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Educação/Cultura

Publicado Sexta-Feira, 11/01/2019 17:12 | Atualizado Sexta-Feira, 11/01/2019 17:25

Por: Redação com G1 AL

Indígenas aguardam há quase um ano para serem convocados ao início das aulas na Uneal

 

Foto por: Divulgação

280 índios, de 12 etnias diferentes, estão aguardando há quase um ano para o inídio das aulas do Curso de Licenciatura Intercultural Indígina, na Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL).

De acordo com os índios, o vestibular para o curso ocorreu no dia 13 de maio de 2018 e as matrículas em agosto, mas até agora nenhum aprovado foi convocado.

"Todos os aprovados estão inscritos na faculdade, mas, de lá para cá, nada vem acontecendo. Estamos prejudicados desde esse período sem saber quando iremos começar as aulas, sem apoio nenhum. Somos um total de 280 indígenas aprovados no vestibular, indignados, sem resposta e o governo não está dando a mínima", disse o estudante Jadielon, da tribo Tingui Botó.

As aulas dos jovens deverá ocorrer no Campus III da Uneal, localizado em Palmeira dos Índios, mas até o momento não há data definida para o início das aulas.

Segundo uma nota enviada pela Uneal, na manhã desta sexta-feira (11), o atraso no início das atividades acadêmicas do programa acontece por causa do não repasse à instituição dos recursos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep).

O coordenador geral do CLIND-AL, professor Jairo José Campos da Costa, explica que, de 2010 a 2015, o curso tinha recursos do governo federal, mas agora passou a ser custado pelo governo estadual, por meio do Fecoep.

O processo para o recebimento da verba, segundo a universidade, está na secretaria do Fundo, com plano de trabalho e o orçamento, e a Procuradoria Geral do Estado (PGE) já deu parecer final favorável. Agora a demanda precisa da apreciação do Conselho do Fecoep.

A reportagem tentou contato com a Fecoepe, mas não conseguiu.

A Reitoria da Universidade afirma que também já solicitou reunião com o governador de Alagoas para tratar da demanda.

"Passado o período de restrições eleitorais, esperamos que o processo siga para o Conselho do Fecoep. Já compartilhamos o projeto com alguns conselheiros, que se demonstraram ávidos pela matéria, dada a sua relevância para Alagoas. Institucionalmente, estamos ansiosos para iniciar", afirmou o professor Jairo Campos. 
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