Patrimônio de Eike Batista em ações de suas empresas encolhe 90,53%
Desde o dia 31 de dezembro até o final do pregão desta terça-feira (5), o valor das ações do empresário Eike Batista aplicadas em seis empresas do Grupo EBX listadas na bolsa passaram de R$ 13,4 bilhões para R$ 1,2 bilhão, uma queda de 90,53%.
A conta leva em consideração o valor de mercado das empresas na proporção das ações em ambos os períodos.
Boa parte da fortuna do ex-bilionário derreteu como consequência da queda do valor de suas empresas.
No período, o valor de mercado da OGX caiu 96,35%. A queda foi seguida pela OSX (-93,99%); MMX (-83,37%); Eneva (-60,67%); CCX (-44,88%) e LLX (-41,91%).
Mas a proporção das ações detidas do executivo nas empresas também reduziu no período seja porque Eike Batista vendeu ações no mercado, ou porque negociou sua participação com novos sócios e controladores, caso da LLX .
Hoje, Eike tem apenas 20,70% das ações da empresa de energia Eneva, antiga MPX, em seu nome, queda de 29,4 pontos porcentuais; 19% das ações da mineradora MMX, baixa de 10 pontos porcentuais; e 11,8% das ações da empresa de construção naval OSX, queda de 5,3 pontos porcentuais.
A proporção de ações detidas pelo empresário nas outras empresas também diminuiu, mas em menor proporção. Hoje, Eike tem 56,30% de sua empresa de carvão; e 29,70% das ações da empresa de logística LLX.
O cálculo, feito pelo economista Clodoir Vieira, da consultoria Compliance, tem como base os dados da Economatica e apenas considera ações no nome de Eike Batista, e não as que fazem parte de fundos no exterior da Centennial Asset, bem como a subscrição de ações da empresa de logística LLX feita no período.
A exceção é a OGX, que pediu recuperação judicial na quarta-feira passada (30) . Na empresa, Eike Batista não tem ações em seu nome. Neste caso, foi considerado o fundo no exterior, que tem hoje 46,6% das ações da empresa. Procurada pelo iG , a holding EBX não respondeu quem são hoje os cotistas destes fundos. Eike é apontado como único cotista, mas já vendeu participações para outras empresas.
Além da OGX, o Centennial Mining Fund tem participação relevante na OSX (54,17% das ações), LLX (23,80%) e MMX (32,69%).
Patrimônio
Ter R$ 1,2 bilhão em ações somente pode ser considerado fortuna caso estes papéis sejam todos vendidos, e este valor pode oscilar amanhã.
Em caso de falência, o professor do MBA Gestão de Riscos da Trevisan Escola de Negócios, Claudio Gonçalves, lembra que as ações viram pó, pois deixam de ser negociadas. Os acionistas apenas recebem o que sobrar do patrimônio da empresa após pagamento a todos os credores, se sobrar algum dinheiro.
Para Pedro Galdi, analista-chefe da SLW Corretora, é difícil saber quanto Eike Batista perdeu pela oscilação do valor de suas ações. "Ele está vendendo suas posições em ações nas empresas há algum tempo, diluindo-as, seja por venda direta ou a parceiros ou no mercado", aponta. "Todos perderam com a desvalorização dos papéis, mas quem mais perdeu certamente foram os minoritários", conclui.
A conta leva em consideração o valor de mercado das empresas na proporção das ações em ambos os períodos.
Boa parte da fortuna do ex-bilionário derreteu como consequência da queda do valor de suas empresas.
No período, o valor de mercado da OGX caiu 96,35%. A queda foi seguida pela OSX (-93,99%); MMX (-83,37%); Eneva (-60,67%); CCX (-44,88%) e LLX (-41,91%).
Mas a proporção das ações detidas do executivo nas empresas também reduziu no período seja porque Eike Batista vendeu ações no mercado, ou porque negociou sua participação com novos sócios e controladores, caso da LLX .
Hoje, Eike tem apenas 20,70% das ações da empresa de energia Eneva, antiga MPX, em seu nome, queda de 29,4 pontos porcentuais; 19% das ações da mineradora MMX, baixa de 10 pontos porcentuais; e 11,8% das ações da empresa de construção naval OSX, queda de 5,3 pontos porcentuais.
A proporção de ações detidas pelo empresário nas outras empresas também diminuiu, mas em menor proporção. Hoje, Eike tem 56,30% de sua empresa de carvão; e 29,70% das ações da empresa de logística LLX.
O cálculo, feito pelo economista Clodoir Vieira, da consultoria Compliance, tem como base os dados da Economatica e apenas considera ações no nome de Eike Batista, e não as que fazem parte de fundos no exterior da Centennial Asset, bem como a subscrição de ações da empresa de logística LLX feita no período.
A exceção é a OGX, que pediu recuperação judicial na quarta-feira passada (30) . Na empresa, Eike Batista não tem ações em seu nome. Neste caso, foi considerado o fundo no exterior, que tem hoje 46,6% das ações da empresa. Procurada pelo iG , a holding EBX não respondeu quem são hoje os cotistas destes fundos. Eike é apontado como único cotista, mas já vendeu participações para outras empresas.
Além da OGX, o Centennial Mining Fund tem participação relevante na OSX (54,17% das ações), LLX (23,80%) e MMX (32,69%).
Patrimônio
Ter R$ 1,2 bilhão em ações somente pode ser considerado fortuna caso estes papéis sejam todos vendidos, e este valor pode oscilar amanhã.
Em caso de falência, o professor do MBA Gestão de Riscos da Trevisan Escola de Negócios, Claudio Gonçalves, lembra que as ações viram pó, pois deixam de ser negociadas. Os acionistas apenas recebem o que sobrar do patrimônio da empresa após pagamento a todos os credores, se sobrar algum dinheiro.
Para Pedro Galdi, analista-chefe da SLW Corretora, é difícil saber quanto Eike Batista perdeu pela oscilação do valor de suas ações. "Ele está vendendo suas posições em ações nas empresas há algum tempo, diluindo-as, seja por venda direta ou a parceiros ou no mercado", aponta. "Todos perderam com a desvalorização dos papéis, mas quem mais perdeu certamente foram os minoritários", conclui.
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