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Jornalistas protestam após empresa de Collor descontar plano de saúde e não repassar valores

Por Política em Pauta 27/07/2026 11h11
Por Política em Pauta 27/07/2026 11h11
Jornalistas protestam após empresa de Collor descontar plano de saúde e não repassar valores
Protesto jornalistas - Foto: Redes Sociais

Jornalistas, funcionários da Organização Arnon de Melo (OAM), do ex-senador Fernando Collor, realizaram uma manifestação pública em Maceió, na manhã de hoje, segunda-feira, 27, para denunciar o que classificam como uma grave violação dos direitos dos trabalhadores.

O protesto, organizado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal), denunciou a suspensão do plano de saúde corporativo, mesmo após os descontos continuarem sendo realizados regularmente nos contracheques dos empregados.

Faixas e cartazes foram espalhados em pontos estratégicos da capital alagoana. Com a frase "Sem plano de saúde: Gazeta de Collor desconta, não repassa e trabalhador se lasca". Segundo a categoria, os jornalistas e demais funcionários da empresa foram surpreendidos ao descobrirem que o atendimento médico havia sido suspenso.

Segundo o Sindjornal, a empresa continuou descontando mensalmente os valores destinados ao plano de saúde diretamente na folha de pagamento dos trabalhadores, mas deixou de repassá-los à operadora Unimed. A consequência foi a interrupção da cobertura médica para dezenas de profissionais e seus familiares, muitos deles descobrindo a suspensão justamente no momento em que precisavam de atendimento médico.

Para o Sindjornal, a retenção dos valores descontados dos salários sem o devido repasse à operadora representa uma conduta extremamente grave, capaz de colocar trabalhadores em situação de vulnerabilidade, além de gerar prejuízos financeiros, emocionais e riscos à saúde.

De acordo com o presidente do Sindjornal, Alexandre Lino, a categoria tentou resolver o problema por meio do diálogo antes de recorrer à mobilização pública e à Justiça. Segundo ele, diversas reuniões e tentativas de negociação foram realizadas, mas a direção da Organização Arnon de Melo teria respondido apenas com promessas não cumpridas e sucessivos adiamentos.

Em nota, o sindicato informou que, diante do esgotamento das negociações, seu departamento jurídico ingressou com ação judicial para exigir o restabelecimento imediato do plano de saúde, o pagamento dos valores devidos à operadora e a reparação por danos morais aos trabalhadores prejudicados.

"O jurídico do Sindjornal já ingressou na Justiça cobrando o pagamento. Após tentar o diálogo e receber apenas respostas evasivas e prazos não cumpridos, seguimos firmes até que a situação seja totalmente regularizada", informou a entidade.

Política em Pauta

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