses 200 mil que são HIV positivos e sabem”, avaliou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. De acordo com ele, o aumento de pacientes incluídos no tratamento não foi maior porque, entre outros fatores, o protocolo é recente. Membro da organização não governamental Gestos, de apoio a pacientes com Aids, e integrante de um comitê sobre a doença no governo, Jair Brandão diz que as pessoas ainda têm medo de começar o tratamento antes. “Mas há também situações em que a pessoa é diagnosticada, mas só consegue marcar a consulta para meses depois”, completa.
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