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Após pressão sobre JHC por relação com o banco Master, Eudócia Caldas tenta virar jogo e acusa Renan Calheiros

Por Política em Pauta 27/05/2026 08h08
Por Política em Pauta 27/05/2026 08h08
Após pressão sobre JHC por relação com o banco Master, Eudócia Caldas tenta virar jogo e acusa Renan Calheiros
Eudócia Caldas, mãe de JHC - Foto: Assessoria

A senadora Dra. Eudócia tentou acusar o senador Renan Calheiros de utilizar a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para proteger interesses ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

A fala da senadora ocorreu na última terça-feira, 26, e, nos bastidores é vista como uma tentativa da senadora de virar o jogo desfavorável ao filho, JHC, uma vez que o movimento político da senadora ocorre em meio ao avanço das investigações e da pressão pública sobre o ex-prefeito de Maceió, devido ao escândalo envolvendo os R$ 117 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió (Iprev) aplicados no Banco Master.

Durante pronunciamento na tribuna do Senado, Eudócia criticou o Projeto de Lei nº 2502/2026, apresentado por Renan Calheiros, que prevê ampliação da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para ressarcir fundos previdenciários atingidos por operações financeiras sob investigação ou insolvência. A senadora afirmou que a proposta representaria uma tentativa de transferir prejuízos privados para toda a sociedade.

A ofensiva da senadora ocorre justamente após a intensificação das acusações contra JHC e sua gestão na Prefeitura de Maceió. Renan Calheiros passou a liderar politicamente a cobrança por explicações sobre a aplicação milionária de recursos previdenciários do Iprev no Banco Master, operação realizada durante a administração do filho de Eudócia.

Renan afirmou reiteradamente que o caso de Maceió seria um dos mais graves do país envolvendo fundos previdenciários. O senador declarou que houve indícios de fraude nas autorizações internas do instituto, suspeitas de assinaturas irregulares em atas do conselho e possível exposição temerária do dinheiro de aposentados e pensionistas da capital alagoana.

O embate ganhou mais dimensão após o ex-ministro Aldo Rebelo associar diretamente JHC e o presidente nacional do Democracia Cristã, João Caldas, ao escândalo envolvendo o Banco Master. Rebelo afirmou publicamente que a crise envolvendo o Iprev teria provocado preocupação dentro do grupo político da família Caldas e motivado articulações nacionais para blindagem política diante do avanço das investigações.

A tensão aumentou ainda mais após a Polícia Federal avançar sobre operações ligadas ao Banco Master em diferentes estados e ampliar o foco sobre aplicações realizadas por institutos de previdência. Em Maceió, o aporte de R$ 117 milhões feito pelo Iprev passou a ser tratado como um dos casos mais sensíveis devido ao impacto potencial sobre aposentados e pensionistas do município.

Renan também passou a relacionar o episódio à venda da folha salarial da Prefeitura de Maceió ao Banco de Brasília (BRB), operação ocorrida durante a gestão JHC. O caso ganhou novos desdobramentos após a prisão do ex-presidente do BRB investigado pela Polícia Federal por suspeitas de recebimento de vantagens indevidas em operações envolvendo o Banco Master.

Nos bastidores políticos de Alagoas, aliados de Renan interpretam o discurso de Eudócia como uma tentativa de inverter o foco da crise e reduzir os danos políticos sofridos pelo grupo de JHC diante do crescimento das investigações e da repercussão nacional do caso Banco Master.

Uma vez que a própria presença de Eudócia no Senado teria sido garantida por articulação do filho, JHC. A senadora assumiu protagonismo político após a saída de Rodrigo Cunha da Casa Legislativa para compor a chapa da Prefeitura de Maceió como vice-prefeito.