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Política

Publicado Sábado, 09/02/2019 17:38 | Atualizado Domingo, 10/02/2019 15:06

Por: Redação

Dênis Boiadeiro afirma que família Dantas planejava pagar R$ 150 mil por cada Boiadeiro assassinado

Pistoleiro teria afirmado que caso os Boiadeiros dobrassem o valor oferecido pelos Dantas, ele mataria Marina Dantas e Paulo Dantas 

Foto por: Reprodução de vídeo

Em uma entrevista para a TV Pajuçara, o primo de Baixinho Boiadeiro, Dênis Boiadeiro afirmou que o plano para matar a família Dantas ocorreu após ele descobrir plano do irmão da prefeita de Batalha, Marina Dantas, Teobaldo Dantas e do segurança do deputado Paulo Dantas, Hermes, oferencendo R$ 150 mil pela morte da cada Boiadeiro.

Segundo Dênis Boiadeiro, a trama foi revelada por um pistoleiro nominado Adriano, de Pernambuco, pedindo o dobro do valor para matar os Dantas. "Eu estava na fazenda da minha família quando recebi uma ligação de um DDD de Pernambuco, um rapaz chamado Adriano falando que havia uma trama contra minha família. Chamei mais dois primos e fomos para Lajedo (PE) e nos encontramos com ele em um Posto de Combustível. Esse Adriano me mostrou uns áudios de Teobaldo e do Hermes encomendando a morte de um dos cinco membros da minha família", afirmou.

Perguntado pelo repórter Thiago Correia quem seriam as possíveis vítimas, Dênis Boiadeiro afirmou que eram Laelson Boiadeiro, Pinto Boiadeiro, José de Laelson, Alexandre Boiadeiro e Baixinho Boiadeiro. "Eles ofereceram R$ 150 mil por cada um". Dênis afirma que o pistoleiro afirmou que se os Boiadeiros dobrassem o valor oferecido pelos Dantas, ele mataria Marina Dantas e Paulo Dantas.

"Entrei em contato com Baixinho, expliquei a situação. Todos apreensivos, com medo, aceitamos a proposta dele e mantemos contato via WhatsApp. A gente chegou a pagar R$ 50 mil que ele disse que era de despesa com o pessoal dele", informou.

O valor foi pago em mãos e que o preço a ser pago era de R$ 300 mil. "Só que eu vi que ele estava com um negócio estranho. Ele sempre dizia que não tinha dado certo, havia viajado. Sempre dava uma desculpa. Próximo a trinta dias, descartamos Adriano, não entramos mais em contato com ele. Conversei com Baixinho e mandamos parar tudo. Por isso, Adriano divulgou esses áudios", explicou Dênis.

Dênis Boiadeiro afirma que não levou o caso à polícia devido ao fato da polícia estar caçando os Boiadeiros, "por motivo que meu primo trocou tiros com Zé Emílio e a polícia estava crucificando a família toda. Nós queremos justiça, que a polícia elabore os fatos e ofereça segurança para a gente poder continuar nossa caminhada. Meu tio foi morto covardemente".

Quando o repórter Thiago Correia afirma que o inquérito policial não faz menção a família Dantas na morte de Neguinho Boiadeiro, Dênis afirma que o crime foi encomendado por Paulo Dantas. "Foi o Paulo Dantas e a Marina Dantas quem armou a morte de meu tio. Porque ele estava bem cotado para ser prefeito da cidade e Paulo Dantas viu que não tinha como chamar meu tio para uma conversa, para ser amigo e não fazer oposição. Ele achou por bem matar meu tio, por conta de política. E porque também, meu tio estava desvendando os desvios de verba da Assembleia Legislativa, que comprometia o presidente da assembleia, Luíz Dantas, pai de Paulo Dantas. Paulo Dantas dizia em voz alta dentro da cidade de Batalha, 'já matei Neguinho e tirei os Boiadeiros daqui, agora vou matar Laelson ou Pinto.".

Após a entrevista, Dênis Boiadeiro disse que irá sair de Alagoas, pois tem medo de morrer.

Clique aqui e assista a entrevista completa

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