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Ministério Público investiga possível incompatibilidade patrimonial de Will Valença após cruzamento de dados com declaração eleitoral

Por Política em Pauta 03/08/2026 11h11
Por Política em Pauta 03/08/2026 11h11
Ministério Público investiga possível incompatibilidade patrimonial de Will Valença após cruzamento de dados com declaração eleitoral
Will Valença, ex-prefeito de Tanque D'Arca - Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) instaurou um Procedimento Administrativo para apurar possíveis irregularidades patrimoniais envolvendo um ex-gestor do município de Tanque d'Arca, no Agreste alagoano. A medida foi publicada no Diário Oficial do órgão nesta segunda-feira, 03, e teve origem em uma denúncia encaminhada pela Ouvidoria do MPE/AL.

Embora a portaria não identifique nominalmente o ex-gestor investigado, um cruzamento de informações com os dados públicos do sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta que o procedimento se refere ao ex-prefeito Will Valença, eleito nas eleições municipais de 2020.

Segundo a portaria assinada pela Promotoria de Justiça de Anadia, a investigação busca esclarecer uma suposta incompatibilidade patrimonial, eventual utilização de interpostas pessoas para ocultação de bens e possível omissão deliberada de patrimônio perante a Justiça Eleitoral.

Durante a análise preliminar, a Promotoria afirma ter identificado indícios decorrentes do confronto entre registros da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Quarto de Milha (ABQM) e as informações declaradas pelo então candidato no sistema DivulgaCandContas do TSE.

Conforme os registros oficiais da Justiça Eleitoral, Will Valença declarou, no pleito de 2020, "não haver bens a declarar". No entanto, o cruzamento das informações levantadas pelo Ministério Público aponta registros que indicariam a existência de um rancho e de cavalos da raça Quarto de Milha vinculados ao ex-prefeito, circunstância que motivou a abertura do procedimento para verificar se há incompatibilidade entre o patrimônio efetivamente existente e aquele informado à Justiça Eleitoral.

A Promotoria destaca que, nesta fase, não há conclusão sobre a ocorrência de qualquer irregularidade. O objetivo do Procedimento Administrativo é aprofundar a coleta de informações e organizar os elementos necessários para avaliar a necessidade de eventual instauração de Inquérito Civil ou Procedimento Investigatório Criminal, caso sejam confirmados indícios de ilícitos.

Entre as primeiras providências determinadas pela promotora responsável estão a notificação do denunciante para apresentação de novos documentos, provas e indicação de testemunhas, além da comunicação formal à Ouvidoria do MPE sobre a instauração do procedimento e a publicação da portaria no Diário Oficial.

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