Crônicas do Nordeste: Em 1986, o sertão de Alagoas viu futebol de madrugada
"Palmeira dos Índios pode jogar futebol de noite", disse Amilton Didier, ousado presidente do CSE, e pouca gente acreditou.
Fato é que, em 1986, os refletores do Estádio Juca Sampaio, situado no pequeno município do sertão alagoano, estavam mais perto da lenda que da realidade. Em agosto daquele ano, no entanto, tudo mudaria. Foi em agosto de 86, conta o radialista Antônio Oliveira 'Voz de Ouro', que a cidade, famosa por ser o berço do escritor Graciliano Ramos, disputou seu primeiro jogo oficial noturno.
Aquela derrota por 2 a 1 diante do Treze de Campina Grande pouco teve de interessante, a despeito da atração de ver a inédita iluminação artificial do gramado. Seria na semana seguinte que o CSE colocaria seu nome de vez na história dos causos curiosos do futebol brasileiro.
Os jogadores do Tricolor Alagoano esperavam ansiosamente a delegação do Atlético de Alagoinhas, equipe da Bahia que viria disputar o famigerado segundo jogo dos refletores. 1.200 torcedores pagaram ingresso para assistir à partida, marcada para as oito da noite. O relógio corria noite adentro: oito e meia, nove, nove e meia, e nada da equipe baiana. A rádio local era categórica. "O jogo entre CSE e Atlético de Alagoinhas está suspenso, sem data para ocorrer".
"Os caras erraram o caminho da cidade. No caminho para Palmeira dos Índios tem um trevo que confunde muita gente. Eles foram parar na cidade de Batalha. Um erro de mais de 100km", conta Antônio, que, embora radialista, ficou famoso posteriormente por ser o presidente do CSE que levou Túlio Maravilha para o sertão alagoano, em 2012.
Mas Amilton Didier era, antes de tudo, um ousado. E quando todos já rumavam para suas casas, o homem tomou uma decisão inesperada. "Temos tempo", pensou ele, "e temos refletores. Teremos, portanto, jogo".
E teve jogo. Por volta das onze da noite, deu-se o pontapé inicial do primeiro jogo da madrugada de Palmeira dos Índios. Cerca de 100 pessoas resistiram nas arquibancada de um iluminado Juca Sampaio, e assistiram à vitória do CSE que terminou uma e vinte da manhã. Marcelo e Joãozinho marcaram os gols. E no fim das contas, Palmeira dos Índios podia, sim, jogar futebol de noite.
Fato é que, em 1986, os refletores do Estádio Juca Sampaio, situado no pequeno município do sertão alagoano, estavam mais perto da lenda que da realidade. Em agosto daquele ano, no entanto, tudo mudaria. Foi em agosto de 86, conta o radialista Antônio Oliveira 'Voz de Ouro', que a cidade, famosa por ser o berço do escritor Graciliano Ramos, disputou seu primeiro jogo oficial noturno.
Aquela derrota por 2 a 1 diante do Treze de Campina Grande pouco teve de interessante, a despeito da atração de ver a inédita iluminação artificial do gramado. Seria na semana seguinte que o CSE colocaria seu nome de vez na história dos causos curiosos do futebol brasileiro.
Os jogadores do Tricolor Alagoano esperavam ansiosamente a delegação do Atlético de Alagoinhas, equipe da Bahia que viria disputar o famigerado segundo jogo dos refletores. 1.200 torcedores pagaram ingresso para assistir à partida, marcada para as oito da noite. O relógio corria noite adentro: oito e meia, nove, nove e meia, e nada da equipe baiana. A rádio local era categórica. "O jogo entre CSE e Atlético de Alagoinhas está suspenso, sem data para ocorrer".
"Os caras erraram o caminho da cidade. No caminho para Palmeira dos Índios tem um trevo que confunde muita gente. Eles foram parar na cidade de Batalha. Um erro de mais de 100km", conta Antônio, que, embora radialista, ficou famoso posteriormente por ser o presidente do CSE que levou Túlio Maravilha para o sertão alagoano, em 2012.
Mas Amilton Didier era, antes de tudo, um ousado. E quando todos já rumavam para suas casas, o homem tomou uma decisão inesperada. "Temos tempo", pensou ele, "e temos refletores. Teremos, portanto, jogo".
E teve jogo. Por volta das onze da noite, deu-se o pontapé inicial do primeiro jogo da madrugada de Palmeira dos Índios. Cerca de 100 pessoas resistiram nas arquibancada de um iluminado Juca Sampaio, e assistiram à vitória do CSE que terminou uma e vinte da manhã. Marcelo e Joãozinho marcaram os gols. E no fim das contas, Palmeira dos Índios podia, sim, jogar futebol de noite.
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