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Polícia

Publicado Sexta-Feira, 08/11/2019 07:53 | Atualizado Sexta-Feira, 08/11/2019 07:55

Por: Agências

Jornalista Augusto Nunes divulga nota e diz que foi movido por instintos

 

Foto por: Reprodução


O jornalista Augusto Nunes divulgou uma nota, na noite desta quinta-feira (7), após o episódio de agressão contra o editor do The Intercept Brasil, Glenn Greenwald. Ele justificou a atitude nas forças do instinto e na honra ferida.

"Lamento o ocorrido. E peço aos ouvintes, espectadores e leitores que evitem traduzir em atos físicos quaisquer discordâncias políticas, e mesmo a indignação provocada por insolências inaceitáveis", diz em nota.

A agressão aconteceu ao vivo no programa Pânico, da rádio Jovem Pan. Depois de ter sido chamado de covarde por Glenn, por atacá-lo utilizando seus filhos, Nunes deu dois socos no editor do The Intercept e se retirou do estúdio. Nas redes sociais vários profissionais de imprensa repudiaram a atitude.

Confira a nota:

Já no início do programa Pânico desta quinta-feira, 7 de novembro, o convidado Glenn Greenwald voltou a acusar-me de ter recomendado à Justiça, num comentário em os Pingos nos Is, que lhe retirasse a guarda dos dois filhos. E pela terceira vez, agora pessoalmente, qualificou-me de "covarde".

Em resposta, expliquei que ele não havia compreendido que meu comentário fora apenas uma ironia. Lembrei também a Glenn a gravidade da ofensa com que me atingira. Alheio aos sucessivos pedidos que lhe fiz, ele repetiu cinco vezes o insulto. "Covarde! Você é covarde!"

Até pensei em abandonar o estúdio. Mas entendi que essa atitude confirmaria o teor das agressões verbais que sofrera. E não resisti ao que me sugeriam a voz dos instintos e honra ferida.

Desde o começo da minha carreira pratico e recomendo que todos pratiquem o convívio dos contrários. Neste 5 de novembro, ao receber o Prêmio Comunique-se, reiterei a disposição de lutar para que seja encerrada a versão política do Fla-Flu que ocorre no brasil há alguns anos.

Lamento o ocorrido. E peço aos ouvintes, espectadores e leitores que evitem traduzir em atos físicos quaisquer discordâncias políticas, e mesmo a indignação provocada por insolências inaceitáveis.

Como disse na festa de premiação do Comunique-se, no meu mundo sempre será possível torcer pelo Fluminense no meio da torcida do Flamengo. Sem ofensas aos torcedores adversários. 
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