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“Quem vai responder pelos milhões?”, questiona Rui Palmeira a JHC após operação da PF no Iprev Maceió

Por Assessoria 10/08/2026 11h11
Por Assessoria 10/08/2026 11h11
“Quem vai responder pelos milhões?”, questiona Rui Palmeira a JHC após operação da PF no Iprev Maceió
Rui Palmeira - Foto: Reprodução de vídeo

O vereador e ex-prefeito de Maceió Rui Palmeira voltou a cobrar explicações sobre a aplicação de recursos previdenciários do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) e questionou quem autorizou as operações que estão sob investigação da Polícia Federal, realizada na manhã desta segunda-feira, 10.

Segundo Rui Palmeira, as denúncias sobre os investimentos começaram a ser apresentadas em setembro do ano passado e foram levadas também às autoridades de investigação e controle.

Rui afirma que entre os investimentos questionados estão aplicações em Letras Financeiras do Banco Master e no fundo Nest Eagle. Em suas manifestações, ele menciona R$ 117 milhões relacionados ao Banco Master e outros R$ 51 milhões no fundo, valores que, segundo o parlamentar, colocariam o prejuízo potencial dos aposentados de Maceió próximo de R$ 170 milhões.

“Quem autorizou essas aplicações? Quem vai se responsabilizar por esse dinheiro que virou pó? Será que JHC finalmente vai se pronunciar?”, questionou Rui Palmeira.

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) realizaram nesta segunda-feira uma operação para apurar possíveis irregularidades relacionadas a investimentos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) de Maceió. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com as informações divulgadas sobre a investigação, a PF apura duas aplicações realizadas entre 2023 e 2024 que totalizaram R$ 97 milhões em Letras Financeiras emitidas por uma instituição financeira privada. Entre os pontos analisados estão o processo de credenciamento, a cotação, a avaliação de risco, os mecanismos de governança e a tomada de decisão que antecederam os investimentos. A investigação apura possível gestão fraudulenta, sem prejuízo da identificação de outros crimes ao longo das diligências.

Rui Palmeira afirma que já havia levado às autoridades questionamentos sobre a regularidade das operações. Segundo ele, uma das questões envolve a ata de uma reunião do Conselho de Administração do Iprev que teria autorizado os investimentos sem o número mínimo de conselheiros exigido.

“Eu mesmo protocolei denúncia na Polícia Federal e no Ministério Público Estadual, levando dados concretos”, afirmou Rui em entrevista à imprensa.

O vereador também levantou questionamentos sobre a contratação da consultoria Crédito e Mercado, apontada por ele como responsável por assessorar operações de investimento. Para Rui, a participação da consultoria e os procedimentos adotados precisam ser esclarecidos pelas investigações.

Outro ponto citado pelo parlamentar é o fundo Nest Eagle. Rui afirma que R$ 51 milhões foram destinados ao investimento e sustenta que os recursos estariam em situação de difícil recuperação. As declarações, entretanto, fazem parte dos questionamentos apresentados pelo vereador e não representam, por si só, uma conclusão das autoridades sobre eventual perda definitiva dos valores.

“Eu sinceramente não acredito que o ex-presidente do Iprev fez isso tudo sozinho. A gente precisa saber quem deu a ordem para isso ser feito, quem está por trás desses investimentos”, disse o vereador.

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