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Nem Joaquim Barbosa e nem Aldo Rebelo, partido de João Caldas escolhe Clariana Barão para presidência da república
Não adiantou brigas, discussões e nem ação judicial em torno dos nomes indicados pelo Democracia Cristã (DC) para definir quem seria o nome do candidato a Presidência da República nas eleições de 2026 pelo partido. No fim, a escolhida foi Clariana Barão, nome que sequer era cogitado pela grande mídia brasileira.
A decisão deixa de fora tanto o alagoano Aldo Rebelo, que havia sido retirado, a força, da pré-candidatura, quanto o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que chegou a ser anunciado como candidato do partido.
Advogada, mato-grossense e com 15 anos de atuação na área jurídica, Clariana Barão preside o diretório estadual do DC em Mato Grosso e nunca havia disputado uma eleição. Sua atuação inclui direito administrativo, gestão pública e defesa de causas sociais.
Para a vice-presidência, o partido escolheu a advogada Fabiana Torquato, especialista em regularização fundiária e com experiência em órgãos públicos do Distrito Federal. Ela foi diretora de Regularização Rural da Terracap e superintendente do Patrimônio da União no DF.
Antes da escolha de Clariana, o DC havia apostado em Joaquim Barbosa para disputar a Presidência, mas ele desistiu da candidatura, afirmando não haver uma estrutura mínima para uma campanha nacional.
Com a desistência de Joaquim Barbosa, chegaram a surgir articulações para que o ex-ministro ocupasse a vaga de vice em uma eventual chapa encabeçada por Romeu Zema, do Novo. As conversas, porém, não resultaram em uma composição.
Esperava-se também que após a desistência de Joaquim Barbosa, o DC aceitasse Aldo Rebelo como candidato, mas a ideia não vingou, uma vez que Aldo Rebelo já teria entrado em conflito direto com João Caldas, presidente do DC, o que provocou uma crise interna no partido e uma disputa judicial envolvendo, inclusive, a expulsão do ex-ministro alagoano da legenda.
A tentativa da direção nacional do Democracia Cristã de retirar Aldo Rebelo definitivamente dos quadros partidários sofreu um revés na Justiça quando a 6ª Vara Cível de Brasília determinou a suspensão da expulsão e a reintegração do ex-ministro ao partido, apontando que não havia sido comprovado o cumprimento dos procedimentos previstos no estatuto da legenda.
A decisão judicial ocorreu em meio a críticas públicas de Aldo Rebelo à direção nacional do DC. O ex-ministro questionou a condução da troca de candidatura e relacionou a movimentação partidária às preocupações do presidente nacional da legenda, João Caldas, com os desdobramentos do caso Banco Master.
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