NYT: Despertar social no Brasil
21/06/20130 7h44
Os enormes protestos de rua que estão varrendo o Brasil nesta semana pegaram quase todos de surpresa. Mas, talvez não deveriam.
Para todas as realizações do Brasil ao longo das últimas décadas - uma economia mais forte, as eleições democráticas, mais dinheiro e atenção voltadas para as necessidades dos pobres - ainda há uma enorme distância entre as promessas dos governantes de esquerda do Brasil e as duras realidades do dia a dia fora da elite política e empresarial.
O Banco Mundial lista o Brasil como a sétima maior economia do mundo, mas o coloca nos últimos 10% em igualdade de renda.
Seus adolescentes de 15 anos de idade estão próximos da parte inferior dos rankings globais de habilidades de leitura e de matemática.
Uma sucessão de seus principais políticos têm sido implicados em esquemas flagrantes de propina e outros desvios de dinheiro público.
Não é à toa que a tarifa de transporte público aumenta a indignação provocada pelos pobres e a classe média, que estão sobrecarregados por um sistema tributário asfixiante.
Não é de se admirar os gastos luxuosos em estádios da Copa do Mundo de futebol, enquanto a educação pública continua gravemente subfinanciada, o que tornou-se um grito de guerra.
Contando a seu favor, a presidente Dilma Rousseff tentou ser ágil com os manifestantes. Ela declarou que acolhe o desejo de mudança, e que vai responder a ele.
As autoridades locais reverteram os aumentos de tarifas de transporte público que provocaram os protestos.
Mas as marchas e manifestações desta semana revelaram uma indignação pública em relação às prioridades de gastos distorcidas e às falhas na educação e em outros serviços sociais, bem como apresentaram um amplo eleitorado para a mudança.
Na cidade de Fortaleza, na quarta-feira (19), os fãs de futebol que estavam no estádio recentemente construído e os craques em campo sinalizaram apoio aos manifestantes que estavam do lado de fora.
A maioria silenciosa do Brasil parece estar encontrando sua voz política. Dilma, que vai tentar a reeleição no próximo ano, terá de enfrentar as novas demandas com substância, bem como com solidariedade.
Tradução: Thiago Varella
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