OAB quer esclarecimentos sobre tiro que atingiu mãe de jovem desaparecido
A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB-AL) deve pedir esclarecimentos a respeito da suposta bala perdida que atingiu a vendedora ambulante Maria José da Silva, de 51 anos. Ela é mãe do adolescente Davi da Silva, 17, desaparecido em agosto deste ano após uma abordagem da Radiopatrulha ocorrida no bairro do Benedito Bentes, em Maceió.
Maria José foi ferida na cabeça na tarde de quarta-feira (5), quando estava em um ponto de ônibus próximo ao Mercado da Produção, no bairro da Levada, em Maceió. Ela teria sido atingida durante um homicídio que vitimou um morador de rua da região e foi socorrida para o Hospital Geral do Estado (HGE). Nesta quinta-feira, o quadro de saúde da mulher é estável e, segundo o hospital, ela não corre risco de morte.
Segundo o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Daniel Nunes, o caso está sendo acompanhado de perto pelo órgão, que quer explicações a respeito do ocorrido. “Acredito que a polícia tem que dar explicações quanto a isso e espero que ela investigue. Não sabemos o que aconteceu ao certo e podemos tratar como uma tentativa de homicídio contra ela”, diz.
Ele ressalta que o assunto será discutido em reunião da comissão, que deve fazer um pedido formal de investigação aprofundada quanto às circunstâncias do caso. “Senão, teremos em Alagoas um grupo de extermínio, onde qualquer pessoa que reclama pode ser morta”, acrescentou o presidente.
Daniel lembra que as cobranças continuam também com relação ao desaparecimento de Davi, até agora não solucionado pela polícia. Ele diz não ser difícil identificar a guarnição envolvida na ocorrência para que possa prestar depoimento e alerta que a demora sobre o paradeiro do adolescente já preocupa os órgãos de defesa dos Direitos Humanos em Alagoas.
“Estamos acompanhando. A situação está preocupando bastante a Comissão de Direitos Humanos e os grupos de Direitos Humanos como um todo. A polícia ainda não conseguiu dar resposta ao que aconteceu com o Davi. Estamos cobrando investigação e respostas sobre o que houve com essa criança”.
Estado de saúde
Internada no HGE desde quarta, Maria José da Silva está consciente e em observação. A vendedora ainda encontra-se com a bala instalada na região da nuca e, devido a um dano no nariz, aguarda um cirurgião buco-maxilo para avaliação. De acordo com a assessoria de comunicação do hospital, é provável que ela passe por cirurgia para a retirada do projétil.
Desaparecimento
Davi da Silva foi visto pela última vez no dia 25 de agosto, após ser abordado por uma guarnição do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRP), no Benedito Bentes, em Maceió. Ele estava acompanhado de um amigo e portava uma pequena quantidade de maconha. Segundo testemunhas, ele desapareceu após entrar na viatura da PM.
A delegada Luci Mônica foi designada para investigar o caso. Na ocasião, ela informou que pediria autorização ao comando-geral da Polícia Militar para ouvir os policiais que estavam na guarnição que abordou o adolescente. Familiares e amigos do adolescente continuam fazendo buscas por vários bairros, mas ainda não tiveram informações do paradeiro dele.
Maria José foi ferida na cabeça na tarde de quarta-feira (5), quando estava em um ponto de ônibus próximo ao Mercado da Produção, no bairro da Levada, em Maceió. Ela teria sido atingida durante um homicídio que vitimou um morador de rua da região e foi socorrida para o Hospital Geral do Estado (HGE). Nesta quinta-feira, o quadro de saúde da mulher é estável e, segundo o hospital, ela não corre risco de morte.
Segundo o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Daniel Nunes, o caso está sendo acompanhado de perto pelo órgão, que quer explicações a respeito do ocorrido. “Acredito que a polícia tem que dar explicações quanto a isso e espero que ela investigue. Não sabemos o que aconteceu ao certo e podemos tratar como uma tentativa de homicídio contra ela”, diz.
Ele ressalta que o assunto será discutido em reunião da comissão, que deve fazer um pedido formal de investigação aprofundada quanto às circunstâncias do caso. “Senão, teremos em Alagoas um grupo de extermínio, onde qualquer pessoa que reclama pode ser morta”, acrescentou o presidente.
Daniel lembra que as cobranças continuam também com relação ao desaparecimento de Davi, até agora não solucionado pela polícia. Ele diz não ser difícil identificar a guarnição envolvida na ocorrência para que possa prestar depoimento e alerta que a demora sobre o paradeiro do adolescente já preocupa os órgãos de defesa dos Direitos Humanos em Alagoas.
“Estamos acompanhando. A situação está preocupando bastante a Comissão de Direitos Humanos e os grupos de Direitos Humanos como um todo. A polícia ainda não conseguiu dar resposta ao que aconteceu com o Davi. Estamos cobrando investigação e respostas sobre o que houve com essa criança”.
Estado de saúde
Internada no HGE desde quarta, Maria José da Silva está consciente e em observação. A vendedora ainda encontra-se com a bala instalada na região da nuca e, devido a um dano no nariz, aguarda um cirurgião buco-maxilo para avaliação. De acordo com a assessoria de comunicação do hospital, é provável que ela passe por cirurgia para a retirada do projétil.
Desaparecimento
Davi da Silva foi visto pela última vez no dia 25 de agosto, após ser abordado por uma guarnição do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRP), no Benedito Bentes, em Maceió. Ele estava acompanhado de um amigo e portava uma pequena quantidade de maconha. Segundo testemunhas, ele desapareceu após entrar na viatura da PM.
A delegada Luci Mônica foi designada para investigar o caso. Na ocasião, ela informou que pediria autorização ao comando-geral da Polícia Militar para ouvir os policiais que estavam na guarnição que abordou o adolescente. Familiares e amigos do adolescente continuam fazendo buscas por vários bairros, mas ainda não tiveram informações do paradeiro dele.
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