Cerveja não tem relação com violência e deve ser liberada em estádios
A Copa no Brasil foi um absoluto sucesso, e disso ninguém duvida. A imprensa internacional elogiou intensamente a organização e a beleza do país. Durante todo o evento, a festa e a interação entre as nações foram evidentes, e os abutres porta-vozes do pessimismo saíram derrotados.
Na Câmara Municipal de São Paulo tivemos a oportunidade de travar importantes debates sobre aspectos relacionados ao Mundial. Na ocasião em que debatíamos a permissão da comercialização e do consumo de bebidas alcoólicas nos estádios durante os jogos, subi à tribuna para me pronunciar a favor do tema e repito aqui minhas motivações.
Primeiro, o torcedor que possui o hábito de consumir bebida alcoólica o faz antes dos jogos e/ou depois das partidas - em casa, no comércio, no caminho ou no entorno do estádio. Na Copa não foi diferente, inclusive nas Fan Fests da Fifa.
Na Inglaterra, as autoridades acreditavam que proibir a cerveja diminuiria a violência, mas já há estudos indicando que os torcedores aumentaram o consumo de álcool antes das partidas, reunindo-se em bares próximos aos estádios e aumentando a chance de encontro entre torcedores rivais.
Os torcedores, inclusive, entravam nas arenas em cima da hora, o que dificulta todo o planejamento de segurança pública.
Outro elemento importante é o perfil do torcedor que assiste aos jogos da Copa: são turistas acostumados ao hábito de consumir cerveja em estádios.
Os registros de problemas pontuais durante os jogos foram de uma extrema minoria, fortemente contida, que já saía de casa com a intenção de arrumar confusão
É assim no Japão, cuja torcida foi elogiada por recolher o lixo ao final das partidas, e na Alemanha, seleção campeã do mundo.
Não há evidência científica que comprove qualquer relação entre cerveja e violência. Os registros de problemas pontuais durante os jogos foram de uma extrema minoria, fortemente contida, que já saía de casa com a intenção de arrumar confusão.
De acordo com o coordenador de projetos da Fundação Getulio Vargas, Pedro Trengrouse, cada R$ 100 milhões consumidos em cerveja injetam R$ 338 milhões na economia do país.
Tenho plena consciência de que o alcoolismo é uma doença que precisa ser tratada como questão de saúde pública. Também respeito muito o trabalho de comunidades religiosas e terapêuticas que atuam com pessoas que fazem uso problemático de bebidas alcoólicas.
Contudo, não é isso que está em debate aqui, especialmente porque sua atuação é desenvolvida permanentemente. As comunidades são contrárias ao consumo de álcool por motivos religiosos, e não pelo advento da Copa do Mundo ou por motivações eventuais.
Na Câmara Municipal de São Paulo tivemos a oportunidade de travar importantes debates sobre aspectos relacionados ao Mundial. Na ocasião em que debatíamos a permissão da comercialização e do consumo de bebidas alcoólicas nos estádios durante os jogos, subi à tribuna para me pronunciar a favor do tema e repito aqui minhas motivações.
Primeiro, o torcedor que possui o hábito de consumir bebida alcoólica o faz antes dos jogos e/ou depois das partidas - em casa, no comércio, no caminho ou no entorno do estádio. Na Copa não foi diferente, inclusive nas Fan Fests da Fifa.
Na Inglaterra, as autoridades acreditavam que proibir a cerveja diminuiria a violência, mas já há estudos indicando que os torcedores aumentaram o consumo de álcool antes das partidas, reunindo-se em bares próximos aos estádios e aumentando a chance de encontro entre torcedores rivais.
Os torcedores, inclusive, entravam nas arenas em cima da hora, o que dificulta todo o planejamento de segurança pública.
Outro elemento importante é o perfil do torcedor que assiste aos jogos da Copa: são turistas acostumados ao hábito de consumir cerveja em estádios.
Os registros de problemas pontuais durante os jogos foram de uma extrema minoria, fortemente contida, que já saía de casa com a intenção de arrumar confusão
É assim no Japão, cuja torcida foi elogiada por recolher o lixo ao final das partidas, e na Alemanha, seleção campeã do mundo.
Não há evidência científica que comprove qualquer relação entre cerveja e violência. Os registros de problemas pontuais durante os jogos foram de uma extrema minoria, fortemente contida, que já saía de casa com a intenção de arrumar confusão.
De acordo com o coordenador de projetos da Fundação Getulio Vargas, Pedro Trengrouse, cada R$ 100 milhões consumidos em cerveja injetam R$ 338 milhões na economia do país.
Tenho plena consciência de que o alcoolismo é uma doença que precisa ser tratada como questão de saúde pública. Também respeito muito o trabalho de comunidades religiosas e terapêuticas que atuam com pessoas que fazem uso problemático de bebidas alcoólicas.
Contudo, não é isso que está em debate aqui, especialmente porque sua atuação é desenvolvida permanentemente. As comunidades são contrárias ao consumo de álcool por motivos religiosos, e não pelo advento da Copa do Mundo ou por motivações eventuais.
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